Ferramenta da OMS subestima necessidade de tratamento para osteoporose

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Ferramenta usada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliar o risco de fratura óssea subestima os verdadeiros perigos para as pessoas com menos de 65 anos ou que tenham sido tratadas por um único osso quebrado. Foi o que revelou um estudo publicado nesta semana no periódico científico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, da Sociedade Americana de Endocrinologia.

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“A ferramenta tem sua utilidade por trazer informações importantes, mas não deve ser usada como padrão-ouro único e definitivo para determinar se deve ou não tratar um paciente para a osteoporose ou ossos enfraquecendo. Isto porque o teste não consegue identificar alguns pacientes que se beneficiariam de tratamento para prevenir fraturas futuras”, disse um dos autores do estudo, Gilles Boire, da Universidade de Sherbrooke, em Quebec, no Canadá.

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A ferramenta de avaliação de risco de fratura (FRAX, da sigla em inglês) foi desenvolvida pela OMS como uma forma de determinar a probabilidade de adultos entre 40 e 90 anos quebrarem um osso. Ela avalia as chances de um indivíduo quebrar um osso em uma queda menor, situação conhecida entre especialistas como fratura por fragilidade. Essas fraturas podem reduzir a mobilidade, reduzir a autonomia e até mesmo aumentar o risco de morte.

Conheça os vilões da osteoporose: 

Fumo: as substâncias químicas do cigarro comprometem a absorção do cálcio pelos ossos, transformando o hábito em um fator de risco para o aparecimento da doença. Foto: Getty ImagesCafeína: mas pesquisas indicam que os produtos com muita cafeína aumentam o risco de osteoporose. Foto: Getty ImagesQuimioterapia: usada no tratamento do câncer, tem como sequela a alteração na estrutura do esqueleto do doente e por isso pode acarretar osteoporose. Foto: Getty ImagesAlcoolismo: o consumo abusivo de álcool enfraquece os ossos porque altera o metabolismo e prejudica a fixação de nutrientes protetores dos ossos. Foto: Getty ImagesAnticoncepcional injetável antes dos 25 anos: a massa óssea do organismo é formada até essa idade e depois começa a entrar em declínio. Foto: Getty ImagesIntolerância ao glúten: ela prejudica a absorção dos nutrientes e com isso a manutenção dos ossos. O glúten é uma proteína presente em muitos cereais. Foto: Getty ImagesUso de cortisona: presente nas drogas para o controle da dor, ela pode enfraquecer os ossos quando utilizada de forma abusiva. Foto: Getty ImagesFalta de Vitamina D: a principal fonte de vitamina D é o banho de sol (15 minutos diários). A carência do nutriente enfraquece os ossos. Foto: Getty ImagesAnorexia: magreza excessiva e transtornos alimentares estão relacionados à osteoporose que, nestes casos, aparece ainda na juventude. Foto: Getty ImagesRefrigerantes: são ricos em fósforo (mesmo as versões ligth, zero e diet), que também compromete a absorção do cálcio. Foto: Getty ImagesRedução do estômago: evidências científicas mostram que a cirurgia é um fator de risco para a osteoporose, pois compromete a absorção de cálcio. Foto: Getty ImagesDieta rica em sal: o sódio, além de elevar o risco de hipertensão, prejudica a absorção de cálcio pelo organismo. Foto: Getty Images

Desta forma, a ferramenta auxiliria médicos a identificar casos de osteoporose que não podem ser facilmente diagnosticados por meio de testes de densidade mineral óssea. Mais da metade das fraturas por fragilidade ocorrem em pessoas que não atendem aos padrões de densidade mineral óssea a ser diagnosticadas com osteoporose.

No entanto, o estudo realizado no Canadá, alerta que a calculadora de risco é propensa a subestimar a probabilidade de futuros ossos quebrados em jovens pacientes, homens e pessoas que apresentam sua primeira fratura fragilidade.

O estudo utilizou a ferramenta para avaliar o risco de fratura entre os 1.399 pacientes que foram identificados com uma fratura por fragilidade entre junho de 2007 e maio de 2012. Em mais da metade dos pacientes tratados para uma fratura por fragilidade, a pontuação no FRAX não atingir o limiar para o tratamento preventivo.

Antes da fratura por fragilidade, apenas 42,7 % destes pacientes foram considerados de alto risco, de acordo com a ferramenta. Mesmo depois de sofrer uma fratura, 24% dos pacientes permaneceram classificados como de baixo risco e quase 20% foram considerados de risco moderado. Durante o período de quatro anos em que foram acompanhados, mais de um terço dos pacientes que tiveram fraturas recorrentes não foram classificados como de alto risco sob o cálculo da ferramenta.

“A identificação individual de pacientes de alto risco para fraturas permitiria uma prevenção mais oportuna e orientada”, disse Boire. “Os médicos devem sempre considerar se o tratamento da osteoporose beneficiaria um paciente com uma fratura por fragilidade, independentemente da sua pontuação no FRAX “.

O artigo Ferramenta da OMS subestima necessidade de tratamento para osteoporose foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-04-30/ferramenta-da-oms-subestima-necessidade-de-tratamento-para-osteoporose.html

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