Documentário brasileiro mostra os riscos dos agrotóxicos nos alimentos

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Agência Brasil

No país que mais consome agrotóxicos no mundo, há alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. É o que procura mostrar o filme O Veneno Está na Mesa 2, novo documentário do cineasta Silvio Tendler, lançado na quarta-feira passada (16), no Teatro Casa Grande, no Leblon, zona sul do Rio.

O filme dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro documentário de Tendler sobre o tema, com o mesmo título e lançado em 2011. Com 70 minutos de duração, O Veneno Está na Mesa 2 avança na desconstrução do mito de que a utilização dos defensivos agrícolas é indispensável para garantir abundância de alimentos na mesa do consumidor.

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Os dois documentários fazem parte de uma estratégia de ação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, iniciativa que reúne movimentos sociais e entidades no objetivo comum de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam. A partir daí, a ideia é propor medidas para frear seu uso no Brasil. “O povo brasileiro não pode mais engolir essa história de que o agrotóxico é a modernidade no campo. Ele gera câncer, trabalho escravo e manda todo seu lucro para o exterior”, disse Alan Tygel, um dos coordenadores da campanha.

Alimentos com maior teor de agrotóxico

Pimentão: 91,8% das amostras de pimentão continham agrotóxicos. Foto: Getty ImagesMorango: 63,4% das amostras coletadas continham agrotóxicos. Foto: Getty ImagesPepino: 57,4% das amostras coletadas pela Anvisa continham agrotóxicos. Foto: Getty ImagesAlface: 54,2% das amostras estavam contaminadas. Foto: Getty ImagesCenoura: 49,6%. Foto: Thinkstock/Getty ImagesAbacaxi: 32,8%. Foto: Getty ImagesBeterraba: 32,6%. Foto: Getty ImagesMamão: 30,4%. Foto: Getty ImagesTomate: 16,3%. Foto: Getty ImagesLaranja: 12,2%. Foto: Getty ImagesMaçã: 8,9%. Foto: Getty ImagesArroz: 7,4%. Foto: Getty ImagesFeijão: 6,5%. Foto: Thinkstock/Getty ImagesRepolho: 6,3%. Foto: Getty ImagesManga: 4%. Foto: Getty ImagesCebola: 3,1%. Foto: Getty Images

A produção do filme contou com o apoio da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem desenvolvendo iniciativas para que a produção de alimentos sem veneno se torne uma alternativa viável. De acordo com o diretor Silvio Tendler, não há sentido em se construir uma economia baseada na destruição da natureza.

“A agroecologia é fundamental como forma de produção econômica, social e de desenvolvimento. No filme eu mostro pessoas que plantam e cultivam de forma sadia e também as dificuldades que elas enfrentam para a comercialização dos alimentos que produzem”, destacou o cineasta.

A exemplo do primeiro documentário da série, visto por mais de um milhão de pessoas, O Veneno Está na Mesa 2 será distribuído gratuitamente para um circuito alternativo de exibição. Escolas, universidades, comunidades, igrejas, assentamentos de trabalhadores rurais e outros locais integram esse circuito.

O artigo Documentário brasileiro mostra os riscos dos agrotóxicos nos alimentos foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-04-21/documentario-brasileiro-mostra-os-riscos-dos-agrotoxicos-nos-alimentos.html

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