Como driblar o efeito platô – em Nutrição

Exercícios são os maiores combatentes do efeito platô, aquele que acontece quando o corpo não emagrece mais com a dieta

Reportagem: Caroline Sarmento



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Efeito platô pode ser a consequência
do emagrecimento muito rápido
Foto: Danilo Borges

Aquela velha história de que emagrecer é mais fácil no começo é verdadeira! Existe nome para isso: efeito platô, que se dá quando o corpo não perde mais peso, ou seja, fica estabilizado na mesma medida, sem resultados com a dieta.

O efeito platô pode acontecer quando o corpo perde peso muito rápido. “Contrariando as expectativas, o platô é o equilíbrio entre ingestão e gasto calórico. Muitas vezes o paciente acredita que tem que comer menos do que já está comendo para burlar o efeito platô”, informa Gabriel Cairo Nunes, nutricionista esportivo da HealthMe, clínica de gerenciamento de perda de peso (SP).


Segundo o especialista, quando o corpo é submetido à perda de peso rápida e sem orientação, o próprio organismo reage armazenando mais gordura do que deveria, para suprir o que perdeu ao longo do tempo. “Isso acontece pela evolução natural do humano. O corpo se adaptou para ir à busca do alimento com atividades de caça, pesca além de enfrentar longos períodos de privação alimentar, por não haver o acesso desses alimentos diariamente”, explica Nunes.

Um dos maiores problemas do efeito platô é a volta do peso. A estabilidade e armazenamento de energia do corpo pode provocar o efeito rebote (ganho de peso perdido). “Também podemos observar o peso não abaixar, mas a cintura afinar). Isso ocorre porque a massa magra também pesa, ou seja, você realmente está trocando a gordurinha por músculos, e em longo prazo vai emagrecer”, completa o especialista.

Exercícios em primeiro lugar

O hábito que consegue controlar o efeito platô é o de praticar exercícios físicos. “Os praticantes de atividade física moderada têm o consumo alimentar alto e mesmo assim, o corpo do atleta não armazena calorias, ou seja, ele se mantém magro”, acrescenta Nunes.

“O que oriento meus pacientes nessa ocasião é aumentar o gasto e não ingerir menos calorias, mesmo porque a ingestão calórica inferior a 1200 calorias poderia causar deficiência nutricional”, explica Nunes. A atividade física pode elevar a quantidade de músculos do corpo, aumentando o gasto calórico. “Por essa razão, sem atividade física não há como manter o peso perdido”, afirma o nutricionista.

Como descobrir que o efeito platô assombra a dieta?


A confusão entre o efeito sanfona e o efeito platô pode ocorrer. Afinal, o efeito sanfona é quando o corpo sofre o engorda-emagrece frequentemente. Assim como o primeiro efeito, o corpo pode também voltar ao peso anterior no efeito platô. A diferença é que quem sofre do segundo efeito não consegue emagrecer.

“O ideal é procurar um profissional em nutrição para que ele possa fazer uma avaliação. Mas, se quiser arriscar, anote tudo o que come, faça as contas de quantas calorias você está ingerindo e quais você gasta por dia. Se o número não sofrer nenhuma alteração, significa que é hora de buscar um médico, pois o efeito platô te pegou”, informa Nunes.

O especialista também explica que existem exames que podem ajudar a descobrir o efeito platô. “O Bioimpedância Elétrica e o Calometria Indireta mostram quanto o corpo gasta de calorias para se manter vivo de modo que esse valor pode ser aumentado quando existe a pratica da atividade física”, explica o nutricionista.

O artigo Como driblar o efeito platô – em Nutrição
foi originalmente publicado em http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/dieta/nutricao/como-driblar-o-efeito-plato/2777

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