Cãoterapia: o sucesso da terapia de quatro patas na ala pediátrica do hospital

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Maria Eduarda e sua mãe, Aline Miranda, aproveitam o contato com o cão terapeuta. Foto: Elioenai PaesO garoto também adorou brincar com o bichinho. Foto: Elioenai PaesNamour, de 6 anos, é um golden retriever muito dócil. Foto: Elioenai PaesEle é de Silvana Fedeli Prado, superintendente técnica da ONG Patas Therapeutas. Foto: Elioenai PaesNo início, a pequena Duda teve medo de se aproximar de Namour. Foto: Elioenai PaesMas logo pegou confiança - o peludo é muito dócil e amigo. Foto: Elioenai PaesChanel, Paraná, Namour e Thor, cães terapeutas capazes de melhorar o humor das crianças. Foto: Elioenai PaesA garotinha se encantou com os pelos dourados de Thor. Foto: Elioenai PaesE, mesmo o cão sendo maior que ela, ela não se intimidou. Foto: Elioenai PaesE esbanjou belos sorrisos. Foto: Elioenai PaesE alisou o pelo de Thor. Foto: Elioenai PaesONG Patas Therapeutas. Foto: Elioenai PaesOs cães são a atração principal de 3 segundas-feiras de cada mês, na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo. Foto: Elioenai PaesCães aguardam no corredor do hospital até o início das visitas. Foto: Elioenai PaesE eles têm autorização para subir nos leitos, para aquelas crianças que não conseguem descer. Foto: Elioenai PaesMillene Stefany Souza, de 13 anos, se encantou com Paraná, cão dócil, de 14 anos e sem raça definida. Foto: Elioenai PaesO garoto também recebeu o carinho dos cães. Foto: Elioenai PaesParaná não largou Marcus Vinicius Francisco, que está internado há pouco mais de um mês. Foto: Elioenai PaesEquipe médica e de enfermagem vieram conferir a alegria que os cães terapeutas trouxeram. Foto: Elioenai PaesAté mesmo o garoto que não deu muita atenção aos animais no início ganhou seu abraço. Foto: Elioenai PaesO menino passeou pelo hospital com Paraná na coleira. Foto: Elioenai PaesChanel, uma cadela sem raça definida, também é estrela das visitas. Foto: Elioenai PaesOs cães se entregam nas mãos das crianças. Foto: Elioenai PaesBebê se encanta com Paraná. Foto: Elioenai PaesAté mesmo as crianças mais pequenas se beneficiam do carinho trazido pelos animais. Foto: Elioenai Paes

Segunda-feira é dia de festa na ala pediátrica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Os motivos têm quatro patas e pelos fartos: são os cães da ONG Patas Therapeutas, que fazem visitam periódicas às crianças internadas. O resultado imediato é o sorriso da molecada e em curto prazo a equipe já percebe maior adesão ao tratamento e atitudes mais sociáveis.

Namour e Maria Eduarda têm ambos seis anos. Ele é um dócil golden retriever em busca de carinho. Ela, uma garotinha que se trata de um câncer no sistema nervoso. Assim que se viram no hospital, ela olhou com desconfiança para Namour. Só ousou encostar nos pelos dourados do animal, após o estímulo do pai e da mãe. Ainda ressabiada, a menina foi perdendo o medo. No fim, já estava abraçado ao cachorro que, além de ter sua idade, tem praticamente sua altura.

Maria Eduarda teve um neuroblastoma, câncer infantil que tem incidência maior do que a leucemia. Já retirou o tumor e agora está fazendo o tratamento padrão. E agora sabe que, exceto a primeira segunda-feira de cada mês, em todas as outras ela poderá ter o dia preenchido por mais carinho, este por conta de um ser de quatro patas.

“As crianças deixam sua família, escolas, amiguinhos e às vezes até animais de estimação para ficarem aqui, se submetendo a tratamentos que são dolorosos. O que a gente faz é pegar o mundo de fora e trazer para dentro do hospital”, explica Silvana Fedeli Prado, fundadora da ONG Patas Therapeutas. “A gente resgata todo esse vínculo afetivo, eleva a autoestima das crianças”.

E é bem assim. Marcus Vinicius Francisco, um garoto de 13 anos que está internado há pouco mais de um mês, ficou só sorrisos quando Paraná, um dos cães, que não tem raça definida, subiu no leito para lhe fazer companhia. Kayla Carvalho, garota de nove anos em tratamento contra uma leucemia, também teve seu momento com Paraná: pôde passear com o cãozinho veterano em terapia assistida. Paraná tem 14 anos.

O diretor da pediatria da Santa Casa de Misericórdia, Rogério Pecchini, diz que a terapia assistida com animais é fantástica. “Além de trazer alegria durante as visitas, porque tem a questão do inusitado, a criança se mobiliza, melhora o humor, a adesão ao tratamento e socialização com a equipe. Qualquer coisa que possa induzir uma distração para as crianças é importante”, comenta.

E o bom é que ninguém corre o risco de levar uma mordida. “Os animais são escolhidos pela ONG pela docilidade e capacidade de serem controlados, e são acompanhados pelos seus donos, que também são voluntários. ”Nunca houve nenhum incidente provocados por esses animais.”

O artigo Cãoterapia: o sucesso da terapia de quatro patas na ala pediátrica do hospital foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-02-25/caoterapia-o-sucesso-da-terapia-de-quatro-patas-na-ala-pediatrica-do-hospital.html

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