Alerta – Medicamentos adulterados: Comprimido de Farinha

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Eu tenho andado meio sumida, muito ocupada com minhas pesquisas no laboratório de engenharia da minha faculdade (é meu ganha pão, gente), mas prometo voltar com tudo depois que finalizá-las em outubro. Porém, eu estou bem atenta aos comentários e aos testes do PB que a Dona Juliana me “obriga” a fazer (agora mesmo estou com o cabelo todo melecado com mais uma receita, cheia de substâncias que eu tive que manipular hoje pela tarde, na correria, tudo por causa dessa loira linda que conhecemos por JU).

Há várias coisas que andam me preocupando quando leio os comentários no PB, decorrentes de falta de informação. Mas vamos por partes, hoje vou falar de uma delas: marcas de medicamentos.

A problemática toda começou ano passado quando eu falava com a minha professora de engenharia química sobre a utilização da nistatina em pele intacta e sobre mais algumas pesquisas relacionadas ao óleo de pequi. Conversa vai, conversa vem e ele solta uma bomba na minha cara. Ela falou sobre a pesquisa que  uma outra professora estava fazendo sobre medicamentos que não possuíam a concentração correta da substância ativa recomendada (inclusive, relatadas na caixa do produto). Eu não sei como explicar isso pra vocês de uma forma mais clara do que esta, mas vou tentar falar em uma linguagem mais popular ainda: comprimido de farinha. Lembram disso? Pois é. Existe. E muito!

A professora analisou vários medicamentos vendidos em uma rede de farmácias muito famosa aqui no Brasil pelos seus preços baixos e, infelizmente, os resultados dos testes em laboratório mostravam que a concentração da substância ativa do medicamento era tão baixa comparada ao que ele deveria apresentar que, se a pessoa tomasse “comprimido de pó de arroz”, era capaz de fazer mais efeito!

A questão toda não é com o fato de haver “medicamentos genéricos”. Não vamos confundir as coisas!  Alguns laboratórios são respeitadíssimos e muito competentes! O fato é que agora nós temos que prestar atenção às “marcas” dos medicamentos.  Vê se pode? A pessoa com a maior dor de cabeça, entra na farmácia, pede dipirona sódica e… Cadê a dipirona? Tem só o “cheiro” dela no  comprimido!

E o pior é que, nas pesquisas da professora, vários medicamentos foram reprovados! Meninas, eram muitos! Desde comprimido para dor de cabeça com ZERO de substância ativa até pomada de assadura com 5mg/1g de óxido de zinco, ao invés dos 150mg/1g prometidos.

Eu mesma experimentei uma das soluções nasais que foram reprovadas e era nítido que só tinha “água” lá! Não precisava nem levar pro laboratório.

E quando eu pensava que eu só tinha que me preocupar com a marca do medicamento, eis que me acontece outra coisa: uma semana depois da professora ter me contado tudo aquilo, eu fui comprar uma solução nasal, que eu já estava acostumada a usar nas minhas crises de rinite, e notei que tinha algo diferente. Mas o que havia de diferente nela? Ela simplesmente não serviu pra nada! Água! Pura água! Daí, no outro dia, fui em outra farmácia e comprei a mesma solução nasal, do mesmo laboratório  e, aí sim, era o produto eficaz  que eu estava acostumada a usar. É lógico que eu reparei a validade e essas coisas. Estava tudo certinho. Talvez tenha sido o lote, né? Que coisa, gente! Isso é medicamento! Saúde! Não é pra ser assim!

Eu, que já estava com o pé atrás com tudo que minha professora havia me contado sobre marcas de medicamentos, agora estava, também, preocupada com o local da compra! Eu hein!

Resumindo…

Procure por medicamentos de marcas conhecidas, de confiança, que você já usou e obteve os efeitos desejados.  Há toda uma legislação que diz nos “proteger” dessas coisas, deveria haver mais fiscalização em relação a isso, pois não é possível que isso aconteça em uma país como o nosso! Ou é? Tá, não vamos começar com ironias. Mas fica o alerta! Cuidado com o que você compra. Se quiser mais informações, entre no site www.reclameaqui.com.br  e veja a procedência do laboratório. Você vai se assustar com a quantidade de reclamações… Mas, infelizmente, é o que acontece!

Bom, acho que o PB deve ser o único blog de beleza que fala sobre essas coisas, mas, enfim,  é nossa obrigação passar informação, pois indicamos muitas coisas por aqui e, às vezes, um produto que a Ju encontra por lá, nos EUA, a gente encontra aqui, de outra forma, menos eficaz.  Aí depois vem a reclamação: Juuu a receita não funcionoooou! É horrível, não presta!!  E a pobre da Ju com cara de taxo, lá em Boston, sem entender nada, me pedindo socorro!(RISOS)

Nos próximos posts eu falo mais sobre outras observações que venho fazendo nesses dias que ando passando a vista nos comentários do PB! Tem muita coisa que precisamos esclarecer!

O artigo Alerta – Medicamentos adulterados: Comprimido de Farinha
foi originalmente publicado em http://www.produtosdebeleza.com/alerta-medicamentos-adulterados-comprimido-de-farinha.html

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