Vacina para meningite B chega ao Brasil

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Uma vacina que protege contra a meningite B foi aprovada pela Anvisa no início de 2015 e chega às clínicas privadas brasileiras a partir da próxima semana. Aprovada para bebês acima de dois meses até adultos de 50 anos, a vacina vem preencher uma lacuna entre as opções já disponíveis, a quadrivalente para os tipos A, C, W e Y da doença, também oferecida apenas em clínicas privadas de vacinação, e a contra a meningite C, disponível na rede pública.

>> Veja 10 sintomas da doença:

Febre. Foto: Thinkstock PhotosIrritabilidade, no caso de bebês. Foto: Getty ImagesPerda do apetite. Foto: Thinkstock/Getty ImagesVômitos e náuseas. Foto: Thinkstock/Getty ImagesDor de cabeça. Foto: Thinkstock/Getty ImagesCansaço e prostração. Foto: Thinkstock/Getty ImagesRespiração ofegante. Foto: Thinkstock/Getty ImagesRigidez na nuca. Foto: Getty ImagesManchas arroxeadas na pele. Foto: Getty ImagesSensibilidade à luz. Foto: Thinkstock/Getty Images

Alguns, no entanto, ao decidirem se vacinar, podem se deparar com um carimbo de vacinação contra meningite B na carteirinha de vacinação. Essa não é garantia de imunização, conta o pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato de Ávila Kfouri. Ele explica que essa vacina, aplicada nos anos 80 e 90, não teve eficácia. “Quando teve, valeu por uns dois ou três anos, não mais que isso”, conta ele. A razão? Essa vacina protegia apenas contra um dos mais de 1000 subtipos da bactéria causadora da doença.

Uma outra vacina foi desenvolvida para um dos subtipos que causaram surtos na Austrália, mas, quando houve um surto na Noruega, embora fosse o mesmo tipo, a vacina também não foi eficaz.

Desafio

A dificuldade em desenvolver uma vacina eficaz contra a meningite foi um desafio para os cientistas ao redor do mundo. Depois de ter o sequenciamento genético do tipo B em mãos, os cientistas tiveram mais embasamento para desenvolver o produto, que provoca uma boa resposta imunológica e eficácia de 85%. No entanto, por se tratar de uma vacina nova, Kfouri explica que não se sabe se os vacinados precisarão de reforço daqui a 10 anos ou estarão imunizados para o resto da vida. A vacina, porém, já foi aplicada em mais de um milhão de pessoas no mundo, sempre bem tolerada e com eventos adversos comuns, como dor ou vermelhidão no local da aplicação, febre ou dores de cabeça.

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De alta letalidade – podendo matar em menos de 24 horas – a meningite é transmitida por meio de fluidos, como a saliva. A doença é caracterizada por uma infecção na meninge, membrana que reveste o sistema nervoso central e controla a respiração, coordenação motora e outros sentidos nobres.

Dos três tipos de meningite – a bacteriana, a viral e a por fungos –, a bacteriana é a mais letal. Kfouri conta que o tratamento da meningite viral é mais simples, sem internações ou sequelas. Já a causada por fungos é tão grave quanto a bacteriana, porém mais rara. Os dois tipos da doença apresentam sequelas importantes, como a amputação de membros e consequências neurológicas permanentes.  

As crianças, por terem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, são as que estão em alto risco de contágio da doença. Os adolescentes, por causa de hábitos comuns da idade, como viagens, baladas, beijos, também estão em risco de contrair a bactéria.

De todos os casos de meningite no Brasil, os do tipo B representaram 53% das infecções em 2014, número que pode abrir as portas para uma discussão no Ministério da Saúde para uma possível implantação da vacinação no Sistema Único de Saúde. A empresa fabricante da vacina fornece, para clínicas privadas, pelo preço de R$ 340. As clínicas, no entanto, provavelmente repassarão à população interessada a um valor maior.

A meningite pode matar em questão de horas. Alguns já ficam com sequelas importantes poucas horas depois da manifestação dos primeiros sintomas, que são inespecíficos: febre, vômitos e cansaço, que poderia estar presente em muitas outras doenças mais simples, como uma intoxicação alimentar, por exemplo. Aquela rigidez na nuca, que é o que mais se pensa quando se fala de meningite, só aparece depois, quando o problema se agravou bastante. Depois de 15 horas do início dos sintomas inespecíficos, a doença pode evoluir para uma sepse e falência múltipla de órgãos.

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