Vacina contra meningite B: demora para tomar a segunda dose não traz problemas

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Vacina: procura pela imunização contra meningite B acabou com os estoques do produto no País

Thinkstock/Getty Images

A vacinação contra a meningite B, disponível apenas no sistema privado, tem deixado pais em dúvida. A primeira delas, é dá-la ou não os filhos, pois o preço da vacina é alto. Entre os pais que optaram por imunizar os filhos, o dilema segue: ela está em falta em muitas clínicas e hospitais e os pais temem aplicar a primeira dose nos filhos e não conseguirem encontrar um local que aplique a segunda dentro do prazo de dois meses, preconizado pela fabricante, a farmacêutica GSK. O temor está, então, em ter essa primeira dose anulada, tendo de aplicar uma dose extra e desembolsar um valor não previsto, que gira em torno de 600 reais (cada dose).

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Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) esclarece: esse risco não existe. Ao aplicar a segunda dose, mesmo que dez meses depois da primeira, a criança terá a mesma proteção que teria caso a dose tivesse sido aplicada dentro do prazo recomendado.

“Independente do atraso, a proteção se regulariza e fica em torno de 80%”, informa o médico. Essa média é a proteção padrão da vacina, comprovada por meio de estudos.

O que não se sabe ainda, explica Kfouri, é o quanto a criança ficará protegida contra a meningite B nesse intervalo de tempo entre a primeira e segunda dose.

“Não se sabe ainda porque não há estudos”, diz Kfouri. Logo, não há nenhuma garantia de que, se a criança tiver contato com o vírus nesse intervalo, não irá contrair a doença. O prazo de dois meses foi estabelecido porque é o tempo que o corpo leva para completar uma reação imunológica.

Apesar de a incidência da meningite B não ser alta, os riscos, quando se contrai a doença, são altos: 30% das pessoas que contraem meningite morrem, 40% sobrevivem com sequelas e apenas 30% ficam curadas sem consequências mais graves.

O sistema único de saúde (SUS) oferece a vacina contra a meningite C, enquanto o sistema privado dá opções contra A, C, W, Y e B. Esta última é recente no Brasil e a farmacêutica que a fornece não estava prevendo uma demanda tão alta por parte dos pais. A GSK informou que está trabalhando para regularizar os estoques em todo o País. A vacina contra a meningite B é preconizada para bebês acima de dois meses (crianças aqueles com idade entre dois e cinco meses necessitam de três doses da vacina). Para o restante da população, bastam duas doses.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que ainda não há pedido de incorporação dessa vacina no SUS, e que dos 17 mil casos notificados de meningite em 2014, apenas 146 foram do tipo B.

Para Kfouri, mesmo que a incorporação da vacina no calendário do SUS não seja prioridade, quem puder arcar com os custos deve fazer a imunização, já que a meningite é uma doença muito grave, capaz de matar em menos de 24 horas.

“Para introduzir a vacina da meningite B no programa público é preciso discutir prioridades e disponibilidade no mercado. Não tem vacina para meningite nem para 2% da população, imagina milhões de doses. É preciso ter a vacina disponível e o fabricante pronto para distribuir em larga escala”.

“Nenhum país oferece todas as vacinas para todos, mas priorizam entre as doenças que mais afetam a população”, esclarece o especialista.

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