Uma das vítimas do surto de febre amarela é do Distrito Federal

Veja a matéria completa sobre Uma das vítimas do surto de febre amarela é do Distrito Federal e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Atualmente, só os mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus da febre amarela no País

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Uma das 23 mortes causadas pela febre amarela desde dezembro de 2016 
ocorreu no Distrito Federal. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde na tarde desta quinta-feira (19). A vítima, entretanto, contraiu a doença em Minas Gerais, onde há um surto, e viajou para Brasília em seguida.

Segundo o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, este é o primeiro óbito por febre amarela
em Brasília desde 2008. A vítima era um homem de 40 anos que foi infectado em Januária, Minas Gerais. Ele chegou em Brasília no último dia 16 para visitar o irmão. De acordo com a secretaria, ele já estava com os sintomas de convulsões e insuficiência renal e foi atendido em uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento).

“No mesmo dia, foi encaminhado para a UTI do hospital São Mateus – com o qual a Secretaria de Saúde tem contrato –, onde morreu na quarta-feira (18). A confirmação da presença do vírus veio do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen), na manhã desta quinta-feira (19)”, diz ainda a nota.

Risco de propagação

Humberto Fonseca afirmou que “todas as providências foram tomadas para que não haja risco de propagação da doença no Distrito Federal”. O secretário garantiu que a “a população pode ficar absolutamente tranquila” quanto às medidas adotadas. “Vacinamos 191 mil pessoas até outubro de 2016 e vamos fechar os números do ano com mais de 95% de cobertura.”

Ele alertou, entretanto, que pessoas que forem viajar para lugares com surto da doença, como Minas Gerais, devem verificar seus cartôes de vacinação.

Devo me vacinar?

A vacina contra o vírus da febre amarela já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é a única forma de se evitar a infecção. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas uma dose da vacina já é suficiente para proteção por toda a vida. No Brasil, é aplicada uma dose aos nove meses de idade e um reforço aos quatro anos.

Já no caso de situação de emergência epidemiológica  ou viagem para área de risco, o imunizante pode ser aplicado a partir dos seis meses de idade. Já se a criança não for vacinada aos 9 meses, deve tomar a vacina e o reforço com um intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.


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Não me vacinei até o 4 anos. E agora?

Pessoas que receberam as duas doses da vacina não precisam mais se vacinar, já aqueles que não receberam o reforço podem fazer isso mesmo que sejam adultos. Já quem nunca foi vacinado ou não tem o comprovante da aplicação devem administrar a primeira dose da vacina e, após dez anos, o reforço.

Casos específicos

Como as vacina pode gerar problemas para pessoas com o sistema imunológico mais baixo, pessoas com 60 anos ou mais que nunca tomaram a vacina só podem tomar o imunizante após avaliação médica. Já no caso de gestantes ela é contraindicada – podendo ser autorizada por um especialista se houver situação de emergência epidemiológica ou necessidade de viagem para área de risco. Lactantes de crianças com até seis meses devem suspender o aleitamento materno por 28 dias após a vacina.

Pacientes com imunodeficiência devem passar por avaliação médica de risco-benefício antes de tomar o imunizante. Pessoas com histórico de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina contra febre amarela – ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina –, assim como pacientes com histórico de doenças do timo também devem buscar orientação.

Viajantes

De acordo com o Ministério da Saúde, viajantes para fora do Brasil devem seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional. Já quando o destino é uma área de recomendação da vacina no Brasil é preciso se vacinar com pelo menos dez dias de antecedência no caso da primeira vacinação.

Quais os sintomas da febre amarela?

A doença é de curta duração, podendo se prolongar por até dez dias. Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia – a pele e os olhos ficam amarelos – e hemorragias – de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina. A gravidade varia em cada caso.

O problema é que, se não tratada rapidamente, pode levar à morte em cerca de uma semana. O tratamento é apenas assintomático. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva.

Evolução da doença

O vírus se manifesta entre três a seis dias após a picada, podendo se estender até 15 dias. A maioria dos pacientes apresenta melhora após os sintomas iniciais, mas cerca de 15% acabam desenvolvendo uma forma mais grave da doença.


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O homem pode servir como fonte de infecção para mosquitos transmissores durante sete dias. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura, ou seja, uma mesma pessoa não poderá ter febre amarela mais de uma vez.

Suspeita de febre amarela

Se a pessoa acredita que está com febre amarela, deve procurar o mais rápido possível um médico. É necessário informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. 

O artigo Uma das vítimas do surto de febre amarela é do Distrito Federal foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2017-01-19/febre-amarela-brasilia.html

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