Surto de gripe aviária na China não é motivo de pânico, diz OMS

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Reuters

Uma cepa da gripe aviária encontrada pela primeira vez em humanos no leste da China não é motivo para pânico, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (8), quando o número de pessoas contaminadas subiu para 21, com seis mortes.

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A OMS elogiou a China por mobilizar recursos em nível nacional para combater a gripe H7N9, o que incluiu o abate de milhares de aves e o monitoramento de centenas de pessoas próximas aos contaminados.

“Até agora, realmente só temos casos esporádicos de uma doença rara, e talvez continue assim. Então, esta não é hora de uma reação exagerada ou de pânico”, disse o representante da OMS na China, Michael O’Leary.

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A diretora da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China, Li Bin, disse no domingo estar confiante de que as autoridades conterão o vírus.

“É um número relativamente pequeno de casos sérios com implicações médicas e de saúde pessoal, mas não há neste estágio implicações conhecidas para a saúde pública”, disse O’Leary a jornalistas numa entrevista coletiva conjunta com o governo chinês.

Mas ele alertou que as informações sobre o vírus continuam incompletas.

“Realmente não podemos depender das informações de outros vírus. O H7N9 é um vírus novo em humanos, e o padrão que ele segue não pode ser previsto pelos padrões que temos de outros vírus da influenza”, disse O’Leary.

Não foram relatados casos do novo vírus fora da China, segundo ele.

Ao todo, 621 pessoas que tiveram contato próximo com os 21 contaminados estão sendo monitoradas, sem demonstrar por enquanto sintomas de infecção, segundo o diretor do departamento de prevenção e controle do H7N9, Liang Wannian.

“Nos últimos anos, têm havido enormes mudanças no nosso sistema nacional de epidemias, especialmente na nossa capacidade de reação a emergências sanitárias”, disse Liang.

O surto da gripe aviária gerou preocupação global, e alguns jornais e usuários da internet chineses questionaram por que o governo demorou tanto para anunciar novos casos, especialmente porque duas das vítimas adoeceram em fevereiro.

Ações de companhias aéreas caíram na Europa e em Hong Kong por causa do temor de que o novo vírus leve a uma epidemia como a da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), que surgiu em 2002 na China e matou 10 por cento das 8.000 pessoas contaminadas no mundo todo.

As autoridades chinesas inicialmente tentaram acobertar o surto de Sars.

O governo diz que, no caso do H7N9, levou tempo até identificar corretamente o vírus.

* Por Michael Martina

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