Sífilis, gonorreia e clamídia estão se tornando resistentes a antibióticos

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Preservativos são um dos métodos mais eficazes de proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis

Elza Fiuza Arquivo/Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu novas diretrizes terapêuticas para o tratamento da sífilis, gonorreia e clamídia, três infecções sexualmente transmissíveis que estão se tornando resistentes a antibióticos. Os medicamentos estão perdendo a eficácia por conta de uso excessivo e má utilização, segundo a OMS.

Estimativas apontam que, a cada ano, 131 milhões de pessoas são infectadas com clamídia, 78 milhões com gonorreia e 5,6 milhões com sífilis. A gonorreia foi a que desenvolveu maior resistência aos antibióticos existentes. Apesar de menos frequente nas outras duas infecções, o problema está tornando a prevenção e o tratamento essenciais para que a cura seja alcançada.

Quando não devidamente tratadas em mulheres, as infecções podem provocar graves complicações em longo prazo: doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e aborto. Já se não há tratamento, tanto homens quanto mulheres podem ficar inférteis. De acordo com a OMS, as doenças também podem duplicar ou até triplicar o risco de infecção pelo vírus HIV.

“A clamídia, a gonorreia e a sífilis são importantes problemas de saúde pública em todo o mundo: diminuem a qualidade de vida de milhões de pessoas e provocam graves patologias, podendo levar à morte. Nas novas diretrizes terapêuticas da OMS, reitera-se a necessidade de tratar as infecções com antibióticos adequados, em doses corretas e no momento oportuno, com o objetivo de reduzir sua propagação e melhorar a saúde sexual e reprodutiva. Os serviços nacionais de saúde têm que determinar as pautas de resistência aos antibióticos por essas infecções em seus países”, afirmou Ian Askew, Diretor de Saúde Reprodutiva da OMS.

Gonorreia

A infecção pode afetar os genitais, o reto e a garganta. Neste caso, são os antibióticos mais antigos e mais baratos que estão perdendo a eficácia. A OMS não recomenda a utilização de quinolonas, uma classe de antibiótico, para tratar a doença porque é alta a frequência de resistência.

Clamídia

A mais frequente das três, e pode ocorrer em conjunto com a gonorreia. Sintomas incluem sangramento e sensação de queimação ao urinar, mas muitos pacientes não apresentam sinais.

Sífilis

Transmitida por contato com lesões nos genitais, ânus, reto, lábios ou boca, além de mãe para filho durante a gestação. Para o tratamento, a OMS recomenda dose única de penicilina benzatina, um antibiótico injetado por um médico ou enfermeiro no músculo das nádegas ou na coxa do paciente com sífilis.

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