Saiba mais sobre a ‘minipílula’ anticoncepcional

Veja a matéria completa sobre Saiba mais sobre a ‘minipílula’ anticoncepcional e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.

A pílula de um hormônio só é tomada todos os dias, sem interrupção ou pausa

Reprodução/Pinterest/Tina Bishop

Fugindo do conceito da maioria das pílulas anticoncepcionais do mercado, que usam análogos de estrogênio e progesterona em suas composições, a pílula só de análogo de progesterona, conhecida popularmente por minipílula ou pílula da amamentação, pode ajudar mulheres que sofrem de enxaqueca, tabagistas e acima de 35 anos, que poderiam ter contraindicação para usar a pílula combinada. A razão? Por não conter estrogênio, alguns dos efeitos indesejados do hormônio deixam de existir com o uso da pílula só com progesterona.

“Ela oferece um risco muito menor. Muitas vezes, quando as outras pílulas são contraindicadas, a opção de progesterona ainda é indicada”, explica o ginecologista Edilson Ogeda, coordenador do núcleo de ginecologia do Hospital Samaritano. Para tabagistas, mulheres acima de 35 anos, mulheres com diabetes controlada, hipertensão arterial, além de varizes de membros inferiores, o medicamento só de progesterona pode ser uma boa opção. Além disso, oferece um risco menor para casos de trombose, já que o estrogênio tem um papel importante na formação do problema.

Para quem sofre com cólicas menstruais, anemia por causa de sangramento excessivo, tem miomas, endometriose ou TPM muito forte, essa pílula que pode colaborar para melhorar os sintomas e até mesmo tratar endometriose, como explica a ginecologista Maria Elisa Noriler.

“No tratamento da endometriose, ela tem um efeito melhor do que a pílula combinada, já que a endometriose se alimenta do estrogênio”, diz. “A pílula de progesterona também não deixa a paciente ovular, e a quantidade de estrogênio que fica circulando no corpo é muito pequena”. A médica explica que o mesmo vale para os miomas.

“Para mulheres com miomas e que estão na fase entre 35 e 45 anos, a que eles mais crescem, orientamos a manter a pílula de progesterona até próximo da menopausa”, conta ela. “Mesmo se a paciente tiver feito laqueadura e não precisar de métodos anticoncepcionais, a pílula vai tratar o mioma”.

Para mulheres que sofrem com enxaqueca com o uso de outras pílulas anticoncepcionais combinadas, Maria Elisa conta que é procurada por pacientes com recomendação do neurologista para trocar a pílula para a de um hormônio só. “O estrogênio é mais vaso motor, a progesterona é menos”, explica ela. “Pacientes com dores de cabeça com a outra pílula podem observar melhora na troca do medicamento”, diz.

Efeitos colaterais

Mas nem tudo é positivo. Assim como a pílula combinada, a de progesterona também carrega efeitos colaterais, que se refletem em uma porcentagem pequena de mulheres que fazem uso dela. Há queixas de sangramento de escape, aumento de peso por retenção de líquidos, aumento da oleosidade da pele e cabelos, queda da libido e alterações do humor como uma leve depressão.

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Por essa razão – e também por ser um medicamento – não basta ir à farmácia comprar esse tipo de pílula e ir tomando. É preciso que o ginecologista receite de acordo com as necessidades individuais de cada mulher.

Há dois tipos de pílula de progesterona no mercado. A de norestirenona e a de desogestrel. A preferida dos ginecologistas é a desogestrel, já que é uma pílula mais eficaz, bloqueando completamente a ovulação, e costuma ser bem aceita.

A norestirenona é indicada para o uso durante a amamentação, mas, na prática, Maria Elisa adverte que as chances de falha são maiores. “Depois da amamentação, já vi casos de gravidez com o uso da norestirenona”, explica Maria Elisa. “Já a potência do desogestrel é maior”.

A eficácia do desogestrel é comparada com as pílulas combinadas. Para tomar, no entanto, é necessário ser regrada com horários, já que um leve atraso na pílula já aumenta as chances de sangramento de escape. Se o atraso for maior que 12 horas, o risco é de uma gravidez.

“O sangramento de escape, no entanto, não significa uma falha na eficácia”, tranquiliza a médica. “Se a paciente não se incomodar com escapes, não há motivo de troca”.

Maria Elisa enfatiza que cada paciente deve ser tratada de forma individualizada. “O que é muito bom para uma mulher pode não ser para outra, depende muito dos receptores hormonais. Algumas têm mais afinidade para um receptor de progesterona, outras não. Não existe uma receita de bolo”, completa.

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