Pessoas com alergia têm mais chances de ter problemas psicológicos, diz pesquisa

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Rinite, asma e dermatite atópica são os tipos de alergia mais comuns, segundo especialistas

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Pessoas que sofrem de rinite alérgica, asma ou algum tipo de dermatite têm maior chance de desenvolver ansiedade e depressão, de acordo com uma nova pesquisa.

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Especialistas apontam que 11% das pessoas com alergia
tiveram histórico de algum problema de saúde mental dentro de um período de 15 anos. Em contrapartida, a mesma análise mostra que apenas 6,7% das pessoas sem condições alérgicas sofreram com os mesmos problemas. A pesquisa foi publicada na revista Frontiers in Psychiatry
.

“Como médico, observei que alguns pacientes com os tipos mais comuns de alergia pareciam sofrer emocionalmente e quis tentar esclarecer se essas doenças estão associadas a distúrbios psiquiátricos”, considerou o líder do estudo, Nian-Sheng Tzeng, do Hospital Geral Tri-Service, em Taiwan, em entrevista para o The Sun
.

A asma
, a rinite
e a dermatite atópica são consideradas como as condições alérgicas mais frequentes pelos especialistas, e fazem parte da mesma família genética.

Como foi feita a análise

Para testar sua teoria, Tzeng e sua equipe analisaram pesquisas anteriores que relacionam alergias a problemas psicológicos, como depressão e ansiedade.

Um estudo anterior na Dinamarca descobriu que crianças com alergias tiveram mais problemas emocionais e comportamentais do que aquelas sem condições alérgicas.

A partir desta informação, os pesquisadores de Taiwan avaliaram mais de 46.600 pessoas com alergias e mais de 139.900 sem essas doenças.

Foi então que eles notaram que, em 15 anos, 11% das pessoas com alergias relataram problemas psicológicos, sendo asma, rinite alérgica e dermatite atópica as mais apresentadas pelos que sofreram com problemas afetando a saúde mental.

Apesar de não estar claro o motivo, especialistas acreditam que inflamações causadas pelas alergias podem estar ligadas aos distúrbios psiquiátricos.

“Gostaríamos que os médicos que cuidam de pacientes com doenças alérgicas saibam sobre  maior risco de doenças psiquiátricas para esses indivíduos”, acrescentou Tzeng.

Para ele, é fundamental que a condição emocional desses pacientes seja avaliada e monitorada para ajudar a evitar problemas psiquiátricos posteriores.

Apesar do resultado da análise, é preciso que mais pesquisas sejam realizadas para entender a ligação entre saúde mental e alergias, conforme explicou Tzeng.

Dermatite Atópica


Dermatite atópica atinge cerca de 20% das crianças e 3% delas continua com a doença na fase adulta

Creative Commons/Wikimedia

Nesta semana, do dia 22 a 28 de abril, está sendo comemorada a Semana Mundial de Alergia
. O tema principal deste ano é a dermatite atópica
. Menos conhecida que suas “irmãs” rinite e asma, essa é uma doença inflamatória e crônica que atinge 20% das crianças e 3% dos adultos
.

Em casos moderados a graves, a DA, como também é chamada, causa prejuízos à qualidade de vida por conta da vermelhidão, coceira intensa e lesões na pele, sintomas comuns da doença.

Os problemas causados pela doença colaboram para desencadeamento de problemas psicológicos. De acordo com uma pesquisa publicada no Jornal da Academia Americana de Dermatologia, 51% das pessoas com DA apresentam transtornos psicológicos como depressão e ansiedade.

Outros empecilhos como insônia, que acomete 55% dos pacientes com dermatite atópica, atrapalham a qualidade de vida. Além disso, 77% dos pacientes disseram ter o rendimento no trabalho e nos estudos afetado negativamente, e 57% sentem os impactos também nas relações afetivas.

Apesar de não ter cura, a condição pode ser controlada. Mesmo quando não há lesões, a pele do paciente apresenta inflamação persistente, tanto nas suas camadas superficiais quanto nas mais profundas, tornando a hidratação constante fundamental.

Para os que foram diagnosticados com a modalidade da doença moderada ou grave existem terapias com o uso de corticoides que ajudam no tratamento. No fim de 2017, a Anvisa aprovou uma nova opção para tratar adultos com DA grave e moderada.

O medicamento, dupilumabe, é o primeiro agente biológico desenvolvido especificamente para o tratamento desse tipo de alergia. Ele inibe a resposta inflamatória exagerada do organismo aos estímulos externos e reduz a coceira e as lesões na pele causadas pela doença já no primeiro mês de tratamento.

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O artigo Pessoas com alergia têm mais chances de ter problemas psicológicos, diz pesquisa foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-04-23/alergia-problemas-psicologicos-dermatite-atopica.html

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