Otite externa, média ou interna? Saiba tudo sobre a doença tão comum no verão

Veja a matéria completa sobre Otite externa, média ou interna? Saiba tudo sobre a doença tão comum no verão e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


A otite pode se manifestar por meio de diversos sintomas, desde a dor local até vômitos e tonturas

shutterstock/Reprodução

Para aliviar o calor do verão, nada melhor que ir à praia, aproveitar o dia de sol e mergulhar no mar. Nesta época de altas temperaturas, a piscina também é verdadeira aliada para ajudar o corpo a se refrescar. Entretanto, ambientes quentes e úmidos contribuem para a proliferação de fungos e bactérias e podem causar danos à saúde. E a otite está entre os problemas comuns desse período.

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De acordo com a fonoaudióloga Dra. Cintia Fadini, a otite
é qualquer processo inflamatório ou infeccioso que afeta a orelha. No verão, a mais comum é a otite externa
, que atinge a orelha externa, formada pelo pavilhão auricular e pelo meato acústico externo. Nesse tipo de inflamação, o ambiente úmido que se forma no canal auditivo facilita a proliferação de bactérias. Vale destacar que, ao contrário do que muitos pensam, o uso de cotonetes e outros objetos na região também contribuem para o seu desenvolvimento.

Sintomas

Em bebês, os sinais mais comuns são choro frequente, secreção saindo de um ou ambos os ouvidos, redução do apetite, irritabilidade, dificuldade em dormir, febre, náuseas e vômitos. Pode ocorrer também secreção nas orelhas e dificuldade em ouvir.

Em crianças maiores, os mesmos sintomas podem ocorrer, mas é mais fácil detectar o problema. Quem está sentindo o incômodo, pode colocar o dedo no local afetado e chamar a atenção dos pais.  

Já nos adultos, os sintomas envolvem dor e sensação de ouvido trancado. “Apresentam dor latejante no ouvido, que pode irradiar para a cabeça, com diminuição da audição. Pode levar a mal-estar geral, acompanhado de febre alta, zumbido e, eventualmente, um fluxo de secreções amareladas saindo pelas orelhas. Além disso, dependendo do local da inflamação, tonturas e perda de equilíbrio”, diz a fonoaudióloga.

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Tratamento

O diagnóstico precoce é sempre o mais indicado, conforme defende a fonoaudióloga. “Geralmente, a otite é benigna. No entanto, é necessário consultar um médico para a realização de avaliação clínica”, conta.

O tratamento, por sua vez, é feito com antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos. “Deve-se observar se os sintomas desaparecem com este tratamento e reavaliar se houve redução do processo inflamatório após 72 horas”, diz o Dr. Clay Brites, pediatra e neuropediatra do Instituto NeuroSaber.

Como evitar

A prevenção é o melhor remédio para evitar as dores de ouvido. Para isso, a Dra. Cintia indica não inserir nenhum objeto estranho ao sistema auditivo, pois isso irá dificultar ainda mais a saída da água e, dessa forma, aumentar as chances de infecção. “Deitar de lado facilita”, explica.

Além disso, não é recomendado o uso de algodão. “Isso só aumentará o volume do líquido. O ideal é o uso de protetores auriculares moldados de acordo com a anatomia de cada paciente, recomendado pelo médico otorrinolaringologista”, completa.

Outros tipos de otite

De acordo com a Fundação Otorrinolaringologia, a otite média
– infecção do espaço cheio de ar atrás do tímpano – está entre as principais causas de atendimento médico durante a infância. O problema costuma aparecer durante ou após gripes, resfriados e infecções na garganta. “Ela pode ser aguda, quando a infecção persiste normalmente de uma a duas semanas, ou crônica, com duração de mais de seis semanas”, explica a fonoaudióloga.

Exemplo disso é o pequeno Benjamin que, em abril do ano passado, teve otite com apenas um ano e dois meses de idade. No dia seguinte a uma festa de aniversário, ele teve virose e, alguns dias depois, o problema foi detectado.

Hoje passamos em consulta com a doutora Kelly @pediatriadescomplicada. A consulta de rotina estava marcada para sábado, mas como o Benjamin estava super chatinho, chorando muito desde que acordou e também parecia sentir dor ao tentar engolir qualquer alimento eu resolvi adiantar a consulta. Graças a Deus conseguimos um encaixe. A doutora Kelly percebeu uma otite e pela primeira vez o Benjamin vai tomar antibiótico 😥! Ele também emagreceu bem nos últimos dias. Como o papai @drnordon trabalha no mesmo lugar que a doutora Kelly eu tinha pesado o Benjamin duas semanas atrás e ele estava com 9,300kg. Já iniciamos o remédio e agora é torcer para ele se recuperar rapidinho e voltar a comer como antes! 🙏 #grudinhodemae #bebedodoi #otite #baby #acompanhamentodebebe

Uma publicação compartilhada por Grudinho De Mãe
(@grudinhodemae) em 20 de Abr, 2017 às 6:13 PDT

A mãe e empresária Mirian Nordon explica que descobriu o problema porque o filho teve febre, chorava bastante e parou de comer, passando apenas a mamar. “Ele ficou uma semana sem comer nada. E não dormia direito. Uma noite, acordou gritando muito. Não quis mamar. Só acalmou com medicação para dor”, conta.

Para tratar o problema, que apareceu nos dois ouvidos, Mirian o levou a sua pediatra. “Ele tomou antibiótico por 10 dias e começou a melhorar dois dias depois. Pelo que vi, não teve secreção, mas vomitou bastante na época”, conclui.

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Já o terceiro tipo da doença, chamado de otite interna
,  atinge a área interna do ouvido, formada pela cóclea e pelos canais semicirculares, responsáveis pelo equilíbrio. Qualquer inflamação nesses canais, os sintomas são desequilíbrio, vertigem e tontura, causando a labirintite. Também nesse caso, a pessoa deve procurar o médico para o tratamento adequado. Com os cuidados médicos recomendados, é possível se “livrar” do problema e curtir o clima quente sem dores. 

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