Meu silicone vai vencer? Tire esta e outras dúvidas sobre a substituição da prótese – em Mulher de Corpo

Ter seios perfeitos, com o auxílio de próteses, exige atenção e acompanhamento. Ainda não há tecnologia que substitua o olhar do médico quando algo estranho aparece. E mesmo se tudo estiver bem, é preciso manter o contato com o cirurgião plástico

Por Isabela Leal | Foto Danilo Borges/Escala Imagens | Adaptação Web Ana Paula Ferreira

Para ter seios num tamanho ideal, com um formato perfeito e superfemininos, não basta se encher de coragem, fazer o implante de próteses de silicone e pronto!  Esquecer a vida… O procedimento – apesar de estar cada vez mais banalizado como algo sem importância, corriqueiro – requer, sim, acompanhamento, avaliação médica e observação constante por parte da mulher para perceber se fisicamente há algo fora do normal. Para manter o controle da situação, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)  indica que as pacientes façam avaliação a cada sete anos com seu cirurgião plástico, embora a maioria dos fabricantes ofereça uma garantia de dez anos para as próteses. Mas uma coisa é certa: não dá para ignorar os detalhes e cuidados necessários para se manter o implante mamário em dia e sem riscos. Veja a seguir aspectos importantes dessa escolha.

Prazo para a troca

A maioria dos fabricantes dá uma garantia de dez anos, mas isso não significa que após esse tempo as próteses devam ser trocadas. Suzy Vieira conta que o que mudou ao longo dos anos e com o avanço da tecnologia, é que o prazo para troca não é predeterminado, já que não existe uma data de validade. “Hoje, a durabilidade média das próteses de última geração é de mais de 15 anos. Algumas marcas fornecem a garantia vitalícia, isto é, no momento em que houver a necessidade da prótese ser substituída, o fabricante fornece um novo par sem custo”, diz a médica. Ana Paula Garcia, 36 anos, assistente social, de Jundiaí (SP), conta que as suas estão em perfeito estado. “Tenho próteses há mais de 16 anos e nunca senti nada diferente ou necessidade de trocar”, relata.

Questão polêmica

Antes de qualquer coisa, vale esclarecer se as próteses têm ou não data de validade. O tema divide a opinião dos especialistas. Segundo Suzy Vieira, cirurgiã plástica, de São Paulo (SP), atualmente ainda não há no mercado mundial uma prótese mamária que seja definitiva, todas precisarão, em algum momento, ser trocadas, ainda que seja em longo prazo. Para Luiz Victor Carneiro Jr, cirurgião plástico, do Rio de Janeiro (RJ), que atuou 14 anos na clínica do mestre Ivo Pitanguy, se a mulher estiver feliz e não houver nenhum tipo de complicação, a prótese não necessita de troca. “Normalmente, próteses de boa qualidade não precisam ser substituídas”, diz ele.  André Eyler, cirurgião plástico, do Rio de Janeiro (RJ), compartilha da mesma opinião: “Existem pacientes com 30 anos de implante sem problemas com as próteses e satisfeitas com o resultado”.

Motivos que levam à substituição

Um deles acabou de acontecer com a apresentadora Xuxa Meneghel, que no final de 2016 se submeteu a uma cirurgia para trocar as suas. O problema dela foi contratura capsular (naturalmente o organismo cria uma cápsula que envolve a prótese, com o objetivo de protegê-la, mas com o tempo essa cápsula começa a se retrair), que, ao longo dos anos, pode levar a uma deformação do formato da prótese e, por consequência, da mama. “Ela contratura é progressiva, mas em graus severos gera deformidades como endurecimento das mamas, alterações da sua forma, assimetria entre os lados e dor”, descreve Suzy Vieira. “Outra causa que tem indicação para a troca é a ruptura da prótese (embora seja menos comum com as mais modernas),  que pode levar a alterações na forma dos seios, diminuição do seu volume e até ao vazamento do gel se não for preenchida por tipo coesivo”, diz a médica. Luiz Carneiro destaca que se a prótese está comprometida e não for trocada, pode haver rupturas que levam ao vazamento do conteúdo, causando inflamações nos tecidos vizinhos. “Nesses casos, pode ser necessário fazer uma raspagem para a retirada desse tecido. Quando não tratada devidamente, essa infecção pode se espalhar e causar danos ainda maiores”, alerta o médico.

Pós-operatório da troca

A dor é bem menor, visto que a adaptação e a pressão causadas pelo novo volume já foram feitas no primeiro implante. Os cuidados após a cirurgia são os mesmos recomendados na operação “de estreia”: não movimentar os braços ou elevá-los acima dos ombros, assim como não carregar peso, por 30 dias; dormir de barriga para cima no mínimo por duas semanas; usar sutiã compressor de um a dois meses. Praticar atividade física (que não solicite os membros superiores) e tomar sol, só depois de 30 dias. Dirigir é possível após uma ou duas semanas, vai depender da recuperação.

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