Menopausa: aderir à reposição hormonal ou não? – em Pergunte ao especialista


Reportagem: Camila Saipp



hormônios na menopausa

O calor excessivo, a insônia e as alterações de humor são
alguns dos sintomas que mais incomodam as mulheres

Foto: Felipe Lessa 

Envelhecer com saúde é um desejo unânime entre as pessoas, afinal, com o constante aumento da expectativa de vida, também aumentaram o número de idosos ativos, que moram sozinhos e sustentam a si mesmos.

Nas mulheres, os primeiros sinais desse envelhecimento começam a chegar com a menopausa. Calores excessivos, diminuição da libido, insônia e alterações de humor são alguns dos indicadores de que o encerramento do ciclo menstrual e ovulatório está se aproximando. Junto a esses sintomas, surgem também muitas dúvidas e medos nas mentes femininas, que desacostumadas com esses problemas, não sabem como lidar com eles.

O climatério, como também é conhecido esse período, pode variar em menor e maior escala de acordo com cada mulher, por isso, algumas só se dão conta de que entraram na menopausa quando a menstruação cessa, enquanto outras começam a sofrer com os sintomas até dois antes da parada menstrual. “O principal motivo para essa variação é o fato de que as mulheres não são iguais em peso, altura, estilo de vida, herança genética e hormônios, então as manifestações clínicas do climatério também são diferentes em cada uma delas”, afirma a Dra. Denise Coimbra, ginecologista e obstetra, integrante do grupo de estudo e serviço de reprodução humana da Escola Paulista de Medicina.

Reposição Hormonal

Uma das dúvidas mais frequentes das mulheres em relação ao climatério é a necessidade de se submeter à reposição hormonal ou não, já que muito se ouve sobre os malefícios deste tratamento. A TRH, como é chamada a terapia, consiste na utilização de hormônios combinados (estrogênio e progesterona) para compensar a redução dos níveis destes hormônios no organismo e assim, reduzir também todos os sintomas causados pela falta deles. Porém, há quem diga que a utilização deste método aumenta as chances de incidência de doenças como o câncer de mama, os derrames cerebrais e a trombose venosa.


O Dr. Claudio Basbaum, ginecologista e obstetra na Maternidade São Luiz (SP), afirma que se indicada corretamente, a reposição hormonal apresenta muito mais benefícios do que malefícios à saúde. “Desde que não haja contraindicações formais, sabemos que os benefícios da terapia de reposição hormonal superam muito os riscos. Lembrando que a prescrição deverá ser sempre feita por um médico especialista, em dose adequada e individualizada e pelo tempo indicado para cada caso, o qual em geral não ultrapassa cinco anos”, aconselha.

O Dr. Claudio ressalta ainda que o objetivo da reposição hormonal não é exclusivo para combater o sofrimento desnecessário causado pelos sintomas, mas também para prevenir a perda da massa óssea, o ressecamento e atrofias uro genitais, a diminuição de secreção em várias partes do corpo, como por exemplo, o nariz, os olhos e a boca, a flacidez de músculos e mamas, a diminuição do viço da pele, a diminuição do controle urinário, etc.

O artigo Menopausa: aderir à reposição hormonal ou não? – em Pergunte ao especialista
foi originalmente publicado em http://corpoacorpo.uol.com.br/blogs/blogs/pergunte-ao-especialista/menopausa-aderir-a-reposicao-hormonal-ou-nao/2908

Deixe uma resposta