Médico faz vasectomia no lugar de cirurgia de fimose e é condenado pelo STJ

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Vasectomia é feita para esterilização masculina, enquanto a cirurgia para fimose serve para melhorar o desempenho sexual e higiene íntima

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Depois de realizar uma vasectomia no lugar de uma cirurgia de fimose, um médico, que não teve o nome divulgado, foi condenado a pagar R$ 62 mil para o paciente por danos morais e ainda deverá reembolsar o valor pago pela cirurgia.

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A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que condenou o profissional a indenizar o paciente que, na época, tinha 20 anos e alegou ter sido essa a causa do rompimento de seu noivado, diante da incerteza em relação a possibilidade de ter filhos graças à vasectomia
realizada por engano.

A falha médica foi constatada ainda durante o procedimento, mas, quando o ocorrido foi percebido, o duto esquerdo já havia sido cortado. Diante do ocorrido, o paciente decidiu entrar com ação para que os danos materiais e morais contra ele fossem compensados.

O caso ocorreu em São Paulo, em 2004, segundo o STJ que revelou as informações mas não divulgou o número do processo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia condenado além do médico, o hospital e o plano de saúde ao pagamento da indenização à vítima. Mas, no STJ, a ministra do caso, Nancy Andrighi, entendeu que não cabia ao hospital e ao plano de saúde a responsabilidade do erro médico, já que não havia fatos suficientes que comprovassem tal envolvimento.

Sendo assim, o colegiado definiu que o médico deve suportar integralmente o pagamento da indenização fixada na sentença.

Bexiga retirada por engano

Infelizmente, erros médicos
são mais comuns do que deveriam. No fim do ano passado, um incidente envolvendo profissionais de saúde de um hospital particular no Distrito Federal e um recém-nascido passou a ser investigado pelo Conselho Regional de Medicina.

Em abril de 2017, o bebê de quatro dias, que tinha um cisto ovariano – detectado quando ainda estava na barriga da mãe -, teve sua bexiga retirada por engano
.

A família postou o caso nas redes sociais, depois de terem parado de receber auxílio da unidade de saúde, o Hospital Santa Helena, localizado no final da Asa Norte, em Brasília. Segundo o relato, a mãe da criança afirmou que durante a gestação foram feitos exames, sendo três de sangue, que puderam identificar o cisto no bebê e evitariam a retirada da bexiga.

Quando a mulher entrou em trabalho de parto, todos os laudos dos exames realizados foram entregues ao hospital, mas os médicos entenderam outro diagnóstico: o cisto estava localizado no abdômen, próximo ao umbigo, e que a situação era urgente.

Porém, ao realizar o procedimento, o que foi extraído não foi o cisto, e sim a bexiga. O equívoco só foi percebido dois dias depois, quando a menina não urinava e estava bastante inchada. Com isso, os médicos acharam melhor internar a criança em uma UTI.

Agora, para poder expelir a urina, dois drenos foram implantados na criança. A expectativa é que somente aos 5 anos ela receba uma bexiga artificial.

No caso do paciente que deixou de poder gerar filhos, apesar de não ter sido revelado pelo STJ nada a respeito de uma reversão da vasectomia
, o procedimento pode ser uma opção, mas depende de alguns fatores para garantir sua eficácia. 

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