Mamoplastia redutora: saiba tudo sobre a cirurgia que reduz os seios – em Cuidados com o corpo

Veja de que forma o peso dos seios pode comprometer sua saúde e bem-estar e conheça os benefícios da cirurgia que reduz o tamanho das mamas

Reportagem: Monique Zagari Garcia



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O peso excessivo das mamas, quando mantido por muitos anos, pode levar ao aumento do

espaço entre as vértebras

Foto: Danilo Borges

Existem muitas mulheres que seguem o caminho inverso à moda do silicone. Estas sofrem com os impactos negativos de ter os seios muito grandes, o que pode muitas vezes comprometer sua saúde. A cirurgia plástica Dra. Ana Paula Polato Guiné (SP) esclarece que, independente das questões estéticas, mamas muito grandes (hipertrofia mamária e gigantomastia) podem ocasionar diversos problemas na saúde feminina, como dores crônicas nas costas, dores nos ombros, marcas profundas na pele em virtude do uso do sutiã para sustentar o peso mamário, assaduras na região dos sulcos mamários (abaixo das mamas) e na região entre as mamas. O peso excessivo nas mamas, quando mantido por muitos anos, pode levar ao aumento do espaço entre as vértebras, com hérnias discais e aparecimento de desvios de coluna, com todas as consequências que essa condição pode apresentar.

Para acabar com o sofrimento, a cirurgia para a redução de mamas é uma ótima opção. A Dra. Ana Paula Polato Guiné explica o procedimento: “A cirurgia de mamoplastia redutora visa à retirada do tecido mamário e gorduroso em excesso e o reposicionamento das aréolas, que na grande maioria desses casos, encontram-se abaixo da posição ideal. Através de uma das técnicas de redução mamária, que deve ser analisada para cada caso individualmente, o cirurgião plástico sobe as aréolas e mamilos, procurando manter, quando possível, os canais de leite e vasos sanguíneos, para preservar a capacidade de amamentação. Retira-se então o excesso de tecido mamário, procurando-se manter o aspecto arredondado das mamas. A cicatriz da cirurgia fica ao redor da aréola e nas mamas, em um formato conhecido como âncora ou T invertido”.


Mas antes da cirurgia, alguns cuidados são necessários: “Primeiramente são solicitados à mulher alguns exames que comprovem que ela se encontra em boas condições para realizar o procedimento. São estes: exames de risco cirúrgico (avaliação cardiológica realizada com exames específicos, como eletrocardiograma, que verificam ainda o risco de uma complicação cirúrgica anestésica), exames de sangue (avaliam itens como anemia, coagulação e função renal) e exames radiológicos que, junto ao histórico familiar da mulher, são importantes para analisar o risco de câncer de mama; além de ajudar a adotar um parâmetro a ser acompanhado após a cirurgia”, enumera o cirurgião plástico Dr. André Eyler, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da American Society of Plastic Surgeons (RJ).

Segundo o Dr. André, a mulher pode eventualmente sentir dores no local no pós-operatório, dependendo da reação e sensibilidade de cada um, e para estes casos são recomendados o uso de analgésicos. Para o especialista, outros pontos fundamentais na recuperação são o uso de modeladores (sutiã modelador) durante um período de aproximadamente um mês e evitar movimentos bruscos e que exijam força, ou seja, não carregue peso. Apesar de a cicatrização estar sujeita a características individuais da pele, são prescritos cremes e fitas que ajudam e podem suavizá-las. “Não é recomendado pegar sol pelo menos nos primeiros 60 dias, até porque a radiação é prejudicial na cicatrização e ainda pode provocar manchas”, aconselha. No terceiro dia após a cirurgia, é permitido retomar atividades como trabalhar. Exercícios leves, como caminhadas, podem ser feitos após uma semana e exercícios pesados somente um mês após a operação. “Após três meses o paciente já pode notar o resultado final da cirurgia”, informa o Dr. André.

Para a Dra. Ana Paula, não há um tamanho específico a partir do qual seja necessário operar: “Existem mulheres de seios grandes que se encaixam perfeitamente em seu biótipo. A indicação para a cirurgia de redução de mamas tem que ser iniciada no desejo da paciente por diminuir suas mamas, mesmo com a cicatriz que a cirurgia gera. Sintomas associados a mamas grandes, como dores nas costas e ombros, sulcos em ombros pelas alças do sutiã e assaduras na pele devem ser levados em conta, sem dúvida, mas, muitas vezes, fatores psicológicos como a baixa autoestima, sensação de ser gordinha por ter seios grandes e dificuldade para relacionamentos íntimos têm igual ou maior peso na indicação da cirurgia”, conclui.

 

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