Mais dois macacos morrem por febre amarela na cidade de Guarulhos, em São Paulo

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Com esses, ao todo são três macacos mortos por conta da febre amarela em Guarulhos

Reprodução/ Redes Sociais

Foi confirmada nesta terça-feira (26) a morte de mais dois macacos em decorrência de febre amarela em Guarulhos. A prefeitura do município, na região metropolitana de São Paulo, afirmou que os testes foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e o resultado para a doença foi positivo. Contanto com essa notícia, ao todo já são três mortes recentes de macacos na cidade pelo mesmo motivo.

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O primeiro macaco morto por febre amarela
foi encontrado no pesqueiro localizado na Estrada dos Veigas, no bairro do Marmelo, em 28 de novembro. No dia 10 de dezembro, mais um animal morto apareceu na região do bairro Cabuçu e, no dia seguinte, outro primata foi encontrado sem vida no Parque Estadual da Cantareira.

Mais de 240 mil munícipes foram vacinados preventivamente contra a doença transmitida pelo Aedes aegypti em Guarulhos. A Secretaria de Saúde local recomendou que a população mantenha distância de áreas de mata e aos que ainda não receberam imunização, que procurem a vacina em uma das 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.

Os endereços e telefones dos postos de vacinação contra a febre amarela estão no site da prefeitura de Guarulhos.

Caso em humano

Recentemente, outra cidade do Estado de São Paulo registrou um caso da doença, porém em humano. Um homem morador da zona rural de Jundiaí foi diagnosticado com a condição
, conforme afirmou a prefeitura do município – sendo o primeiro caso em humano da região. O resultado positivo também foi confirmado pelo Instituto Adolpho Lutz.

De acordo com o gestor interino da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS). Tiago Texera, o homem foi o único da sua família a recusar a vacina, amplamente oferecida no bairro de Ivoturucaia, onde ele mora. O balanço do município indica que 92% da população foram vacinados – o vírus está em circulação na zona rural da cidade e em fragmentos de mata.

Foram registradas 201 mortes de macacos em Jundiaí , sendo que 72 deles tiveram confirmação da doença. Um macaco com diagnóstico positivo foi encontrado a três quilômetros da casa da vítima, perto da cidade de Jarinu, que fica próxima à residência do paciente.

O interior paulista registrou o primeiro caso da doença em humanos na cidade de Itatiba, onde um idoso de 76 anos morreu em outubro. Um mês depois, a prefeitura também confirmou que outro morador, de 68 anos, havia contraído a doença, mas permanecia internado no Hospital da Unicamp, em Campinas.

Saldo

Considerando todo o Estado de São Paulo, 503 macacos já morreram contaminados por febre amarela. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a maior parte dos animais, 74%, foi encontrada na região de Campinas, interior do estado.

Até o momento, foram confirmados 23 casos de contaminação de febre amarela silvestre em seres humanos, sendo que 10 dessas pessoas acabaram morrendo da doença.

As mortes foram registradas em Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Itatiba. As infecções sem óbito ocorreram nos municípios de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti e Mococa.

Para evitar as contaminações, tem sido feita uma campanha da vacinação para imunizar os moradores das regiões com maior risco, próximas a áreas de mata. Na capital paulista a meta é vacinar cerca de 2,5 milhões de pessoas. A decisão foi tomada após a confirmação de que um macaco do tipo bugio foi encontrado morto no Horto Florestal, na Serra da Cantareira, zona norte da capital, foi vítima da doença.

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