Mais de 50% das mulheres com incontinência urinária podem ter disfunção sexual

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Entre mulheres com incontinência, 53% relataram disfunção sexual e 10% classificaram como ruim sua qualidade de vida

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Incontinência urinária é a perda involuntária de urina, algo que pode afetar diretamente a qualidade de vida de quem sofre com o problema, que é mais frequente em mulheres. Estudo feito na Unifesp aponta que mais da metade das pacientes do sexo feminino sofrem também com disfunção sexual.

A fisioterapeuta Mariana Rhein Felippe acompanhou 356 mulheres no Ambulatório de Disfunção Miccional do Hospital São Paulo – 243 tinham incontinência urinária e 113 não apresentavam o problema.  As idades variaram entre 30 e 80 anos, já que a disfunção pode ocorrer em pessoas de todas as faixas etárias. Foram excluídas as portadoras de doenças múltiplas, crônicas degenerativas e neurológicas, além de gestantes.

A especialista realizou questionários, exames e uma avaliação clínica, sendo possível constatar que 53% das que sofriam com a perda involuntária também apresentavam disfunção sexual. Entre as voluntárias, 10% classificaram como ruim sua qualidade de vida. Já em relação às mulheres sem incontinência, esses índices ficaram em 29% e 3,9%, respectivamente.

De acordo com Fernando Almeida, coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, 49% das pacientes sofrem com o problema durante a relação sexual, o que atrapalha o desejo e também o orgasmo.

Sobre a incontinência

Entre as causas estão fatores genéticos, obesidade, gravidez, pós-parto, cirurgias e traumas na região pélvica

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A perda de urina pode ocorrer em decorrência de esforço físico – ao tossir, caminhar, correr, pular –, por conta de bexiga hiperativa – quando a pessoa tem um desejo súbito de urinar e não consegue chegar ao banheiro a tempo – ou pela incapacidade de esvaziar completamente a bexiga. Entre as causas estão fatores genéticos, obesidade, gravidez, pós-parto, cirurgias e traumas na região pélvica.

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Segundo Mariana, o medo e a vergonha de expor a condição a outras pessoas, inclusive um médico, adia o tratamento, que é simples e eficaz em 90% das vezes. Mudanças de comportamento, fortalecimento dos músculos da região pélvica com fisioterapia e medicamentos específicos são aconselhados de acordo com cada caso.

De acordo com Almeida, a cirurgia só é indicada quando as alternativas acima não surtem o efeito esperado.

O artigo Mais de 50% das mulheres com incontinência urinária podem ter disfunção sexual foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2016-09-01/incontinencia-urinaria-disfuncao-sexual.html

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