Governo recomenda vacinação contra poliomielite para evitar importação da doença

Veja a matéria completa sobre Governo recomenda vacinação contra poliomielite para evitar importação da doença e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Vacina contra poliomielite é composta por cinco doses: três até seis meses e duas após um ano de idade

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Preocupados com os casos de poliomielite que se alastram ao redor do globo, o governo brasileiro reforça a campanha para a vacinação contra a doença em crianças, jovens e adultos que ainda não receberam a imunização.

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Ao todo, a poliomielite
está presente em 22 países, sendo eles o Afeganistão, Nigéria, Paquistão, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Guiné Equatorial, Etiópia, Guiné, Iraque, Quênia, República Democrática Popular do Laos, Libéria, Madagascar, Myanmar, Níger, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Ucrânia, Síria e República Democrática do Congo.

“O cenário apresentado demonstra o risco de importação de pólio, especialmente naqueles com baixa cobertura vacinal, bolsões de não vacinados e que mantém viagens internacionais ou relações comerciais com estes países”, disse informe do Ministério da Saúde
.

Para evitar a importação da doença, as pessoas que ainda não tomaram todas as cinco doses da vacina devem procurar um posto de saúde o quanto antes. No caso de viajantes que têm como destino algum desses países, a recomendação é imprescindível.

Incluída no calendário vacinal, a vacinação contra poliomielite inclui  três doses nos primeiros seis meses de vida do indivíduo e dois reforços depois que ele completa um ano de idade, sendo uma aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

Adolescentes e adultos que ainda não tomaram todas as doses devem buscar orientação no posto mais próximo, e iniciar a imunização imediatamente.

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Erradicada no Brasil em 1989

Se trata de uma doença infecto-contagiosa aguda grave que, apesar de também ocorrer em adultos, é mais comum em crianças menores de quatro anos.

Por não ter tratamento específico disponível, a prevenção é a melhor forma de combater a condição.

Transmitido pelo vírus Poliovírus
, presente em alimentos ou água contaminada, ele entra pela boca e, no primeiro momento, vai para o intestino. Depois disso, se aloja na raiz da medula espinhal.

De acordo com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na maioria dos casos, a paralisia infantil
, como também é chamada a doença, se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre em apenas um dos membros. A principal característica da enfermidade são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.

Porém, o instituto alerta que 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

Mesmo depois de 1989, quando foi registrado o último caso no Brasil, as campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio continuam funcionando como estratégia para livrar o país da condição, de acordo com o Ministério da Saúde. Em 1994, toda a região das Américas foi certificada como livre da circulação do poliovírus.

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O artigo Governo recomenda vacinação contra poliomielite para evitar importação da doença foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2018-03-09/poliomielite-paralisia-infantil-vacinacao.html

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