"Fiquei um ano sem tomar banhos quentes", diz jovem que sofre de doença de pele

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Alia Scott, jovem de 21 anos, vive com urticária crônica espontânea e conta como sua vida foi afetada

Reprodução/Facebook

Imagine desenvolver, de repente, uma erupção cutânea que encobrisse todo o corpo, deixando marcas e feridas que machucam na pele, te impossibilitando de sair da cama.

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Parece um pesadelo? Pois foi exatamente isso o que pensou Alia Scott, uma jovem de 21 anos, de Waikato, na Nova Zelândia, quando acordou por causa das dores que sentia em sua pele
, em março do ano passado.


Condição na pele fez com que Alia se isolasse e ficasse longe de seus amigos para esconder as urticárias

Reprodução/Facebook

No começo, ela achou que estava tendo algum tipo de reação alérgica
porque associou ao fato de estar lidando com carpetes. Na ocasião, as urticárias ficaram tão severas que chegaram a machuca-la, a ponto de ela não conseguiu tomar banhos quentes durante o último ano.

Poucos dias depois, seus lábios e pálpebras começaram a inchar tanto, que ela chegou a ter dificuldades para respirar. Levada às pressas para o hospital, ela recebeu anti-histamínicos, que pareceram resolver a crise e fizeram com que sua pele voltasse ao normal.


Urticárias nas costas costumam aparecer quando as temperaturas estão mais elevadas

Reprodução/Facebook

Porém, em setembro de 2017 as feridas no corpo retornaram ainda piores do que antes. “Simplesmente não ia embora. Estava em toda parte, do meu couro cabeludo até os meus dedos dos pés. As feridas surgiram tão rapidamente que eu podia literalmente ver isso acontecer diante dos meus olhos”, disse ela ao Daily Mail.

Desde então, a jovem tentou várias drogas diferentes contra a alergia, mas nada conseguiu conter as urticárias
por muito tempo. Depois de ser investigada, ela foi diagnosticada com urticária crônica espontânea ou idiopática – uma condição em que as urticárias aparecem diariamente e ficam, às vezes, por meses ou anos, sem causa conhecida.

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Gatilho

Apesar de ser classificada como “idiopática”, o que significa que a causa é espontânea ou desconhecida, Alia percebe que as temperaturas quentes são um gatilho para as crises.

Para conseguir suportar, ela precisa usar roupas soltas e não pode ficar exposta ao sol por muito tempo. “No ano passado, estava muito ansiosa para o verão, mas quando ele finalmente chegou, passei a maior parte da cama”, lamentou.

“Minha condição também causa enorme inchaço em meus pés, o que me prejudica a ponto de não conseguir andar” contou.

A condição não a deixou apenas fisicamente marcada, mas também psicologicamente.  “Quando a crise está no auge, eu nem saio de casa. As manchas se espalham por todo o meu rosto e me deixa muito constrangida. Essa doença fez com que eu me isolasse. Eu costumava ser uma pessoa social, mas estou muito cansada de viver isso”, declarou.

Atualmente, a jovem é tratada com uma dupla dosagem de anti-histamínicos enquanto aguarda por resultados de mais testes. Histórias como a de Alia ajudam a informar a população de como é a vida de quem tem uma condição crônica.

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O artigo "Fiquei um ano sem tomar banhos quentes", diz jovem que sofre de doença de pele foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2018-01-20/pele-urticaria-doenca.html

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