Febre amarela causa três mortes em São Paulo

Veja a matéria completa sobre Febre amarela causa três mortes em São Paulo e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Secretaria da Saúde em São Paulo também registrou outros dez casos suspeitos de febre amarela, incluíndo três óbitos

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O Estado de São Paulo registrou três óbitos confirmados por febre amarela silvestre em 2017, afirmou a Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (23). Em apenas um deles a doença foi contraída em Minas Gerais, onde um surto já causou a morte de 31 pessoas. As outras duas vítimas ficaram doentes nos municípios paulistas de Batatais e Américo Brasiliense.


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A secretaria também registrou outros dez casos suspeitos de febre amarela
em pessoas que estiveram em Minas Gerais, sendo que três evoluíram para óbito.

Em todo o ano passado, foram dois casos confirmados que levaram o paciente à morte: um no município de Bady Bassit e outro em Ribeirão Preto, ambas regiões próximas a locais de provável infecção.

Já foram confirmadas também a morte ou adoecimento de 31 macacos hospedeiros do vírus desde o ano passado até o dia 16 de janeiro nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São José do Rio Preto.

Atualmente, só os mosquitos Haemagogus
e Sabethes
transmitem o vírus no País. Os macacos são os principais hospedeiros, mas se uma pessoa não vacinada acaba entrando em contato com um mosquito contaminado pode ficar doente também. Outra preocupação das autoridades é que o vírus retorne aos centros urbanos e passe a ser transmitido também pelo Aedes aegypti
, o mesmo da zika, dengue e chikungunya. Os últimos casos em centros urbanos foram registrados em 1942 no Acre.

Vacinação

De acordo com a Secretaria de Saúde, São Paulo recebeu, no último semestre de 2016, 1,7 milhão de doses da vacina contra a febre amarela do Ministério da Saúde. Em janeiro, a pasta enviou um reforço de 400 mil doses.


Locais com recomendação para vacina no Brasil

Ministério da Saúde/ Divulgação

O imunizante já faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é a única forma de se evitar a infecção. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas uma dose da vacina já é suficiente para proteção por toda a vida. No Brasil, é aplicada uma dose aos nove meses de idade e um reforço aos quatro anos.


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Já no caso de situação de emergência epidemiológica  ou viagem para área de risco, o imunizante pode ser aplicado a partir dos seis meses de idade. Já se a criança não for vacinada aos 9 meses, deve tomar a vacina e o reforço com um intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Apenas os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.

Não me vacinei até o 4 anos. E agora?

Pessoas que receberam as duas doses da vacina não precisam mais se vacinar, já aqueles que não receberam o reforço podem fazer isso mesmo que sejam adultos. Já quem nunca foi vacinado ou não tem o comprovante da aplicação devem administrar a primeira dose da vacina e, após dez anos, o reforço.

Casos específicos

Como as vacina pode gerar problemas para pessoas com o sistema imunológico mais baixo, pessoas com 60 anos ou mais que nunca tomaram a vacina só podem tomar o imunizante após avaliação médica. Já no caso de gestantes ela é contraindicada – podendo ser autorizada por um especialista se houver situação de emergência epidemiológica ou necessidade de viagem para área de risco. Lactantes de crianças com até seis meses devem suspender o aleitamento materno por 28 dias após a vacina.

Pacientes com imunodeficiência devem passar por avaliação médica de risco-benefício antes de tomar o imunizante. Pessoas com histórico de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina contra febre amarela – ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina –, assim como pacientes com histórico de doenças do timo também devem buscar orientação.

Viajantes

De acordo com o Ministério da Saúde, viajantes para fora do Brasil devem seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional. Já quando o destino é uma área de recomendação da vacina no Brasil é preciso se vacinar com pelo menos dez dias de antecedência no caso da primeira vacinação.

Quais os sintomas da febre amarela?

A doença é de curta duração, podendo se prolongar por até dez dias. Os sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia – a pele e os olhos ficam amarelos – e hemorragias – de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina. A gravidade varia em cada caso.

O problema é que, se não tratada rapidamente, pode levar à morte em cerca de uma semana. O tratamento é apenas assintomático. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva.

Evolução da doença

O vírus se manifesta entre três a seis dias após a picada, podendo se estender até 15 dias. A maioria dos pacientes apresenta melhora após os sintomas iniciais, mas cerca de 15% acabam desenvolvendo uma forma mais grave da doença.


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O homem pode servir como fonte de infecção para mosquitos transmissores durante sete dias. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura, ou seja, uma mesma pessoa não poderá ter febre amarela mais de uma vez.

Suspeita de febre amarela

Se a pessoa acredita que está com febre amarela, deve procurar o mais rápido possível um médico. É necessário informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. 

O artigo Febre amarela causa três mortes em São Paulo foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2017-01-23/febre-amarela-sao-paulo.html

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