Exposição à poluição do ar antes do nascimento pode causar pressão alta

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Exposição à poluição do ar mesmo antes de nascer pode prejudicar criança, afirma pesquisa feita nos EUA

Pixabay

Os cuidados com os bebês começam muito antes de saírem da barriga da mãe. Desde as primeiras semanas de gestação é preciso mudar hábitos e ter atenção para que o feto cresça saudável e não desenvolva nenhuma complicação depois do parto. Além de questões que envolvem alimentação e comportamento, a exposição a altos níveis de poluição do ar também pode ser prejudicial para a criança futuramente, de acordo com uma nova pesquisa.

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A afirmação foi apontada em por cientistas da Universidade Johns Hopkins, em um estudo publicado no jornal Hypertension da American Heart Association
, e descobriu que, mesmo antes do nascimento, os bebês expostos à poluição do ar
são 61% mais propensos a sofrer de pressão arterial elevada na infância.

Durante uma pesquisa feita com 1.293 gestantes, os pesquisadores perceberam que aqueles bebês
expostos a partículas finas de fuligem expelidas na fumaça do trânsito ou da queima de óleo, carvão e madeira durante o terceiro trimestre tinham mais chances de ter a condição, que é uma das principais contribuintes para a morte prematura em todo o mundo.

Estudos feitos anteriormente já haviam mostrado que partículas finas de poeira, fuligem e fumaça, consideradas inaláveis, conhecidas como PM2.5, podem entrar no sistema circulatório e afetar negativamente a saúde humana.

No entanto, esse é um dos primeiros estudos a mostrar que ar poluído durante a gravidez pode influenciar negativamente a saúde cardiovascular do feto
, conforme afirmou o professor assistente de epidemiologia  da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos EUA, Noel Mueller.

“A pressão arterial elevada durante a infância muitas vezes leva à hipertensão na idade adulta e a hipertensão é a principal causa de doença cardiovascular”, alertou ele.

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Como o estudo foi feito

Após o parto, a pressão arterial
dos bebês foi medida em cada exame físico na infância durante os três aos nove anos. A pressão arterial sistólica, conhecida também como “pressão máxima”, foi considerada elevada se estivesse 10% mais alta comparada à adequada para crianças da mesma idade, de acordo com dados nacionais.

Os pesquisadores também ajustaram outros fatores conhecidos por influenciarem a pressão alta na infância, como peso ao nascer e tabagismo materno.

Dessa forma, a análise mostrou que crianças expostas a níveis mais altos – um terço superior da poluição ambiental por partículas finas no útero durante o terceiro trimestre de gestação – tinha 61% mais chances de ter pressão arterial elevada na infância em comparação com aquelas expostas a níveis mais baixos.

A maior exposição à poluição do ar no terceiro trimestre, quando o ganho de peso fetal é mais rápido, já era conhecido por influenciar o baixo peso ao nascer, mas a nova pesquisa encontrou a associação com pressão arterial elevada independentemente de a criança ser de baixo, normal ou alto peso após o nascimento.

Já a exposição de uma mulher ao ar poluído antes da gravidez não está associada à pressão arterial elevada
de seu bebê.

A poluição do ar foi medida observando o endereço da mãe e as leituras das estações de monitoramento da qualidade do ar mais próximas para estimar a exposição em cada trimestre da gravidez.

“Esses resultados reforçam a importância de reduzir as emissões de PM2.5 no meio ambiente. Não só a exposição aumenta o risco de doença e morte em pessoas diretamente expostas, mas também pode atravessar a barreira placentária na gravidez e afetar o crescimento fetal e aumentar os riscos futuros para a pressão alta”, afirmou Mueller.

O especialista conclui ressaltando que é preciso de regulamentos para acabar com a poluição do ar “não apenas para a saúde do nosso planeta, mas também para a saúde de nossos filhos”.

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O artigo Exposição à poluição do ar antes do nascimento pode causar pressão alta foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-05-14/poluicao-do-ar-afeta-bebes-antes-do-nascimento.html

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