Estudante de medicina vira detetive de vídeos de saúde na internet

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Divulgação

Ela nasceu em meio ao boom da internet e cresceu fazendo lição de casa no computador. Ao escolher medicina como carreira – depois de vasculhar em sites de busca qual era a melhor opção – a estudante Nathalia Monerat, 23, resolveu pesquisar como a saúde é retratada no mundo virtual.

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Os resultados do estudo foram selecionados para o congresso promovido pela Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro (Socerj), que encerra neste sábado (6).

Para uma plateia de médicos e acadêmicos com longa experiência, Nathalia – que está no último dos seis anos da graduação – defendeu a tese de que o profissional que fica distante da web, seja ele de qualquer idade, facilita a “contaminação” dos internautas por informações erradas sobre saúde.

Para embasar a análise, a universitária do Centro Universitário de Volta Redonda (RJ) virou uma espécie de detetive da internet. Durante seis meses, ela investigou todos os vídeos postados no Youtube que falavam sobre hipertensão
, arritmias
e insuficiência cardíaca
– as três principais causas de morte entre os brasileiros.

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“Foram 1.152 vídeos que continham informações sobre doenças relacionadas ao coração e que se propunham a falar sobre os temas selecionados. Assisti um por um”, conta ela, que faz parte do GETICMED, grupo da faculdade que investiga o uso da tecnologia na medicina.

Os resultados não foram bons: 95,7% continham informações erradas. Ou seja, só 4,3% passaram na avaliação de Nathalia.

“Os vídeos foram feitos por leigos, em geral pacientes contando suas histórias, por entidades que promoveram campanhas, reportagens dos mais variados veículos e por médicos”, conta Nathalia.

“Os principais erros eram dar nomes errados para as doenças e descrever informações equivocadas sobre sintomas e tratamentos. Os vídeos feitos por médicos eram os mais corretos”, pontua.

Segundo Nathália, a pesquisa tem como objetivo aproximar a comunidade médica do meio virtual, incluindo os profissionais mais velhos, que costumam ser resistentes a novas tecnologias.

“Não dá para fugir. O paciente é um curioso. Tudo que for falado para ele dentro do consultório imediatamente será pesquisado quando ele sair da consulta”, diz.

“O melhor dos mundos é juntar conhecimentos. Por vezes, o saber médico não tem a linguagem ideal para a internet e é importante encontrar um parceiro, seja da área de comunicação ou outra, que ajude a fazer isso essa conexão”, complementa.

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Em 90 dias, Nathália conquista o diploma de médica e completa 24 anos. Escolheu a área da cardiologia para fazer a especialização e já projeta como estará em 10 anos.

“É bem provável que faça os acompanhamentos dos pacientes por e-mail. Mas nada substitui o contato físico e escutar a história do doente. Será um misto de medicina real e medicina virtual”, diz.

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saúde na internet foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-06/estudante-de-medicina-vira-detetive-de-videos-de-saude-na-internet.html

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