Epidemia de drogas eleva número de doadores de órgãos que morreram de overdose

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Epidemia de overdose nos EUA aumentou 36% entre 2014 e 2016, afirma organização da ONU

DEA/Divulgação

O número de casos de pessoas que morreram por uso excessivo de drogas e doaram órgãos aumentou, de acordo com os dados publicados no New England Journal of Medicine.

De acordo com as informações, antes da epidemia de drogas opioides nos Estados Unidos
, as pessoas que morriam por overdose e faziam  doação de órgãos
representavam 1% dos doadores, e agora esse número passou para 14%.

A epidemia de drogas
é considerada uma emergência nacional pelo Congresso e pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) o surto aumentou 30% em dois anos, entre 2016 e 2017.

Com o crescimento dos casos, as overdoses se igualam aos acidentes de trânsito como fontes de doações de órgãos. Em 2000, as mortes por overdose foram apenas 56, porém, em 2016, foram mais de mil. Neste último ano, 1.356 doadores foram a óbito por conta de acidentes de trânsito.

“Esta rápida epidemia afeta tanto homens como mulheres, e pessoas de todas as idades. Não respeita fronteiras de estados ou condados e continua aumentando em todas as regiões dos Estados Unidos”, afirmou Anne Schuchat, diretora do CDC.

Os pesquisadores ressaltam que a alta no número total de doadores de órgãos registrados nos últimos cinco anos tem como principal causa as overdoses
, e não possuem relação com os avanços científicos ou a uma melhor coordenação.

“O aumento é alimentado por uma crise”, observa o médico do hospital de Boston Mandeep Mehra, coautor do estudo e docente na Universidade de Harvard.

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Qualidade dos órgãos

Ao analisar a qualidade dos órgãos doados, o estudo mostra que um ano após o transplante os pacientes não sofreram alterações ou apresentaram diferença em relação à taxa de sobrevivência entre aqueles que receberam um coração ou pulmão de uma pessoa morta por overdose e aqueles que receberam os mesmos órgãos de falecidos por outros motivos.

Anteriormente, um outro estudo já havia concluído que em alguns casos o índice de sobrevivência chega a ser maior entre os que recebem órgãos de pessoas que morreram por consumo excessivo de drogas. Isso porque, geralmente, esses doadores sofriam menos de diabetes ou de hipertensão que os demais.

“São até melhores doadores, porque infelizmente com frequência são mais jovens, estão relativamente em melhor estado de saúde e não sofrem de doenças vinculadas ao envelhecimento”, informou David Klassen, diretor médico da rede que administra as doações de órgãos nos Estados Unidos à Agência France Presse.

Isso porque as drogas são absorvidas pelo corpo com muita velocidade depois de serem injetadas, esclarece o médico. Dessa forma, não existe perigo de que as substâncias tóxicas sejam transmitidas durante a operação de transplante.

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O artigo Epidemia de drogas eleva número de doadores de órgãos que morreram de overdose foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-05-17/drogas-doacao-de-orgaos.html

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