“É uma bomba-relógio”, diz jovem com o equivalente a uma bola de golf no cérebro

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Massa instalada em cérebro do garoto cresce de 4% a 5% ao ano, e poderá matá-lo se não for removida

shutterstock/Reprodução

Já pensou em viver com algo dentro de você que poderia explodir a qualquer momento? Esse medo faz parte da rotina de um jovem britânico há mais de dois anos. O adolescente Trey Campbell-Simon sofre de uma rara condição que fez com que uma massa, do tamanho de uma bola de golf, se instalasse em seu cérebro.

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Até os 16 anos, o jovem levava uma vida normal, sem nunca ter sofrido nenhuma alteração no cérebro
. Assim como a maioria dos rapazes da sua idade, ele gostava de jogar futebol e andar de bicicleta com seus amigos e fazia isso constantemente, sem apresentar nenhum problema de saúde atípico.

Mas, no período em que ele aproveitava um final de semana com a família no Egito, amanheceu com uma dor de cabeça terrível. Segundo o garoto, nenhum medicamento conseguia fazer parar de doer.

O efeito era tão forte que Trey acabou ficando desorientado e cansado, de tanto lutar contra a terrível enxaqueca. Até que ao final do dia, ele acabou entrando em colapso e tendo uma convulsão.

Ele não sabia, mas aquela era a primeira de uma série de apuros que o jovem iria passar até ser diagnosticado com malformação arteriovenosa
, que acontece quando muitos de vasos sanguíneos se acumulam no cérebro.

Bomba-relógio

O aglomerado anormal de vasos sanguíneos está emaranhado em torno do lado esquerdo do cérebro de Trey e pode se romper qualquer momento, podendo causar um acidente vascular cerebral (AVC) fatal.

De acordo com os especialistas que estão cuidando de Trey, sua condição é tão rara que afeta apenas um por cento da população em geral. Essa formação pode acontecer em qualquer parte do corpo, e afeta pessoas em diferentes idades.

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Sem uma causa conhecida, a malformação arteriovenosa surge no desenvolvimento incorreto do sistema vascular na vida embrionária e demora anos para se manifestar.

Trey, agora com 18 anos, teve sua vida mudada completamente. Ele parou com as atividades físicas, toma remédios para controlar as convulsões e depois de entrar em depressão por conta de sua condição, apenas torce para que haja a esperança de conseguir um tratamento.

De acordo com os médicos, a massa instalada no cérebro do adolescente, que já tem um tamanho significativo, deve aumentar de 4% a 5% ao ano, o que significa que, se não removê-la, poderá mata-lo.

“Todos os anos que essa massa continua sem se manifestar é uma vitória, já que, convivo diariamente com a chance de que isso comece a sangrar, podendo causar paralisia, perda da fala ou até um acidente vascular cerebral”, explicou o jovem. “É uma bomba-relógio”, completou.

Tratamento

Os especialistas alertam que para cada caso de malformação arteriovenosa existe um tipo de tratamento, e é preciso estudar bastante o quadro clínico do paciente. Como regra geral, as situações consideradas de fluxo baixo são, geralmente, tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão);. Já as de alto fluxo, por embolização endovascular.

No caso de Trey, os médicos descartam a possibilidade de remover a massa por meio da cirurgia. Depois de muitas negativas, a família do jovem encontrou um especialista que já cuidou de casos como o do garoto e poderia tentar fazer com que o tamanho do aglomerado de vasos diminuísse, podendo então operar.

No momento, o garoto está fazendo uso de medicamentos para poder ter condições de fazer a cirurgia. Ele e os pais estão confiantes e não conseguem ver a hora do jovem ter uma vida normal novamente, com um cérebro saudável.

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