Dicas para pedir comida fora e não engordar

Veja a matéria completa sobre Dicas para pedir comida fora e não engordar e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.

Se optar por salada, peça tudo em recipientes separados para o molho não encharcar as folhas

Thinkstock/Getty Images

Em “tempos modernos”, como diria a vovó, ninguém mais tem tempo para nada. A sabedoria do século 20, no entanto, tem fundamento: com a correria do dia a dia, muitos optam por pedir comida pronta em restaurantes e comer na mesa do trabalho, ou por cansaço de cozinhar em casa. O resultado, não raro, é perda de saúde e ganho de peso. Ser saudável comendo fora, no entanto, não é impossível, basta observar as dicas que nutricionistas deram ao iG.

Segundo a nutricionista e coordenadora do curso de gastronomia do IBMR, Ana Gonçalves, a primeira coisa a se observar é o lugar em que vai se pedir comida.

“É preciso descobrir quais são os restaurantes disponíveis perto da casa ou do trabalho e quanto tempo demora para o alimento sair do restaurante e chegar no local de destino”, conta. “O ideal é que se vá ao restaurante e conheça as instalações e o cardápio todo. Com isso, dá para conhecer o ambiente em que a comida é preparada, se é comida limpa. Tem que se preocupar com segurança alimentar”, alerta.

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Um copo pequeno de salada de frutas com 1 colher sopa de granola sem açúcar (se precisar adoçar, use mel). Foto: Getty ImagesOvos de codorna (6 unidades). Foto: Alexandre Carvalho/ FotoarenaChocolate amargo 70% cacau (20g ou um tablete). Foto: Getty ImagesUma fatia de melancia, abacaxi ou uma pêra. Foto: Getty ImagesUm punhado de frutas desidratadas (damasco, uva passa, banana passa). Foto: Getty ImagesAzeitonas (6 unidades). Foto: Getty ImagesUma fatia média de queijo branco cortada em cubinhos com azeite e orégano. Foto: Getty ImagesUma banana amassada com 1 colher de sopa de aveia e 1 colher de chá de mel. Foto: Getty ImagesUm pequeno sanduíche (1 fatia de pão integral cortada ao meio) com duas unidades de mussarela de búfala e uma unidade de tomate seco (lavar bem o tomate seco para tirar o óleo). Foto: Getty ImagesUm copo de suco de fruta. Foto: Thinkstock/Getty ImagesCenourinhas baby (6 unidades). Foto: Getty Images1 xícara de café de mix de castanhas, nozes e amêndoas. Foto: Thinkstock/Getty ImagesUm potinho de iogurte light. Foto: Getty ImagesSanduíche quente de pão árabe pequeno integral com uma fatia média de queijo minas derretido (opcional: usar orégano). Foto: Thinkstock/Getty ImagesUma torrada integral com pasta de grão de bico (uma colher de sopa) ou de atum com requeijão light, ou com ricota temperada com azeite e azeitonas. Foto: Getty Images

A partir de então, é necessário investigar, seja pessoalmente ou por telefone, o tamanho das porções que serão enviadas. “Quando você pede comida em casa, o cardápio é imenso, mas não estamos vendo o prato. Acabamos aceitando o que oferecem, não conseguimos fazer as combinações que gostaríamos, como acontece quando estamos em um restaurante self-service. Pode ser uma surpresa boa ou ruim”, diz. “Óbvio que o restaurante vai oferecer as opções mais caras e nem tão naturais ou saudáveis. Carboidratos dão mais lucro”, diz.

Tabela nutricional

Flávio Viabone, nutricionista da Nova Nutrii, explica que é uma boa ideia pedir a tabela nutricional do local. “É uma lei estadual que obriga os estabelecimentos a fornecer informações sobre os alimentos preparados”, diz, sobre a lei que está em implantação. Entretanto, não são todos os lugares que se adaptaram ainda.

A tabela nutricional ajuda a entender quão calórico é o prato, a quantidade gorduras, quais são os ingredientes usados na preparação, facilitando a vida dos alérgicos a alguns compostos, hipertensos, portadores de outras doenças crônicas, ou simplesmente de pessoas que não gostariam de ingerir calorias ou gorduras extras.

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Ana recomenda cautela com alguns ingredientes. “O ideal é pedir alimentos com o menor teor de gordura possível, assim tem a possibilidade de ser mais saudável”, diz. “Não pedir frituras, porque chega mole, horrorosa e fria. Não é saudável e nem bonito”, brinca ela.

Empanados também não fazem parte dos alimentos recomendados. “Com certeza o empanado virá mole e não estará mais crocante, além de ser altamente gorduroso”, diz.

Gratinados, por usar muito queijo, aumentam o valor calórico das refeições. “Além disso, se for aquecer não vai ficar bom”, diz.

Segundo ela, as melhores opções, tanto saudáveis como para o transporte, é pedir grelhados. “Mas não se deve pedir bem passado, mas sim ao ponto. Se chegar frio, é só deixar um minuto no micro-ondas, que não vai perder a textura”, diz. “Alimentos que venham molhadinhos são os melhores, pois usam menos gorduras e dá para aquecer em casa ou no trabalho”.

Molhos de tomate, hortaliças, berinjela e shitake são mais saudáveis, diz Ana. “Quando for pedir salada, no entanto, é melhor pedir tudo separado e montar o prato na hora”. O cuidado é para evitar que o tempero pode encharque as folhas e elas deixem de ser crocantes.

O tamanho das porções deve ser questionado, segundo Viabone. “Pergunte para quantas pessoas é feito o prato. Além disso, quanto pesa o prato. Um quilo? Melhor trocar essa opção”, aconselha.

O nutricionista admite, no entanto, que é difícil saber essas informações quando se entra em sites para pedir comida. “Nem sempre o que está lá é o que virá para sua mesa. Tem que pagar para ver, explorar bastante. Infelizmente”.

Antes condenadas, a coordenadora do curso de gastronomia do IBMR diz que atualmente há ótimas opções saudáveis de comidas congeladas. “Inúmeras empresas vendem comidas resfriadas ou congeladas”, diz ela. Basta observar se a combinação é saudável. “Aí, é só finalizar no forno ou micro-ondas”.

A disposição de um prato saudável, segundo Viabone, é simples. “Basta dividir um prato em quatro partes. Em uma, os cereais e carboidratos, como o arroz. Na outra, as leguminosas, como o feijão, a lentilha ou o grão de bico. Na terceira parte, uma proteína, como carnes e ovos. Na última, por fim, legumes e verduras”, resume.

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