Dias nublados também requerem atenção: veja como se proteger do câncer de pele

Veja a matéria completa sobre Dias nublados também requerem atenção: veja como se proteger do câncer de pele e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Uso do protetor solar deve ser feito diariamente e pode prevenir as chances de câncer de pele

shutterstock/Reprodução

Ao contrário de você, o sol não tira férias. Mesmo em dias mais nublados ou chuvosos, a radiação solar não desaparece, e isso basta para que os raios ultravioletas atinjam a pele e causem danos irreparáveis. Por isso, o uso do protetor solar diariamente é indispensável, faça chuva ou faça sol.

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Um dos erros mais comuns é atrelar a radiação solar à temperatura. O equivoco acontece porque os raios UV, responsáveis pelo câncer de pele
, são capazes de ultrapassar nuvens carregadas ou superfícies de vidro, por exemplo, danificando a saúde da pele.

“Significa que mesmo uma exposição sem intenção de pegar sol, ou se bronzear, como a ida de casa até o trabalho ou o dia dia das crianças na escola, agride a pele que está sem fotoproteção”, explica Sabrina Battistela, pediatra e gerente de Global Scientific Engagement na divisão Consumo da Johnson & Johnson.

No entanto, esse entendimento não fica tão claro para os brasileiros. Uma pesquisa feita pelo Ibope e Sundown com o público feminino aponta que 38% das mulheres faz uso do protetor solar apenas de vez em quando.

Desse total, a maioria, 69%, só usa quando vai à praia ou piscina. “As pessoas têm o costume de achar que o sol da cidade é diferente, ou mais ameno que o sol das praias ou do interior, e isso é errado. Se houver exposição, seja em pequenas áreas, como rosto, mãos e pescoço, é preciso se proteger”, alerta Sabrina.

Problemas da exposição solar sem proteção

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o câncer de pele é o campeão em números de casos no Brasil, representando 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Para se ter ideia, considerando apenas 2016, o órgão estimou que o tipo mais comum de câncer de pele, o não melanoma, faria 175 mil novas vítimas. Mas esse número pode ser ainda maior, considerando que muitos médicos e pacientes não fazem o registro da doença. “Por parecer menos ofensivo que os outros tumores, como uma pinta ou mancha na pele, vários casos não são reportados pelos profissionais da saúde. Alguns pacientes podem nem tratar o tumor, dificultando a contagem mais precisa de casos”, ressalta a especialista.

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Com a exposição aos raios UVB e UVA sem uma proteção adequada, a pele acaba sendo prejudicada. Os raios UVA são os mais perigosos, capazes de bronzear ou até mesmo queimar a derme, parte intermediária da pele, mesmo em dias com o tempo mais fechado.

Além do câncer, eles também causam o envelhecimento precoce da pele. Já os UVB provocam a vermelhidão, atingindo apenas na camada superficial da pele.

Não é só estética

Mesmo com a alta incidência de câncer de pele, pouco se fala sobre o assunto e sua prevenção. Esse é, inclusive, um dos motivos que explica a falta de cuidado que o brasileiro tem com o tema. De acordo com a médica, esse problema é cultural. “No exterior as pessoas têm mais noção dos riscos que a exposição ao sol causa. A atenção com a pele não deve ter apenas propósito estético.”

Sabrina ainda lembra que a falta de informação permitiu que muitos mitos, como o de passar óleo no corpo, ou até refrigerante, na hora de tomar sol se espalhassem. “Nossos avós não passavam protetor solar nos filhos, não havia essa preocupação. Consequentemente, nossos pais não faziam o mesmo conosco. Mas nós não podemos deixar isso se perpetuar”, analisa ela.

A falta de políticas públicas que incentivem a prevenção com hábitos simples e cotidianos, ou disponibilizem produtos que protejam a pele também é um problema. “Não há nenhum programa gratuito e popular oferecido pelo Sistema Único de Saúde, por exemplo, que ajude a mudar o quadro de descaso e desinformação que vivemos”, completa Sabrina.

Mudança de atitude

Apesar de os danos à pele serem cumulativos, ou seja, tudo o que ela já sofreu não poderá ser reparado, é importante que os hábitos de cuidados com a pele sejam adquiridos. “É necessário criar consciência para o fato de que o uso constante de proteção solar no dia a dia é essencial para prevenir doenças e danos a longo prazo, e o hábito deve começar na infância. A exposição solar é acumulativa e, antes mesmo dos 18 anos, é responsável por 50 a 80% dos danos à pele”, finaliza a especialista.

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O artigo Dias nublados também requerem atenção: veja como se proteger do câncer de pele foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2017-05-27/cancer-pele-protetor-solar.html

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