Desinformação atrasa diagnóstico da artrite reumatoide

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Estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos três meses para começar a comprometer as articulações

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O equivalente à população de Belo Horizonte sofre de artrite reumatoide no Brasil. Mais de dois milhões de brasileiros são acometidos da doença autoimune que ataca as articulações do corpo e pode deformar mãos e pés se não diagnosticada a tempo e tratada corretamente. Difusos, porém, os sinais confundem médicos e atrasam o diagnóstico.

Da alçada de reumatologistas, 25% dos doentes demoram ao menos dois anos para chegar a esse especialista e ser corretamente diagnosticado. Convivendo com dores articulares fortes, o mais óbvio para a pessoa é procurar um ortopedista. Por sua vez, ele passa a investigar possíveis traumas e pode até mesmo recomendar fisioterapias para melhorar a dor, muitas vezes sem desconfiar que o problema pode ser muito mais grave.

Mais comum de surgir por volta dos 40 anos, a artrite reumatoide costuma atacar mais as mulheres. Além disso, uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Pfizer mostrou que 51% das pessoas com essa doença autoimune sentem dificuldade em fazer tarefas simples do dia a dia. Abrir um pote de geleia? É quase impossível para quem tem as articulações comprometidas pela doença.

Tratamento

O coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, Cristiano Zerbini, explica que estudos mostraram que a artrite reumatoide leva ao menos três meses para começar a comprometer as articulações. Esse tempo é o que se chama de “janela de oportunidade”, o período ideal para diagnosticar e começar o tratamento, sem dano às articulações.

>> Veja na galeria de fotos sinais da doença:

Dores fortes e rigidez nas articulações. Foto: Thinkstock/Getty ImagesArticulações inchadas e vermelhas. Foto: Getty ImagesRigidez matinal: dificuldade para se mexer as articulações pela manhã. Foto: Thinkstock/Getty ImagesFadiga. Foto: Thinkstock/Getty ImagesDor na mandíbula. Foto: Thinkstock/Getty Images


O tratamento da artrite reumatoide, porém, se dá em fases. O medicamento precisa impedir que o próprio sistema imune da pessoa ataque as articulações. Um dos mais antigos medicamentos modificadores do curso da doença reumática ainda está em uso atualmente. Barato, é o primeiro remédio receitado pelos médicos. Algumas pessoas, no entanto, acabam não respondendo bem a esse medicamento e, no final da década de 90, foram desenvolvidos remédios biológicos que ajudaram os portadores de artrite reumatoide a melhorarem dos sintomas e chegarem praticamente à remissão.

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Porém, algumas pessoas passaram a não responder mais aos medicamentos biológicos e, a partir de então, não havia outra forma terapêutica que não trouxesse danos ao paciente. Os corticoides, por exemplos, são muito eficazes para melhorar a dor e o inchaço do doente, mas, a longo prazo, causam inúmeros danos ao organismo.

Um novo remédio, no entanto, chega nas mãos dos médicos para preencher essa última lacuna. Sintético e mais barato que o biológico – embora custe em média R$ 3.500 para um mês de tratamento -, o citrato de tofacitinibe inibe seis mecanismos que causam a inflamação no corpo, contra apenas um dos medicamentos biológicos. Cada médico, porém, é que avalia se o portador de artrite reumatoide deve usar esse remédio.

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