Conheça a história do "homem casca" que sofre de tipo raro de psoríase

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Em uma sociedade onde pessoas são julgadas pela aparência em todas as esferas de interação, as doenças de pele são cada vez mais veladas pelos pacientes que sofrem de condições como acne, dermatite ou urticária.

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Por causarem efeitos que, muitas vezes, ficam à mostra, é comum o desconforto para quem sofre de psoríase
, que precisa lidar com os olhares maldosos de todos ao seu redor. A insegurança vira rotina na vida dessas pessoas e causa sérios problemas para a seu convívio social. Mas, para um chinês que vive na província de Henan, as consequências foram ainda piores.

A vida de Li Xitian, de 58 anos, precisou ser modificada drasticamente depois que sua pele
passou a ser dominada por uma condição que faz com que seu corpo seja coberto por camadas ásperas e escuras que se parecem com o tronco de uma árvore.

Desde então, os vizinhos de Xitian têm sido crueis com ele, o apelidando de “homem casca”, e o obrigando a viver isolado da comunidade, com medo de que ele pudesse contagiar a todos com sua doença. E já são quase seis décadas desde que ele vive nessas condições.

Mas nem sempre foi assim. Segundo o chinês, as mudanças foram desencadeadas em uma visita ao cabeleireiro, quando ele ainda era muito pequeno, e o profissional, acidentalmente, cortou seu couro cabeludo. Como reação, seu organismo começou a expelir o que parecia com um pus.


Li Xitian tem 58 anos e vive isolado na província de Henan, na China

Reprodução

Desde então, o homem acredita que, por conta deste episódio, seu corpo passou a ser tomado pela estranha condição que se espalhou da cabeça até as costas, e hoje atinge as pernas também.  

Suspeita

No entanto, os médicos locais não conseguem fazer nenhuma associação do que aconteceu quando ele estava no cabeleireiro com a doença. Para os profissionais, Xitian sofre de uma condição severa de psoríase.

Esse é um problema genético desencadeado por diversos fatores, como estresse, infecções, alterações metabólicas e traumas na pele. Na maioria dos casos, se apresenta em forma de manchas vermelhas ou feridas, que são espalhadas por todo o corpo.

Sem cura

Se os especialistas estiverem corretos e se for esse mesmo o caso do chinês, infelizmente, não há cura para essa situação. Apesar de já existirem tratamentos que podem amenizar os efeitos da doença, eles geralmente não funcionam para Xatian.

Ele afirma que toma os remédios, mas que as drogas apenas controlam a condição e não ajudam a diminuir os sintomas.

Vida solitária

Por conta da doença, o chinês nunca pôde conviver em sociedade. Ele nunca se relacionou com ninguém e, inclusive, mora em uma casa especialmente construída para ele em sua aldeia, afastada de todos, porque a comunidade acredita que dessa maneira ele não será capaz de sair e contagiar os vizinhos.

Mesmo assim, outros aldeões afirmam que estão acostumados a ver o “homem casca” em suas raras aparições em sociedade, mas também declararam que temem que sua condição possa se espalhar para os outros.


Para o chinês, sua condição começou após um cabeleireiro ter cortado seu couro cabeludo e machucado a pele

Repordução

Xatian conta que já gastou mais de R$ 50 mil em consultas médicas, mas nada resolveu seu problema. Mesmo com a ajuda do governo local, que está subsidiando suas despesas, ele espera que as pessoas possam ajuda-lo com mais recursos para seu tratamento, para que ele possa viver uma vida mais confortável.

A Dra. Emma Wedgeworth, porta-voz da British Skin Foundation,  afirmou ao MailOnline que o caso dele é um exemplo de quão grave as condições de pele afetam a vida de uma pessoa.

“Embora isso possa ser um tipo de psoríase, não conseguimos comprovar, e esse homem realmente precisa de um trabalho médico completo com outras investigações especializadas”, explica ela.

A médica declarou que acredita que ele poderá se tratar em um grande centro de dermatologia especializada que irá receber os testes realizados por ele e indicar o tratamento necessário.

“Mesmo que às vezes não seja possível curar condições de pele que sejam crônicas, acho que haverá uma maneira de melhorar consideravelmente sua pele e aliviar seu sofrimento”, disse Emma.

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O que é

Alvo de muitas campanhas de conscientização nos últimos anos, principalmente por conta das consequências físicas e emocionais que a condição causa, a psoríase é provoca manchas vermelhas, escamosas e grosseiras na pele.

As rachaduras normalmente aparecem nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e parte inferior das costas, mas podem aparecer em qualquer lugar do corpo, como unhas e genitais.


A psoríase é uma doença que pode acometer homens e mulheres e ainda não tem cura

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Não há uma idade correta para a doença se manifestar. Para a maioria das pessoas, a psoríase se desenvolve antes dos 35 anos e a condição afeta homens e mulheres igualmente.

A gravidade varia de pessoa para pessoa, pois em alguns pacientes, acontece em forma de uma pequena irritação, enquanto que para outros, a enfermidade tem um grande impacto na qualidade de vida.

Por ser uma condição duradoura ou crônica, pois envolve períodos em que o paciente não terá sintomas ou sintomas leves, mas também pode variar, com surtos mais graves em certos momentos.

A doença ocorre quando o processo pelo qual o corpo produz células da pele é acelerado. Normalmente, as células são substituídas pelo corpo a cada três a quatro meses, mas na psoríase o processo dura apenas cerca de três a sete dias e a acumulação resultante de células da pele cria as escamas.

Embora ainda não haja uma compreensão científica para qual seria a causa da enfermidade, a literatura médica acredita que o aumento da produção de células da pele está relacionado a um problema com o sistema imunológico do paciente.

Para aqueles que sofrem com a condição, seu sistema imunológico ataca células saudáveis ​​da pele por engano. A psoríase pode ser genética, de acordo com o histórico familiar.

Muitos pacientes já apresentaram os sintomas após um determinado evento, como o que o chinês acredita ter acontecido com ele. Essas situações são como um gatilho, que podem ser algum tipo de lesão na pele, infecções na garganta ou, até mesmo, o uso de certos medicamentos.

Como já foi dito anteriormente, a doença não é contagiosa, portanto, não pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

Embora não haja cura, há uma variedade de tratamentos para melhorar os sintomas e a aparência da pele. Na maioria dos casos é recomendável o uso de cremes e unguentos para diminuir as manchas.

Para casos em que os remédios podem não ser eficazes, há a possibilidade de optar pelo tratamento de fototerapia, que envolve expor a pele a certos tipos de luz ultravioleta.

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