Conheça a doença que cegou o maior fenômeno do paratletismo mundial

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A brasileira Terezinha Guilhermina: apesar da retinose pigmentar, ela se tornou um respeitado nome no esporte mundial

Facebook/ Terezinha Guilhermina/ Reprodução

Fenômeno do esporte mundial, com três ouros conquistados em Jogos Paralímpicos, a velocista mineira Terezinha Guilhermina nasceu no final da década de 1970 sem portar qualquer deficiência. No entanto, repentinamente, na adolescência, passou a ter problemas para enxergar – condição que piorou rapidamente. Quando, aos 16 anos, foi diagnosticada com retinose pigmentar, uma doença congênita que afeta a retina, já havia perdido mais de 95% da visão.

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A retinose pigmentar é uma doença hereditária que causa a degeneração da retina, fazendo o paciente perder a visão progressivamente devido à morte dos cones e bastonetes, células responsáveis por receber a luz do meio externo e enviá-la ao cérebro, formando uma imagem.

“No final da infância, a criança começa a reclamar que não está conseguindo enxergar direito. Quando chega à adolescência, a pessoa passa a reclamar também de perda do campo de visão – não consegue mais perceber o que está em volta. Após essa fase, a visão vai ‘baixando’ cada vez mais”, explica o oftalmologista Marcelo Cavalcante, do Hopital São Camilo.

Os sintomas podem ser mais ou menos agressivos, variando de pessoa para pessoa. A degeneração pode avançar até a cegueira, como no caso de Terezinha, mas nem sempre isso acontece. Como é uma doença hereditária, que ocorre quando os pais têm os genes da doença – e não necessariamente a doença –, a mineira não foi a única a receber o material genético defeituoso: outros quatro irmãos têm a deficiência. 

Pacientes com retinose pigmentar apresentam dificuldade para ver à noite e, depois, vão perdendo o campo de visão

Pixabay

Ainda não existe um tratamento específico para reverter o problema, mas há como cuidar das complicações causadas pela retinose, como catarata e inchaço da retina. “Há estudos para tentar evitar que as células sejam destruídas, além de um chip da retina, que é o chamado olho biônico“, afirma o oftalmologista. “Ele é aconselhado para quem já ficou cego. É colocado em cima da retina e, quando a luz incide no mecanismo, consegue transformar em impulso nervoso para enviá-lo ao cérebro. Só que a imagem criada ainda é muito simples.”

De acordo com Cavalcante, pacientes com a doença degenerativa costumam aceitar melhor a cegueira ou a baixa visão do que aqueles que ficam cegos subitamente, já que é possível ir aos poucos se adaptando às atividades do dia a dia. Tablets, por exemplo, devido à opção de aumentar e diminuir imagens, podem ser usados para leitura e outras atividades. Aqueles que também desenvolvem fotofobia, uma aversão à luz, têm a oportunidade de usar óculos com lentes mais escuras. “O paciente precisa ser treinado para usar a visão que tem.”

Foi o que fez Terezinha Guilhermina. Nascida em Betim, Minas Gerais, em 3 de outubro de 1978, ela hoje coleciona recordes mundiais nas provas de 100m, 200m, 400m e revezamento 4×400. E pode se vangloriar de ser um dos maiores nomes do esporte paralímpico mundial.

Retinose pigmentar  causa a morte das células responsáveis por receber a luz do meio externo e enviá-la ao cérebro

Pixabay

O artigo Conheça a doença que cegou o maior fenômeno do paratletismo mundial foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2016-09-08/retinose-pigmentar-terezinha.html

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