Cientistas correm para avaliar riscos de nova cepa da gripe aviária

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Dados da sequência genética de uma cepa mortal da gripe aviária previamente desconhecida em humanos mostraram que o vírus já adquiriu algumas mutações que podem tornar mais provável causar uma pandemia humana, disseram cientistas.


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Mas não há nenhuma evidência até agora de que a gripe H7N9 –que ficou conhecida após infectar nove pessoas na China, matando três– está se espalhando de pessoa para pessoa, e ainda há uma chance de que a doença possa se esgotar e nunca sofrer mutação total para uma forma humana de gripe.

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Poucos dias depois de as autoridades da China anunciarem ter identificado os primeiros casos de H7N9, especialistas em gripe em laboratórios de todo o mundo estão avaliando dados da sequência de DNA de amostras isoladas de pacientes para avaliar o potencial de pandemia.

Um dos maiores especialistas em gripe do mundo, Ab Osterhaus, que fica no Erasmus Medical Centre, na Holanda, diz que as sequências mostram algumas mutações genéticas que devem colocar as autoridades em alerta e implicam maior vigilância em animais e humanos.

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“O vírus de certa forma já se adaptou a espécies mamíferas e a seres humanos, então desse ponto de vista é preocupante”, disse ele à Reuters em uma entrevista por telefone. “Realmente devemos manter um olho muito atento sobre isso.”

A Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China confirmou no domingo que três pessoas foram infectadas com a nova gripe H7N9, com duas mortes de homens em Xangai, de 87 e 27 anos, que adoeceram no final de fevereiro. As autoridades chinesas nos últimos dois dias confirmaram mais seis casos, incluindo outra morte.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que os casos de H7N9 são “motivo de preocupação”, porque são os primeiros em seres humanos.

“Isso faz com que seja um evento único, que a Organização Mundial de Saúde está levando a sério”, afirmou a agência de saúde da ONU, com sede em Genebra, nesta quarta-feira.

Outras cepas de gripe aviária, como a H5N1, têm circulado por muitos anos e podem ser transmitidas de ave para ave, e da ave para o ser humano, mas não de humano para humano.

Até agora, a falta de transmissão entre pessoas também parece ser uma característica da cepa H7N9.

Embora seja muito cedo, os cientistas dizem que a análise inicial sugere também que o H7N9 não parece deixar as aves particularmente doentes — em outras palavras, é o que é conhecido como gripe aviária de baixa patogenicidade.

Infelizmente, isso não significa necessariamente que ela será leve em humanos, diz Wendy Barclay, especialista em virologia da gripe no Imperial College London, na Grã-Bretanha.

A brandura em aves também pode significar que a H7N9 é “uma propagadora silenciosa” — mais difícil de detectar do que as cepas de alta patogenicidade da gripe, como a H5N1, que podem acabar com bandos inteiros de aves selvagens ou aves domésticas e são, portanto, muito mais visíveis.

A OMS elogiou o governo chinês, dizendo que ele estava respondendo à situação com várias medidas importantes, como a vigilância reforçada, gestão e tratamento de caso detalhados, rastreando contatos de todos aqueles infectados conhecidos até agora, e treinando os profissionais de saúde.

Em 2003, a China inicialmente tentou encobrir uma epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que surgiu na China e matou cerca de um décimo das 8.000 pessoas infectadas em todo o mundo.

* Por Kate Kelland

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O artigo Cientistas correm para avaliar riscos de nova cepa da gripe aviária foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-03/cientistas-correm-para-avaliar-riscos-de-nova-cepa-da-gripe-aviaria.html

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