Chineses criam clone de cachorro para estudar cura para doenças cardiovasculares

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Longlong nasceu propositalmente com condição que dificulta coagulação sanguínea para o estudo

Divulgação/Sinogene

Com seu pelo preto, marrom e branco, Longlong se parece com a maioria dos beagles. No entanto, o cachorro nasceu com um distúrbio de coagulação do sangue, o que o torna um pouco diferente dos demais – mas exatamente como os cientistas da China queriam.

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Longlong é um clone
de Apple, um cão diferente cujo genoma foi editado para desenvolver aterosclerose, doença caracterizada pela formação de placas de gordura e tecido fibroso nas paredes internas das artérias, impedindo o fluxo sanguíneo.

Com essa informação genética agora codificada, a doença – uma das principais causas de acidente vascular cerebral ( AVC
) e doença cardíaca
– será analisada pelos cientistas para estudar possíveis condições de cura.

A condição, que afeta mais de 15,8 milhões de americanos, faz com que o material adiposo acumule e engrosse as paredes das artérias, podendo causar ataques cardíacos e AVC. As doenças cardiovasculares
são a principal causa de morte em todo o mundo, matando 17,7 milhões de pessoas em 2015, de acordo com a OMS.

De acordo com a empresa de biotecnologia Sinogene, com sede em Pequim, esse é o primeiro cão do mundo clonado por um doador de genes. Com o nascimento de Longlong, os cientistas alegaram que a China se igualou com a Coréia do Sul na liderança da tecnologia de clonagem
canina.

Além de Longlong, a Sinogene clonou com sucesso mais dois cachorros dessa maneira, o que significa que a empresa agora tem quatro animais geneticamente idênticos: Apple, Longlong, Xixi e Nuonuo.

“Os cães desenvolvem as doenças mais herdáveis dos seres humanos, o que os torna ótimos modelos para serem estudados”, afirma Feng Chong, diretor técnico da Sinogene.


Longlong é um clone de Apple; além dele, outros dois cães também foram clonados e modificados geneticamente

Divulgação/Sinogene

De acordo com Feng, com o nascimento de Longlong, essa foi a primeira vez que cientistas combinaram duas biotecnologias de ponta: uma ferramenta de edição de genes chamada CRISPR com tecnologia de clonagem de células somáticas – o método usado para clonar a ovelha Dolly.

Até o momento, os pesquisadores afirmaram que os cães não apresentaram sintomas da doença, mas estão monitorando de perto sua saúde, conforme destacou Mi Jidong, Gerente Geral da Sinogene. ”Drogas para tratar doenças cardiovasculares já estão sendo testadas nos animais saudáveis”, acrescentou ele.

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Debate ético

Enquanto outros países estão envolvidos em pesquisas similares, a China esteve na vanguarda de animais geneticamente personalizados, com cientistas criando macacos para ter um gene de autismo humano, cães superdotados e porcos sem retrovírus.

Mas, como acontece com outras experiências de clonagem e mudança de genes, o sucesso de Sinogene foi visto como uma preocupação para alguns ativistas. Membros da organização não governamental People for the Ethical Treatment of Animals (Peta) lançaram uma petição,  chamando a pesquisa de Sinogene “antiética”.

“A clonagem não é apenas cara, mas também intrinsecamente cruel”, afirmou o comunicado.

Além das preocupações com a moralidade da ciência, há também uma falta de proteção legal para animais de laboratório na China. O país é um importante produtor e usuário de animais de laboratório. Cerca de 20 milhões desses seres vivos, principalmente ratos, são usados ​​anualmente para testes, de acordo com os Institutos Nacionais de Controle de Alimentos e Medicamentos da China.

A mídia estatal da China informou no ano passado que o governo está escrevendo regulamentos mais duros para o uso de animais de laboratório, mas não está claro quando tais regras serão efetivas ou se tornarão em vigor juridicamente.

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O artigo Chineses criam clone de cachorro para estudar cura para doenças cardiovasculares foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2017-12-27/clone-geneticamente-modificado-doenca-cardiovascular.html

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