Câncer de pele melanoma: o que causa e quando devo me preocupar?

Veja a matéria completa sobre Câncer de pele melanoma: o que causa e quando devo me preocupar? e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Anualmente, 180 mil brasileiros recebem o diagnóstico de câncer de pele, sendo 4% melanoma

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A cada ano 180 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de pele no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse total representa 30% dos casos de câncer, o que coloca a doença em primeiro lugar no ranking de tipos de cânceres.

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A doença pode ser dividida em alguns tipos, sendo o melanoma o mais raro de todas as formas de câncer de pele
, com prevalência de apenas 4% entre a população. Contudo, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático, ou seja, que pode migrar para outras áreas do corpo.

Por isso, no mês que é dedicado para reforçar a importância do combate ao melanoma
, especialistas alertam sobre as necessidades de detecção precoce da doença, já que, apesar de séria, tem chance de cura de mais de 90%, quando é diagnosticada em estágio inicial.

“É um câncer de fácil detectabilidade precoce: é só olhar se aquela pinta está ficando estranha e ir a um dermatologista para que ele possa avaliar. É claro que há áreas do corpo que a pessoa não consegue ver, como as costas, a nuca, o couro cabeludo. Ela pode pedir para alguém da sua família ver se tem alguma pintinha. Muitos pacientes contam que quem descobriu a pinta estranha foi o cônjuge”, ensina o oncologista Bernardo Garicochea.

O que causa o melanoma?

Esse tipo de tumor maligno surge quando os melanócitos, ou seja, as células que produzem a melanina e dão cor e pigmentação à pele, crescem de modo anormal. A exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada, inclusive na infância, é um fator de risco.

Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é outro fator que também deve ser considerado, pois, quanto mais tempo de exposição ao sol, mais envelhecida a pele fica.

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Veja como fazer a prevenção


Proteção solar deve acontecer ainda na infância, alerta o especialista

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É necessário ressaltar que áreas do corpo que ficam “escondidas” e não são expostas diretamente ao sol, como o couro cabeludo, também podem apresentar manchas suspeitas. “Usar protetor solar é o tipo de prevenção primária que se faz para melanoma, mas é especial para outros tipos de câncer de pele”, alerta o oncologista.

No entanto, o especialista também ressalta que existe prevenção secundária. “Quem tem histórico na família, pode descobrir através de teste de DNA. Já os pacientes que não têm histórico familiar também podem apresentar um tipo de textura especial de pele, e ainda pele muito clara, por exemplo, e ter uma quantidade grande de pintinhas pretas. Nesse caso, a chance de uma delas se transformar é muito maior do que em uma pessoa que não tem nenhuma.”

No entanto, alerta o médico, existem pessoas que vão ter melanoma, mesmo sem ter casos na família. “Mesmo sem herança genética, mesmo sem serem pintadinhas, inclusive, essas pessoas vão ter melanoma em lugares sem exposição ao sol, como interior das coxas, nádegas ou axilas, por exemplo.”

De acordo com Garicochea, que também é especialista em genética do Centro Paulista de Oncologia, é importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. “As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o que qualificamos como ‘ABCD’- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce”.

Além dos cuidados gerais indicados a toda a população quando o assunto é câncer de pele, o que inclui o uso do protetor solar e atenção ao período de exposição solar prolongada, pessoas com propensão a desenvolver o melanoma devem estar constantemente atentas, pois a doença pode surgir em áreas de difícil visualização. “Uma lesão aparentemente inocente pode ser suspeita aos olhos do médico. Métodos diagnósticos auxiliares, como biópsia e dermatoscopia, podem ser indicados. Além disso, pacientes que já tiveram um tumor de pele diagnosticado estão sob maior risco de apresentar recidiva e devem ser submetidos a exames dermatológicos periódicos”, acrescenta Garicochea.

Imunoterapia dobra chance de cura

O melanoma é o tipo de câncer que apresenta maior número de mutações genéticas no DNA do tumor. Essas mutações podem confundir o sistema imunológico do paciente e dificultar a ação de terapias tradicionais. Por isso, a imunoterapia é um dos pilares no tratamento da doença.

“A imunoterapia é o tratamento que promove a estimulação do sistema imunológico por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica. Em resumo, trata-se de um grupo de drogas que, em vez de mirar o câncer, ajuda as nossas defesas a detectá-lo e elas voltam a atacar o tumor como um inimigo. Metade dos pacientes consegue ter uma resposta muito boa com esse tratamento”, afirma o oncogeneticista.

De acordo Garicochea, 3% dos melanomas são hereditários. Ele destaca alguns pontos de atenção que podem indicar propensão à doença, como pessoas que têm grande quantidade de pintas escuras espalhadas pelo corpo; incidência de melanoma em algum parente muito jovem (menos de 35 anos) e mais de dois casos na família (em qualquer idade). Nesses casos, há um teste genético capaz de identificar se há predisposição genética ao melanoma. O teste coleta uma amostra de saliva ou sangue para detectar a presença de genes ligados à doença.

*Com informações da Agência Brasil

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O artigo Câncer de pele melanoma: o que causa e quando devo me preocupar? foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-05-17/cancer-de-pele-melanoma-o-que-e.html

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