Campanha vai vacinar povos indígenas contra infecções graves

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Ministério da Saúde pretende imunizar 114 mil indígenas que vivem em áreas afastadas dos centros urbanos

shutterstock/Reprodução

No último sábado (6), o Ministério da Saúde lançou o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI). A iniciativa busca reforçar a imunização contra infecções graves que atingem essas populações, com o desenvolvimento de ações para alcançar aldeias, áreas de difícil acesso e com baixa cobertura vacinal.

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Com prazo para encerramento em 21 de maio, a campanha de vacinação indígena
irá distribuir 180 mil doses de vacinas contra diversas doenças, como hepatite B, paralisia infantil, difteria, tétano, coqueluche, meningite, influenza, caxumba, febre amarela, HPV e outras.

Para fazer essa mobilização, a pasta irá desembolsar mais de R$ 4,5 milhões em investimentos com logística, transporte e imunobiológicos. São 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) no país e que vão receber uma força-tarefa, para proteger 114 mil indígenas aldeados em todas as regiões do país, incluindo 82 Polos Base, 1.012 aldeias e 138 etnias.

Essa campanha é realizada anualmente pela Secretaria Especial de Saúde Indígena, com o objetivo de ampliar e melhorar a vigilância epidemiológica de doenças que podem ser imunizadas com a vacinação e intensificar atividades de rotina para completar esquemas de vacinação.

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Campanha

Entre os que terão prioridade na imunização estão as pessoas com perfis mais vulneráveis, como crianças de até quatro anos, mulheres em idade fértil e idosos, que vivem em áreas de difícil acesso e onde há baixa cobertura vacinal.

Ficará à critério dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas definir quais as áreas prioritárias de suas regiões. Além da vacina, os DSEIs aproveitarão a oportunidade para realizar várias atividades durante a ação, estre elas: avaliação nutricional, atendimento odontológico, testes rápidos de HIV/Hepatites/Sífilis, consultas de pré-natal e exames laboratoriais e clínicos, aplicação de vitamina A, palestras educativas, entre outras coisas.

Estrutura

Para essa ação, mais de três mil trabalhadores foram envolvidos, sendo mais da metade Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN). Além disso, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal, que integram as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) também compõem a equipe.

Por estarem localizadas em áreas de acesso mais restrito, a logística da campanha conta com a disposição de transportes das equipes e insumos até as aldeias, por meio de carro, barco, helicóptero ou avião.

A vacinação indígena é uma ação que acontece no mundo todo. Mesmo com a dificuldade que vai além da locomoção e acesso aos povos, incluindo os problemas com acondicionamento, conservação e transporte das doses de remédios.

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