Brasil é o primeiro país a implantar política publica de profilaxia de HIV

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Além do Brasil, México e Peru também irão aderir às medidas de prevenção contra o vírus HIV

shutterstock/Reprodução

Na última quarta-feira (12) um novo método para diminuir as chances de transmissão do vírus HIV passou a ser implantado no país. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o projeto de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (ImPrEP) também terá impacto internacional.

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Para começar, 7,5 mil brasileiros, mexicanos e peruanos que não foram infectados pelos vírus HIV
serão atendidos. A inciativa torna o Brasil a primeira nação a utilizar o esquema de profilaxia, ou seja, procedimentos com medidas preventivas para a preservação da saúde da população, como um tipo de política pública.

As drogas antirretrovirais serão administradas todos os dias para evitar a contaminação. De acordo com a diretora do INI/Fiocruz, Valdiléia Veloso, o público-alvo da medida preventiva são homens que mantem relações sexuais com homens e mulheres transexuais e travestis.

A partir de agora, nos locais públicos que oferecem os testes para identificar o vírus, pessoas que forem identificadas como parte do grupo de risco também serão informadas sobre o ImPreP e incentivadas a participar do programa.

O Ministério da Saúde vai doar os antirretrovirais para os estados do Amazonas, de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, do Rio de Janeiro, Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A partir de setembro, 3 mil brasileiros deverão receber as doses.

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Um dos principais objetivos do ImPreP é reduzir as infecções em território nacional, que chegam a 44 mil casos por ano. Em 2015, 830 mil pessoas estavam vivendo com o vírus no Brasil, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

A medida será mantida por três anos, e contará com a participação de instituições de ensino, pesquisas dos três países e financiamento de US$ 20 milhões da Unitaid, uma iniciativa global sem fins lucrativos que atua no incentivo de novos métodos para prevenir, diagnosticar e tratar a Aids, tuberculose e malária.

Teste rápido

Até o final deste mês o autoteste que funciona para detectar o vírus vai estar disponível para venda em todas as farmácias do Brasil. No Rio de Janeiro, onde o produto já pode ser encontrado, está sendo comercializado pelo custo médio de R$ 70.

Para adquirir, não será preciso ter prescrição médica, e o resultado sai em 10 minutos. Caso dê positivo para a infecção pelo vírus HIV, é importante que a pessoa procure uma unidade de saúde, para realização de mais exames que poderão ter um diagnóstico mais preciso. “O teste da farmácia não é confirmatório. Com o autoteste positivo, deve-se buscar imediatamente a unidade de saúde para fazer novos testes confirmatórios”, explicou a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.

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