Bactéria hospitalar não consegue ser eliminada com álcool, mostra pesquisa

Veja a matéria completa sobre Bactéria hospitalar não consegue ser eliminada com álcool, mostra pesquisa e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Álcool usado para higienizar as mãos pode não estar conseguindo eliminar bactéria hospitalar

shutterstock

O álcool usado para lavar as mãos pode não estar conseguindo fazer seu papel tão bem assim. Um estudo envolvendo amostras de hospitais australianos mostrou que uma espécie de bactéria hospitalar multirresistente, responsável por infecções nesses ambientes, está cada vez mais tolerante ao composto orgânico.

Leia também: Imunobiótico: nova droga promete acabar com bactérias resistentes a antibióticos

A análise sugere que a bactéria hospitalar
da espécie Enterococcus faecium
está se adaptando ao álcool, uma das ferramentas mais baratas e populares utilizadas para o combate a infecções nas unidades de saúde.

Com o aumento de espécies bacterianas cada vez mais resistentes em hospitais, profissionais da área da saúde estão cada vez mais atentos aos procedimentos de higiene para evitar infecções aos pacientes.

Contudo, o número de infecções por Enterococcus faecium
continua crescendo, mesmo com uso de desinfetantes à base de álcool isopropílico ou etílico, e representam uma das principais causas de infecções hospitalares
.

Leia também: Despejo de remédios na natureza provoca resistência de bactérias a antibióticos

Bactéria hospitalar sobrevive à exposição de álcool


Hospitais devem reforçar os esforços para diminuir a resistência da bactéria hospitalar

shutterstock

Para verificar se o E. faecium
estaria resistindo aos álcoois usados para lavar as mãos, a pesquisadora Sacha Pidot e sua equipe avaliaram 139 amostras isoldas da bactéria, coletadas em 1997 e 2015 de dois hospitais em Melbourne, na Austrália, e acompanharam como cada um sobreviveu à exposição de álcool
isopropílico diluído.

Os testes foram feitos da seguinte maneira: os autores limparam as gaiolas de camundongos com esse tipo de álcool e despejaram as diferentes amostras da bactéria no local. Assim, eles avaliaram qual ano se referiam as bactérias tolerantes – e que colonizaram melhor o organismos dos camundongos.

Os pesquisadores puderam verificar que todos os exemplares coletados após 2009 ficaram mais tolerantes ao álcool, comparados às populações de bactérias mais antigas.

Ao analisarem o genoma bacteriano, foi possível constatar que os exemplares tolerantes apresentaram mutações em genes que no metabolismo que conferiam maior resistência ao álcool.

Leia também: Calcinhas e cuecas mal higienizadas podem abrigar até 10 mil bactérias e fungos

Apesar de ser recomendado que outros hospitais ao redor do mundo sejam testados para que a conclusão seja tomada de maneira mais embasada, os resultados indicam que os esforços globais para diminuir a resistência da bactéria hospitalar
devem levar em conta os micróbios que se adaptam às drogas e também ao álcool e outros ingredientes dos desinfetantes.

O artigo Bactéria hospitalar não consegue ser eliminada com álcool, mostra pesquisa foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-08-01/bacteria-hospitalar-resistente-alcool.html

Deixe uma resposta