Asma: apenas metade faz tratamento e 91% acham que doença está sob controle

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Uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Boehringer Ingelheim e feita pelo Ibope com 2.010 brasileiros entre 18 e 65 anos de todas as regiões do Brasil, mostrou que 44% dos entrevistados informaram ter algum tipo de doença respiratória, sendo que 15% declararam ter asma. No entanto, apenas 53% das pessoas que têm asma disseram fazer algum tipo de tratamento. Quem procura ajuda são aqueles com o tipo grave da doença, que pode levar à morte. Mesmo na forma mais leve, no entanto, a asma pode trazer consequências e lesionar os pulmões.

A asma é uma doença respiratória que causa inflamação no pulmão, no local pelo qual passa o ar inspirado. Com isso, há acúmulo de secreções e essas vias se estreitam, podendo mesmo até fechar, causando uma parada respiratória. No Brasil, uma pessoa morre a cada quatro horas em decorrência de uma crise de asma.  Para 61% dos pesquisados a asma é percebida como uma doença grave.

Mais comum em mulheres – 46% daquelas com problemas respiratórios declararam ter asma contra 39% dos homens – os sinais ainda aparecem na primeira infância, segundo o pneumologista da Unifesp, Clystenes Odyr Soares. O período entre o nascimento e os cinco anos de idade, por exemplo, é o que concentra a maioria dos casos.

A pesquisa mostrou que 91% dos entrevistados asmáticos consideram que a doença está controlada. No entanto, quando questionados sobre as limitações que a asma traz no dia a dia, as respostas indicam que não é bem assim. Essa falta de controle medicamentoso traz riscos à saúde, diz Soares.

“O asmático diz que está tudo bem, mas quando avaliamos com uma prova de função pulmonar vemos que ele tem broncoespasmo, vemos a intensidade da inflamação e que a doença está em atividade”, diz o médico.

“A asma é progressiva. Aquele pulmão vem se mantendo inflamado e pode ir se deteriorando. O asmático que não trata tem um processo de remodelamento brônquio, em que os canais vão ficando mais duros e espessos, dificultando a chegada do medicamento no local. Mesmo se chegar, o doente não responde mais”, alerta o pneumologista.

Ao contrário do que muitos pensam, fazer exercícios físicos é benéfico para quem tem asma. Segundo Soares, a atividade promove a liberação de adrenalina, que ajuda na respiração. O paciente, no entanto, deve estar medicado antes de praticar qualquer atividade física.

“O exercício pode desencadear o broncoespasmo, mas a asma não é a doença do ‘não’”, diz o pneumologista, afirmando que o asmático pode viver uma vida normal, desde que se cuide e siga a recomendação médica.

As razões para o surgimento da asma ainda não estão completamente elucidadas, mas os médicos sabem que há componentes genéticos envolvidos, além daqueles ambientais, como a poluição, o cigarro, os ácaros e o vírus sincicial respiratório.

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