Após meses com dores, mulher retira cisto no ovário gigante de 22,6 quilos; veja

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Kayla Rahn retirou o cisto no ovário de mais de 20 quilos em maio deste ano após sofrer de dor durante meses

Reprodução

Depois de meses com problemas estomacais inexplicáveis, dores e ganho de peso, a americana Kayla Rahn finalmente descobriu a resposta para o que estava afetando seu corpo: um cisto no ovário gigante, que pesava mais de 22,6 quilos.

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Sem saber sobre a existência do cisto no ovário
, Rahn conta que teve problemas sérios no estômago, que persistiram durante muitos dias e afetaram até mesmo simples atividades diárias, como uma caminhada curta. “Eu não podia nem andar até meu carro sem perder o fôlego”, disse em entrevista à rede de televisão NBC
.

No início, quando procurou atendimento médico, diversos profissionais lhe afirmaram que a solução para seu problema era a perda de peso. “Eu fiquei tentando perder peso há cerca de um ano, mas, na verdade, eu estava ganhando peso”, lembrou.

O quadro de saúde da norte-americana estava se agravando e Rahn, que é cantora e tem 30 anos, começou a ter sua autoestima afetada também. Pessoas estranhas faziam comentários sobre seu corpo que colaboravam para que a situação ficasse cada vez mais difícil de lidar.

“Eu realmente parecia com uma grávida de 9 meses. Uma vez eu e meu companheiro fomos jantar e alguém me perguntou se eu estava esperando por gêmeos. Foi muito decepcionante e rude ouvir aquilo”, contou.

Quando a dor no estômago passou a ficar insustentável, em maio deste ano, a mãe de Rahn a levou para o pronto-socorro do Hospital Jackson, em Montgomery, capital do Alabama, nos Estados Unidos.

Lá, os médicos olharam com mais atenção para o caso e, após uma série de exames, foi detectada uma grande massa em um de seus ovários. A equipe ficou realmente surpresa com o tamanho do cisto no corpo da cantora, e precisou interná-la para realização da retirada.


Cisto no ovário de Rahn chegou a pesar 22,6 quilos, de acordo com os especialistas do Jackson Hospital

Divulgação/Jackson Hospital

Ela foi imediatamente submetida a uma cirurgia. Segundo o médico que liderou a operação, o Dr. Gregory Jones, o diagnóstico técnico de sua condição é um cistoadenoma mucinoso. Um tumor benigno que, em termos populares, se parece com uma bola cheia de mucina, que é a glicoproteína principal do muco e responsável por sua viscosidade.

De acordo com Jones, o cistoadenoma mucinoso é uma condição bastante comum, no entanto, o tamanho do cisto de Rahn era surpreendente. “Este é um dos maiores que já vi e removi”, declarou o cirurgião. “Estamos muito felizes porque as coisas correram bem para a paciente.”

Agora, recuperada do procedimento, a americana fala que se sente bem melhor. “Assim que cheguei em casa e consegui me mexer um pouco, experimentei todas as camisas que tinha e foi incrível”, contou empolgada.

Rahn espera que falar sobre sua história encoraje outras pessoas a ouvirem os sinais que seus corpos dão quando algo não parece certo.

Oito anos com cisto no ovário


Mulher afirmou que não se submetia à cirurgia para retirada do tumor por

Reprodução/Facebook

O caso da americana, apesar de grave, foi menos sofrido do que o da costa-riquenha Sonia López, de 57 anos. Depois de oito anos evitando a cirurgia, ela precisou encarar um procedimento de emergência para retirar um tumor gigante de seu ovário
, que já havia sido responsável por aumentar em 80% seu abdômen e estava esmagando seus intestinos, fígado e diafragma.

O procedimento que envolveu cinco cirurgiões conseguiu ser bem sucedido e a equipe conseguiu remover uma enorme massa tumoral, que pesava mais de 30 quilos. Para o cirurgião Pablo Sibaja, que realizou a operação, esse trata-se do maior tumor já retirado de um paciente.

Os médicos afirmam que Sonia está se recuperando bem e aguardando resultados para determinar se o crescimento é cancerígeno. “Eu sinto que nasci de novo”, afirmou ela ao Daily Mail
.

Moradora da cidade de Tibas, em San José, a mulher conta que estava se sentindo muito cansada, o que a estava deixando mal antes da cirurgia.

Recorde mundial


Tumor tinha mais de 30 quilos, de acordo com a equipe médica que retirou a massa

Reprodução/Hospital Mexicano San José

O cirurgião conta que é relativamente comum ver tumores gigantes, porém esse é o maior que ele já teve conhecimento. “Vemos três ou quatro tumores gigantes todos os anos, mas nunca algo tão grande. Este é maior do que o registrado no Livro Guinness dos Recordes, onde o tumor mais pesado é de 30 quilos e este foi de 34 quilos”, conta Sibaja.

O médico explica que o tumor cresceu de forma desordenada e rápida em um curto espaço de tempo, pois, apesar de Sonia ter vivido quase uma década com ele, só sentiu que estava crescendo há pouco tempo. “Esses tumores que crescem tão rapidamente não são normalmente malignos, porque se fossem, a paciente já teria morrido durante esses oito anos desde que o tumor foi detectado”, explica.

Sibaja ainda disse que tumores gigantes são muito mais comuns em mulheres porque seus corpos são projetados para levar mais peso em seus abdômen do que os homens.

Um porta-voz do Serviço de Segurança Social costarriquenho, que criou imagens do tumor depois de ter sido removido, descreveu o procedimento como “incrível”.

Ouça seu corpo


Mesmo sendo avisada que não era nada demais pelos médicos, a jovem sabia que algo estava errado

Reprodução

De acordo com a literatura médica, os cistos ovarianos costumam desaparecer em poucos meses e não apresentam sintomas visíveis. Eles podem ser diagnosticados por meio de exames ginecológicos de ultrassom.

Em alguns casos, o que pode acontecer é irregularidades na menstruação, dor durante a relação sexual ou funcionamento irregular do intestino. Dores nas costas, na parte inferior do abdômen, pélvis ou vagina podem aparecer também.

No caso da neozelandesa Keahnee Tioke, 23 anos, que teve que ser operada para retirar um cisto de quase 30 centímetros e 5 quilos
, a negligência médica fez com que hoje ela seja infértil. Atualmente, a ela faz campanha para que as mulheres escutem seus corpos e não ignorem quando sentirem que há algo de errado. “Se os médicos tivessem me transferido para um especialista na primeira vez que fui ao hospital, em 2016, nunca estaria nesta situação”, conta ela.

Os médicos consultados pela neozelandesa não quiseram comentar o caso, mas afirmaram que ela foi encaminhada para fazer exames de sangue e a paciente recusou. Keahnee afirma que lhe disseram que estes resultados estavam em relação a deficiências vitamínicas e não aos cistos ovarianos, por isso não se preocupou em realiza-los.

Os médicos estão revisando o motivo pelo qual Keahnee, que teve diagnóstico tardio de cisto no ovário,
não foi encaminhada para um especialista em outubro de 2016.

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