“Alguns pais ainda escondem seus filhos”, diz pai de menina com Síndrome de Down

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A chegada de uma criança é um acontecimento muito importante que faz a família se preparar e planejar em prol do (a) novo (a) integrante. Mas, às vezes, as coisas não saem como o esperado. Complicações médicas e diagnósticos de deficiência, como Síndrome de Down, dificuldade de aprendizado, cegueira e surdez, podem criar outra realidade e lançar um desafio para os pais, que muitas vezes não sabem como agir.

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O advogado e professor universitário César Eduardo Lavoura Romão é pai de Maria Eduarda, uma menina de 5 anos que possui Síndrome de Down
. A convivência e os desafios enfrentados ao lado da filha fizeram com que ele e a esposa, Orlene Anunciação Lavoura Romão, percebessem as dificuldades e barreiras que as crianças com deficiência enfrentam.


César, a esposa Orlene e a filha Maria Eduarda

Arquivo pessoal

“A gente percebe que alguns pais ainda escondem seus filhos e isso limita o desenvolvimento. Eu e minha esposa tomamos a decisão de contar para conscientizar, mostrar para a sociedade a causa visando superar barreiras e preconceitos. Claro que tomando muito cuidado porque é uma criança”, explica César.

Foi a vontade de transformar a realidade das crianças com deficiência que levou o advogado a participar do IN Movimento Inclusivo, um projeto social desenvolvido a partir de uma ideia de plataforma digital voltada para educação de pessoas com deficiência e dificuldades de aprendizado, criada por um grupo de designers, alunas da Faculdade Belas Artes, localizada em São Paulo.

“Hoje a Maria Eduarda vai para a escola, tem o apoio de psicóloga, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e faz natação e judô. Isso ajuda muito no desenvolvimento dela, mas é caro e muitas famílias não têm condições de arcar. O IN Movimento Inclusivo vem com o objetivo de, usando de criatividade, pensando diferente e incluindo fora da caixa, diminuir ou excluir os ônus suportados por familiares, escolas e terapeutas”.

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O incentivo e estímulo são capazes de mudar a realidade de crianças com Síndrome de Down

Arquivo pessoal

Dessa forma, o projeto se divide em algumas frentes específicas para incentivar a cultura, educação e empregabilidade, garantindo os direitos das pessoas com deficiência. Os núcleos são: IN School, IN Company, IN Law e a plataforma digital IN Educação Inclusiva.

O primeiro SIN (Seminário Inclusivo) do projeto aproveitará o Dia Internacional da Síndrome de Down, que acontece na próxima quarta-feira (21). O evento será sobre os desafios da Educação Inclusiva e destinado aos profissionais da área de educação e familiares de crianças com ou sem deficiência. As inscrições deverão ser feitas pelo site
. Assista ao vídeo do projeto.

Para César, a educação inclusiva, atitude que tira as crianças com deficiências de escolas especializadas e as coloca em convivência com outras crianças, permite que todos aprendam. Na visão dele, ações e eventos parecidos com os propostos pelo In Movimento na semana da Síndrome de Down e no dia a dia serão percebidos daqui a alguns anos. “Quando aquelas crianças que foram educadas junto com pessoas com deficiência tomarem a frente de empresas, do governo, vamos perceber o quanto é rica a convivência. O que para pessoas das outras gerações era algo diferente, para essa será comum. Podemos transformar o país devido a naturalidade”, conclui.

O artigo “Alguns
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