Agentes investigam origem do surto de toxoplasmose no Rio Grande do Sul

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Agentes analisam casos de toxoplasmose no Rio Grande do Sul

Pixabay/Creative Commons

O Ministério da Saúde informou que colocou uma equipe para trabalhar em campo em parceria com agentes do governo do Rio Grande do Sul e da prefeitura de Santa Maria na investigação do surto de toxoplasmose identificado no município gaúcho.

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Segundo a pasta, nesta terça-feira (18) uma reunião com a equipe de investigação e gestores locais será realizada para avaliar os resultados analisados entre domingo (17) e hoje sobre os casos de toxoplasmose
.

A informação oficial do ministério é de que até o dia 7 de junho, foram confirmados, laboratorialmente, 88 casos de toxoplasmose com indício de infecção recente. Já a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul
confirma pelo menos 510 casos

da doença. O órgão afirma que há ainda, em investigação, 212 casos suspeitos.

Além do monitoramento do surto, a pasta informou que implementa ações como: orientações técnicas para notificação, diagnóstico e tratamento; disponibilização de contato permanente com médicos especialistas na doença; e aquisição de insumos para a realização de análises laboratoriais.

“Além de identificar as pessoas doentes, o Ministério da Saúde tem que identificar qual a fonte de infecção, para checar se há algum risco de repetição”, destacou a pasta, por meio de nota.  

Água analisada

No início de junho, foram coletadas sete amostras de água em Santa Maria. Quatro foram retiradas de açudes, duas de poços artesianos e uma em vertente d’água. Os técnicos também recolheram duas amostras de lodo dos reservatórios de água e duas de água dos reservatórios em localidades onde existem registros de casos confirmados.

O material foi encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul para análise em primeira triagem. De lá, as coletas serão encaminhadas para a Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, na próxima semana. Os resultados devem ser divulgados em até 15 dias.

Doença

Conhecida como doença do gato, a toxoplasmose, de acordo com o Ministério da Saúde, é causada por um protozoário e apresenta quadro clínico variado – desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.

A infecção em humanos ocorre por três vias: contato direto com solo, areia e latas de lixo contaminados com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua ou mal cozida infectada (sobretudo carne de porco e de carneiro), e infecção transplacentária durante a gravidez.

A doençae não pode ser transmitida de humano para humano, com exceção das infecções intrauterinas. De acordo com a pasta, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação são infectados.

A orientação para se prevenir a toxoplasmose
 é evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos, eliminar as fezes de gatos infectados em lixo seguro, proteger as caixas de areia, lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada e evitar o contato de grávidas com gatos.

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*Com informações da Agência Brasil

O artigo Agentes investigam origem do surto de toxoplasmose no Rio Grande do Sul foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-06-18/toxoplasmose-investigacao.html

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