A Cura da AIDS já Existe?

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Uma de nossas leitoras me questionou sobre a existência ou não de uma possível “cura” da AIDS, estória que está sendo divulgada em redes sociais e que despertou sua curiosidade, por ter um parente HIV positivo. O que há de fato, como informação concreta, é que estamos bem próximos de alcançar a cura e que ela segue dois eixos principais de estudos, que se sustentam em casos reais de cura.

Esses dois eixos são baseados em pacientes como Timothy Ray Brown, soropositivo, que foi “curado” após se submeter a um tratamento contra leucemia. Já o outro é baseado em um grupo classificado como “controladores”, que são pessoas cujos corpos parecem conseguir evitar a infecção por HIV.

Timothy Brown, um homem de 40 anos, era soropositivo quando desenvolveu leucemia. Quando ele achou que isto iria acabar com suas chances de vida, eis a grande surpresa! Brown precisou de uma série de intervenções médicas,como acontece com todos os pacientes de leucemia, incluindo irradiação de corpo e dois transplantes de medula. O diferencial foi que o doador compatível com Brown, tinha uma mutação no gene CCR5 que atua como porta de entrada do vírus HIV nas células.

As pessoas “SEM” o CCR5  são imunes ao HIV pois, na ausência desta porta, o vírus não consegue penetrar nas células. O resultado disso, foi que 5 anos após os transplantes, Brown permanece sem tomar medicamentos antirretrovirais e livre de uma nova irrupção do vírus, ou seja, ele pode ser o primeiro paciente já documentado aparentemente curado de uma infecção por HIV, segundo Javier Martinez-Picado, do Instituto de Pesquisas sobre Aids IrsiCaixa, na Espanha.

O problema é que estas intervenções médicas as quais Brown foi submetido são tão complexas e arriscadas (e também CARAS), que não poderiam ser aplicadas em grande escala!

Já o grupo chamado de “controladores” impulsionam as pesquisas para outro eixo. Deste grupo alguns têm exames positivos para o HIV mas não possuem o vírus no sangue, mesmo sem tratamento, outros tipos de controladores são pessoas que são infectadas, começam o tratamento e elas simplesmente conseguem abandonar o tratamento sem provocar a irrupção do vírus.

Além destes dois caminhos de estudos, surgiu recentemente um estudo pequeno e restrito, feito com oito pacientes soropositivos que tomavam antirretrovirais, demonstrou como o medicamento para o linfoma Vorinostat pode ativar e alcançar o vírus adormecido. As pessoas deste grupo que tomaram o medicamento tiveram uma elevação de 4,5 vezes nos níveis das células “ajudantes” que comandam ataques contra as infecções, o que evidencia que o vírus está sendo desmascarado, abrindo o caminho para uma nova estratégia para atacar a infecção.

O grande problema: “Para cada pessoa que inicia um tratamento, dois novos indivíduos são infectados com HIV”, segundo Javier Martinez-Picado. Pensando nisso, a empresa “Claro” lançou a iniciativa (Claro)RED em conjunto com a campanha (RED) RUSH TO ZERO que buscauma geração livre da AIDS até 2015. Um dos principais objetivos da instituição é ajudar a eliminar a transmissão do vírus da AIDS de mãe para filho. A Claro Brasil reuniu os fabricantes de celulares Sony Mobile e Nokia para comercializar produtos que contribuirão para a obtenção de recursos para apoiar essa causa. Estes produtos estão sendo comercializados nas lojas da Claro em todo o país e todos os consumidores que comprarem vão contribuir com a causa. Neste momento, é importante o apoio das empresas privadas, pois o controle da epidemia ainda é o maior problema.

A América Móvil e a Claro decidiram contribuir com US$ 1 milhão anualmente até 2015 para ajudar o projeto. Estes recursos apoiarão os financiamentos do Fundo Global na África e na América Latina. Para outras informações sobre esta iniciativa e sobre a linha de produtos e serviços relacionados, visite: www.claro.com.br/RED

A coluna de saúde do portal IG, tem um artigo ótimo sobre mitos e verdades da AIDS, por Bruno Folli:

AIDS e HIV são a mesma coisa?

Errado. AIDS é a doença causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico do portador. É possível passar muitos anos com o vírus e sem a doença manifestada. Mas isso não impede sua transmissão por relações sexuais ou pelo contato com sangue contaminado.

Ainda existem grupos de risco?

Errado. Hoje existem comportamentos de risco, como sexo desprotegido, uso de drogas injetáveis, contato com sangue ou com objetos cortantes contaminados. A ideia dos grupos de risco surgiu no início da epidemia, quando a doença se alastrava entre homossexuais, hemofílicos e dependentes químicos. Mas essa distinção logo se mostrou inapropriada.

Sexo oral transmite HIV?

Certo. O contato com os fluídos durante o sexo oral pode transmitir o vírus HIV. Tal prática deve ser realizada com preservativo.

O risco de contágio pelo sexo anal é maior?

Certo. Como a mucosa anal é mais frágil do que a vaginal, o risco de contágio é maior.

Toda gestante soropositiva vai transmitir o vírus HIV durante o nascimento?

Errado. É possível evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) com pré-natal adequado. A mãe deve ter baixa carga viral e boa imunidade. São ministrados antirretrovirais ao longo da gestação.

A camisinha é segura contra o vírus HIV?

Certo. Estudos norte-americanos já ampliaram o látex, material do preservativo, em 30 mil vezes e não detectaram nenhum poro pelo qual o vírus pudesse passar. A camisinha continua sendo o método preventivo mais recomendado porque também evita outras doenças sexualmente transmissíveis e serve como forma barata e simples de evitar uma gravidez indesejada.

A manifestação da AIDS pode ser fatal para o portador?

Certo. A doença é marcada pela fase mais avançada da infecção, quando a imunidade se torna muito baixa e permite o ataque de doenças oportunistas. Debilitado, o paciente pode não resistir a problemas como hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Mas há como impedir isso. Se o vírus for detectado na fase em que os sintomas não se manifestaram, é possível começar o tratamento para fortalecer o sistema imunológico e enfraquecer o vírus. Por isso é recomendado o teste sempre que a pessoa for exposta a alguma situação de risco.

Uma pessoa pode ser acusada na Justiça de transmitir o vírus HIV ao seu parceiro?

Certo. Existe essa possibilidade, mas ela requer algumas condições bem específicas. É preciso provar que houve intenção de contaminar o parceiro e que ele foi, de fato, contaminado ou exposto ao risco. A questão é polêmica e divide especialistas. O Ministério da Saúde, por exemplo, é contrário à criminalização do portador por julgar tal postura favorável ao aumenta da discriminação.

Quem é portador do HIV deve sempre revelar sua condição?

Errado. Como existe muita discriminação em torno da aids, os especialistas recomendam revelar a condição apenas quando o portador se sentir seguro para isso. O mesmo vale para relações amorosas, embora revelar a situação ao parceiro seja uma forma de compartilhar as dificuldades e de ter apoio contra a doença.

A AIDS também ameaça pessoas casadas ou em relacionamentos estáveis?

Certo. “A sociedade ainda é muito machista e permite ao homem determinados comportamentos não permitidos às mulheres”, afirma o sanitarista Artur Kalichman, adjunto do Programa DST/AIDS. Ele explica que as relações extraconjugais, muitas vezes, são a causa da entrada do vírus em relações estáveis. Cabe ao casal, segundo ele, estabelecer formas de prevenção e elos de confiança.

Os homossexuais têm uma prevalência alta do vírus HIV?

Certo. “Ela está em torno de 10% no País”, conta Kalichman. “Não é discriminação, é uma constatação que nos mostra a necessidade de políticas públicas voltadas a este público”, completa.

A circuncisão reduz o risco de contágio do HIV?

Certo. Pesquisas indicam que a circuncisão pode reduzir em cerca de 50% o risco de contágio em homens heterossexuais. Contudo, a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativos.

Um beijo na boca pode transmitir HIV?

Errado. Isso só vai acontecer se a pessoa estiver com sangramento considerável, pois a saliva tem várias substâncias prejudiciais ao vírus. O risco é menor de 0,1%.

O “coquetel do dia seguinte” pode impedir o contágio após exposição ao vírus?

Certo. Mas nem sempre a medida é eficaz. Os antirretrovirais são usados na prevenção da transmissão vertical (mãe para filho, no nascimento) e em caso de violência sexual e de exposição de profissionais de saúde. Seu uso deve ser feito até 72 horas após a exposição.”

O artigo A Cura da AIDS já Existe? foi originalmente publicado em http://www.produtosdebeleza.com/a-cura-da-aids-ja-existe.html

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