Como cuidar das unhas postiças – em Esmalte

Saber cuidar das unhas artificiais é fundamental para mantê-las sempre lindas e saudáveis

Reportagem: Camila Saipp



como cuidar das unhas postiças

Passar pela avaliação de um especialista é essencial antes de
aplicar as unhas postiças
Foto: Caio Mello 

Ter unhas compridas e bonitas já não é mais uma tarefa tão difícil assim. Depois que surgiram as unhas postiças, até quem tinha mania de roê-las conseguiu driblar o problema e conquistar aquelas mãos invejáveis dignas de artistas de Hollywood, já que as “garras” postiças são capazes de esconder unhas curtas, quebradiças e fracas.

Mas ao contrário do que muitos pensam, não é todo mundo que pode sair por aí, do dia para a noite, colando unhas postiças em cima das naturais. De acordo com a dermatologista Valéria Marcondes, é necessário consultar um especialista para uma avaliação antes de realizar o procedimento: “Existem diversas doenças que acometem diretamente as unhas e elas também podem exibir sinais de doenças sistêmicas (doenças de outros órgãos do corpo).  Além disso, algumas pessoas podem ser alérgicas às substâncias existentes na cola ou na própria unha postiça. Nestes casos, seu uso está contraindicado e o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista”.


Além da consulta com especialista, alguns outros procedimentos devem ser realizados nas unhas naturais antes da aplicação das postiças. A Dra. Andrea Traira, dermatologista da Clínica Liliane Oppermann, aconselha: “A superfície das unhas naturais não deve ser lixada antes da aplicação das artificiais para não enfraquecê-las. Evite também tirar as cutículas, pois isto pode aumentar o risco de infecção. Por último, atente-se para colá-las corretamente, pois espaços entre a unha natural e a postiça geram um ambiente quente e úmido que pode favorecer o aparecimento de infecções fúngicas”.

Realizados todos esses procedimentos pré-aplicação, é hora de atentar-se para os cuidados na manutenção, como higienizá-las corretamente e retirá-las na hora e de maneira adequada. “Geralmente as unhas postiças duram entre duas a quatro semanas. Depende muito do tipo (plástico ou acrílico, gel ou porcelana) e dos cuidados com as mesmas. Quando começam a descolar ou apresentam qualquer alteração na sua coloração, é indicado removê-las. Lembrando que deve haver um intervalo de 15 a 30 dias entre a remoção e uma nova aplicação”, indica a Dra. Valéria. “Deve-se usar um solvente específico para a cola utilizada e nunca tentar arrancá-las. Os cuidados de limpeza são os mesmos para unhas naturais e postiças”, completa.

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Estudo confirma decadência do sêmen em toda a França

Veja a matéria completa sobre Estudo confirma decadência do sêmen em toda a França e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.

AFP

Uma queda “significativa” da concentração de espermatozóides no sêmen e da qualidade deste, entre 1989 e 2005, na França, foi confirmada por um novo e vasto estudo realizado com mais de 26.600 homens.

“Até onde sabemos, trata-se do primeiro estudo que demonstra uma redução grave e geral da concentração do sêmen e de sua morfologia na escala de um país e durante um período importante”, indicam os autores, que publicam seus resultados nesta quarta-feira na revista europeia Human Reproduction.

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AFP / Philippe Desmazes

“Isto é uma advertência séria”, acrescentam, ressaltando que “a relação destes resultados com o ambiente precisa ser determinada”.

Esta pesquisa confirma outras anteriores, mais limitadas, que já mostravam uma diminuição similar na concentração e qualidade do sêmen nos homens franceses.

“Este é o maior estudo realizado na França e provavelmente no mundo, se levarmos em conta que trabalhamos com uma amostra representativa da população geral”, disse à AFP a doutora Joelle Le Moal, epidemiologista do Instituto de Vigilância Sanitária francês.

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No período de 17 anos (1989-2005) estudado, a diminuição é significativa e contínua (1,9% anual), o que leva a uma redução total de 32,2% na concentração espermática (milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen). Em um homem de 35 anos, nestes 17 anos, a contagem de espermatozóides passou de 73,6 milhões/ml para 49,9 milhões/ml em média. Além disso, o estudo mostrou uma redução significativa de 33,4% na proporção de espermatozóides com forma normal no mesmo período.

Para formar o grupo de mais de 26.000 homens, os pesquisadores utilizaram a base de dados de usuários do programa de ajuda à procriação (APM) da associação especializada Fivnat, que coletou até 2005 os dados de 126 centros de APM.

As amostras de sêmen provêm dos casais com mulheres completamente estéreis (obstrução ou ausência das tropas de Falópio), o que significa que estes homens não foram selecionados com base em seu nível de fertilidade, o que os aproxima da população geral.

As concentrações de esperma fértil permanecem no padrão médio da OMS (mais de 15 milhões/ml), afirma a doutora Le Moal.

Mas, segundo alguns estudos, as concentrações abaixo de 55 milhões/ml influenciam negativamente no tempo necessário para procriar, embora isso, que reflete a fertilidade de um casal, também dependa de outros fatores, socioeconômicos e de comportamento (por exemplo, o momento das relações sexuais em relação ao período fértil), explicou.

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Por último, esta diminuição da qualidade do esperma na realidade pode ser ainda mais importante pelo fato de a população estudada ter, a priori, menor tendência a fumar ou à obesidade, dois fatores conhecidos por afetar a qualidade do sêmen, segundo os pesquisadores.

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Saiba como atuam os antidepressivos e quando seu uso é necessário – em Mulher de Corpo

Reportagem: Monique Zagari Garcia



antidepressivos

Os antidepressivos atuam no sistema nervoso, corrigindo falhas químicas que provocam as

alterações de humor

Foto: Felipe Lessa (Abá Mgt)

É claro que é normal ter dias tristes e difíceis ou passar por uma fase angustiante – são respostas naturais aos acontecimentos da vida, sintomas passageiros. Mas e quando, além da tristeza, a pessoa perde o prazer pela vida e não consegue retomar suas atividades por um longo período? Fique atenta, pois estes sintomas podem sinalizar a depressão, doença que merece a atenção das mulheres pelo fato de atingir muitas delas e que, quando não diagnosticada, pode gerar sérias consequências. Um dos métodos para tratar a depressão (principalmente as que apresentam sintomas graves) é o uso de antidepressivos, medicamento prescrito por médicos que visa tratar o problema. Mas como reconhecer a necessidade de fazer uso deste tratamento? Confira abaixo o que os especialistas têm a dizer:

Humor deprimido na maior parte do dia, perda ou ganho significativo de peso sem estar em dieta, diminuição ou aumento do apetite, quadros de insônia ou hipersonia muito frequentes, agitação ou retardamento psicomotor quase todos os dias, fadiga ou perda de energia, sentimento de inutilidade, culpa excessiva/inadequada, falta de concentração e pensamentos de morte recorrentes (não só medo de morrer, mas ideação suicida) são os principais sintomas que se deve ficar atenta para reconhecer a depressão e a necessidade de tomar antidepressivos”, aponta a psicoterapeuta cognitivo-comportamental Thaís Petroff Garcia (SP). A expert ainda ressalta a importância de a pessoa avaliar o quanto estes sintomas estão dificultando ou impedindo que ela mantenha sua rotina habitual: “Dependendo da intensidade dos mesmos, caso a pessoa ainda consiga manter suas atividades, pode-se buscar ajuda na psicoterapia para trabalhar as causas que desencadearam a depressão e, diante disso, tratá-la sem a necessidade de tomar antidepressivos”, completa.


A partir do momento em que os sintomas começam a atrapalhar a rotina da pessoa, que já não rende mais tão bem em suas atividades e se afasta cada vez mais do convívio social, o primeiro passo é procurar um psiquiatra: “O especialista fará uma avaliação completa na pessoa e escolherá o antidepressivo mais adequado, levando em conta as características do paciente e os sintomas apresentados (se tem o apetite aumentado ou diminuído, se já toma remédios para problemas do coração, se sofre de insônia, entre outros fatores)”, explica o psiquiatra Deyvis Rocha (SP).

Segundo o especialista, existem vários antidepressivos no mercado, todos bem parecidos em termos de efeito terapêutico, mas com diferenças marcantes no perfil de efeitos colaterais. Deyvis explica como atuam: “Os antidepressivos atuam no sistema nervoso, agindo nos neurotransmissores chamados serotonina, noradrenalina e dopamina de diferentes maneiras, mas todas estas com o resultado final de aumentar a oferta dessas substâncias nas sinapses. O aumento dos neurotransmissores melhora os sintomas de tristeza, desânimo e todos os demais que acompanham a depressão. É importante frisar que estes não são remédios que trazem a felicidade ou que impedem a ocorrência da tristeza. Os pacientes apenas vão se livrar da depressão, mas vão continuar se sentindo tristes quando algum fato ruim lhes acontece”, informa.

A psicóloga do Hospital São Camilo (SP) Rita Calegari deixa claro que, uma vez prescrita a medicação, a pessoa deve se conscientizar de que o tratamento para a depressão é como qualquer outro, exigindo rigor na utilização da dose prescrita, cumprimento de horários, comunicação com o médico em casos de reações inesperadas e jamais deve interromper o uso sem notificar o especialista. “É muito comum que, conforme os sintomas da depressão melhorem, o paciente interrompa o uso do antidepressivo por conta própria – o que pode por em risco sua saúde e prejudicar o sucesso do tratamento. O paciente também deve observar a indicação de não utilizar álcool em conjunto com a medicação, pois isso altera sua eficácia, podendo provocar alterações indesejadas e riscos sérios à saúde”, alerta. A psicóloga ressalta que os sintomas costumam melhorar após a segunda semana de uso: “Isso é muito comum e o paciente não deve esperar uma resposta imediata da medicação, pois esta atua na base do sistema nervoso, não sendo possível a percepção da melhora dos sintomas no mesmo dia”, conclui.

 

 

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