Crioterapia: técnica usada por Ana Furtado preserva o cabelo após quimioterapia

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Ana Furtado faz vídeo explicando estado de saúde após descoberta de câncer de mama

Reprodução

Recentemente, a apresentadora da Rede Globo Ana Furtado compartilhou com seus seguidores nas redes sociais que descobriu um câncer de mama em estágio inicial. Desde então, a global tem mostrado como funciona alguns processos pelos quais vem passando no tratamento da doença e, entre eles, a crioterapia chamou a atenção dos internautas.

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A técnica é capaz de evitar a queda de cabelo, uma consequência comum para quem passa por quimioterapia. A crioterapia
atua no resfriamento do couro cabeludo durante as sessões de quimioterapia, levando à contração dos vasos sanguíneos e, desta forma, cria uma espécie de capa protetora que preserva os folículos capilares.

“Foram 4 horas e meia com o equipamento na cabeça: meia hora antes do início da quimio e 2 horas após o término dela. É difícil, mas, até agora, eficiente”, escreveu ela em uma publicação.

Ontem fiz minha segunda sessão de quimioterapia. E a sensação é de que essa foi menos difícil do que a primeira. Volto a dividir detalhes com vocês porque, ao mesmo tempo em que me fortaleço com as palavras de carinho que recebo, acredito que posso também encorajar pessoas que estejam passando por situações tão difíceis quanto o diagnóstico de um câncer. Na foto, estou sendo preparada para a crioterapia. Trata-se de uma técnica que utiliza uma touca recheada com gel térmico, atingindo temperaturas negativas (-10º, no meu caso). Esse resfriamento no couro cabeludo é muito doloroso, mas reduz a quantidade de quimioterápicos que chegam até os bulbos capilares, diminuindo a queda de cabelos. Antes, é preciso encharcar a cabeça com água para depois colocar a touca. Foram 4 horas e meia com o equipamento na cabeça: meia hora antes do início da quimio e 2 horas após o término dela. É difícil, mas, até agora, eficiente. Só tenho a agradecer a todos os médicos pelas orientações, apoio e carinho comigo.🙏

Uma publicação compartilhada por Ana Furtado
(@aanafurtado) em 12 de Jun, 2018 às 8:02 PDT

A postagem recebeu 146 curtidas e quase 15 mil comentários de seguidores querendo conhecer mais sobre o procedimento, que tem influencia positiva no tratamento psicológico da paciente que passa por quimioterapia
.

“Ana, achei muito importante você tentar a crioterapia para tentar manter os cabelos. Também tive essa doença cruel e sei como ainda é difícil perder os cabelos. Tenho certeza que você não tem mais nada. Que Deus te abençoe e te dê muita força! Tudo passa e voltamos mais fortes! Passei por tratamento e estou totalmente curada há mais de 5 anos! Mantenha nos informados sobre a crioterapia isso vai ajudar muita gente! Fica com Deus!”, escreveu um seguidor de Ana Furtado

Ajuda emocional

Receber o diagnóstico de um câncer
nunca é fácil. Além de lidar com os efeitos físicos da doença, o paciente ainda precisa conciliar as dúvidas e angústias sobre a condição, formas de tratamento e efeitos colaterais.

No caso das mulheres, a queda de cabelos ocasionada pela quimioterapia é uma preocupação comum e temida, que pode, inclusive, causar problemas à resposta terapêutica e levar a um elevado risco de problemas secundários como autoestima baixa, ansiedade, estresse e depressão.

Segundo especialistas, o impacto psicológico é ainda maior quando se trata de câncer de mama. Essa é a neoplasia maligna que mais atinge o sexo feminino, sendo responsável 28% do total de casos diagnosticados entre este grupo em 2016, um universo que representa 60 mil pessoas, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Mulheres com câncer de mama passam por um turbilhão emocional que tem início no momento em que descobrem a condição e continua, com altos e baixos, ao longo de todo o processo de tratamento. O diagnóstico desse tipo de tumor, em especial, gera inseguranças relacionadas aos desdobramentos que a doença provocará na imagem da paciente. Por isso, é preciso garantir não apenas que seja realizado o devido acompanhamento da condição em si, como também atentar aos aspectos psicológicos”, explica o Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), do Grupo Oncoclínicas.

Neste sentido, a crioterapia – ou Scalp Cooling, como também é conhecida, em inglês – tem sido considerada um importante aliado para a melhora do equilíbrio emocional em mulheres em tratamento contra o câncer de mama.

“Não há números apurados sobre a eficácia do uso desta técnica no Brasil, considerando que ela foi aprovada pela Anvisa no início de 2015. Contudo, pesquisas realizadas em vários países da Europa, onde sua aplicação já vinha sendo feita ao longo dos últimos anos,  mostram que a redução da taxa de alopecia variou de 49% até 100% em mais de 2 mil pacientes avaliadas. Isso significa que a queda de cabelos foi nula ou praticamente imperceptível em boa parte dos casos”, diz Gimenes.

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Entenda como funciona a Crioterapia


Touca usada na crioterapia ajuda a resfriar couro cabeludo do paciente

Divulgação

Um capacete revestido por um gel em temperatura de 4º C é conectado por meio de um tubo a uma máquina que se assemelha a um circulador de ar. Colocado sobre a cabeça do paciente 60 minutos antes da infusão de quimioterapia, a touca permanece sendo usada durante toda a aplicação do quimioterápico e só é retirada cerca de uma hora após a aplicação completa do medicamento. Todo o processo dura em torno de três a quatro horas.

“Esse dispositivo gelado causa uma sensação térmica de aproximadamente 15º C e, em geral, é bem tolerada. Em alguns casos pode haver queixa de dor de cabeça, tontura e sensação de frio, mas tais sintomas não são considerados como fatores que levam à desistência do procedimento pelos pacientes, graças ao bons resultados alcançados”, ressalta o oncologista do CPO.

Esse resfriamento do couro cabeludo diminui o fluxo sanguíneo para a raiz de cada fio, fazendo com o que folículo capilar fique menos suscetível à agressão dos quimioterápicos e, portanto, menos propenso ao risco de queda.

O especialista frisa que o nível de preservação do cabelo está relacionado ao tipo de quimioterápico empregado. Considerando as drogas mais fortes, que levariam à queda total dos fios, é possível reduzir o índice de perda para 20% a 30%.

“Isso significa que o uso de peruca ou lenços se torna desnecessário na maioria das situações, contribuindo amplamente para a autoestima das mulheres em tratamento”, pontua o oncologista.

A crioterapia
pode ser aplicada em pacientes diagnosticados com outros tipos de câncer, tendo o mesmo potencial de eficácia, mas há restrições. A contraindicação acontece para quem tem câncer hematológico (que afeta o sangue), como leucemia e linfoma. Pessoas que apresentam alergia no couro cabeludo também não devem fazer o tratamento.

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O artigo Crioterapia: técnica usada por Ana Furtado preserva o cabelo após quimioterapia foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/minhasaude/2018-06-18/crioterapia-preserva-cabelo-quimioterapia.html

Agentes investigam origem do surto de toxoplasmose no Rio Grande do Sul

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Agentes analisam casos de toxoplasmose no Rio Grande do Sul

Pixabay/Creative Commons

O Ministério da Saúde informou que colocou uma equipe para trabalhar em campo em parceria com agentes do governo do Rio Grande do Sul e da prefeitura de Santa Maria na investigação do surto de toxoplasmose identificado no município gaúcho.

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Segundo a pasta, nesta terça-feira (18) uma reunião com a equipe de investigação e gestores locais será realizada para avaliar os resultados analisados entre domingo (17) e hoje sobre os casos de toxoplasmose
.

A informação oficial do ministério é de que até o dia 7 de junho, foram confirmados, laboratorialmente, 88 casos de toxoplasmose com indício de infecção recente. Já a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul
confirma pelo menos 510 casos

da doença. O órgão afirma que há ainda, em investigação, 212 casos suspeitos.

Além do monitoramento do surto, a pasta informou que implementa ações como: orientações técnicas para notificação, diagnóstico e tratamento; disponibilização de contato permanente com médicos especialistas na doença; e aquisição de insumos para a realização de análises laboratoriais.

“Além de identificar as pessoas doentes, o Ministério da Saúde tem que identificar qual a fonte de infecção, para checar se há algum risco de repetição”, destacou a pasta, por meio de nota.  

Água analisada

No início de junho, foram coletadas sete amostras de água em Santa Maria. Quatro foram retiradas de açudes, duas de poços artesianos e uma em vertente d’água. Os técnicos também recolheram duas amostras de lodo dos reservatórios de água e duas de água dos reservatórios em localidades onde existem registros de casos confirmados.

O material foi encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul para análise em primeira triagem. De lá, as coletas serão encaminhadas para a Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, na próxima semana. Os resultados devem ser divulgados em até 15 dias.

Doença

Conhecida como doença do gato, a toxoplasmose, de acordo com o Ministério da Saúde, é causada por um protozoário e apresenta quadro clínico variado – desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.

A infecção em humanos ocorre por três vias: contato direto com solo, areia e latas de lixo contaminados com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua ou mal cozida infectada (sobretudo carne de porco e de carneiro), e infecção transplacentária durante a gravidez.

A doençae não pode ser transmitida de humano para humano, com exceção das infecções intrauterinas. De acordo com a pasta, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação são infectados.

A orientação para se prevenir a toxoplasmose
 é evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos, eliminar as fezes de gatos infectados em lixo seguro, proteger as caixas de areia, lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada e evitar o contato de grávidas com gatos.

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*Com informações da Agência Brasil

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Barata é retirada ainda viva do ouvido de chinês durante cirurgia; assista

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Chinês de 52 anos afirmou ter tentado tirar a barata de dentro dele durante 6 horas, decidindo ir atrás de ajuda médica

Reprodução/AsiaWire

Um homem teve de ser socorrido após ser ‘atacado’ por uma barata na última sexta-feira (15), na China. A vítima de 52 anos, que não teve a identidade divulgada, relatou que estava dormindo quando o inseto pulou em seu rosto e entrou no seu ouvido.

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De acordo com o The Sun
, o chinês teria tentado tirar a barata
de dentro do ouvido durante seis horas, mas, após ser ‘vencido pelo cansaço’, decidiu procurar ajuda médica em um hospital localizado na província de Guangdong, no sul do país.

A equipe médica do hospital Pingshan, onde o homem foi atendido, explicou que ele estava agitado e “sentindo cócegas” em seu canal auditivo. O médico Shang Liping, supervisor do grupo e otorrinolaringologista, disse que o inseto foi identificado e retirado ainda vivo da orelha do paciente.

O processo de remoção da barata ainda viva na orelha do chinês

O otorrinolaringologista alegou que o fato de o animal ter sobrevivido depois de tantas horas dentro do chinês impressionou a todos da equipe, e que, por isso, decidiu registrar o momento em que o artrópode foi removido.

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“As enfermeiras me chamaram para ver o animal se movendo dentro do ouvido do paciente. Ele entrou de um modo tão profundo em seu canal auditivo que não conseguimos retirá-lo inteiro. Com a ajuda de algumas pinças removemos o inseto pouco a pouco, pedaço por pedaço”, explicou.

Shang acrescentou que, após a retirada do inseto, a equipe médica realizou uma limpeza no canal auditivo do paciente para garantir que não sofresse um quadro de infecção e também para verificar se a barata havia deixado ovos em seu interior.  

“Se um inseto como esse se alojou na sua orelha, o mais indicado é que não tente retirá-lo por conta própria. Tente acalmá-lo ou matá-lo com a ajuda de óleos e procure assistência médica urgentemente”, orientou o profissional.

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A equipe responsável pela retirada da barata
da orelha do homem indicou que muitos casos semelhantes já ocorreram, sendo a falta de higiene uma das causas mais comuns para que o “erro de percurso” se concretize.  “Embora pareça bizarro, sabe-se que as baratas entram nos ouvidos das pessoas em busca de alimento. Manter o ouvido limpo, sem umidade e excesso de cera ajuda a mantê-las longe”, concluiu.

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