Sem glamour, série sobre Surfistinha quer olhar crítico sobre prostituição

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    Maria Bopp é Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, na série "Me Chama de Bruna"

    Maria Bopp é Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, na série “Me Chama de Bruna”

Depois de chegar às livrarias e aos cinemas, a história de Bruna Surfistinha, alter-ego de Raquel Pacheco, estreará na TV no dia 8 de outubro. A série “Me Chama de Bruna”, do FOX1, contará o início da carreira de Raquel como garota de programa – mas quer passar longe da acusação de “glamourizar” a prostituição, que frequentemente recai sobre obras que tratam do tema, como “O Negócio”, da HBO.

A produção traz já no primeiro de seus oito episódios as dificuldades com que Raquel terá de lidar, assim como as prostitutas da vida real: assédio sexual, rivalidade das colegas, corrupção policial e problemas familiares. Tudo isso ajuda a compor o que a protagonista Maria Bopp, 25, define como um ponto de vista mais “maduro e responsável” sobre a prostituição.

“A direção é de uma mulher, o elenco é majoritariamente feminino. Existe essa energia no set de filmagens e acho que o olhar é diferente, é mais responsável nesse assunto. Acho que a história da Bruna Surfistinha representa muito uma ideia de prostituição romantizada. Eu acho que não foi assim de fato na vida da Raquel, mas esse foi o imaginário que se cristalizou”, disse a atriz durante o lançamento da série, nesta quinta-feira (29).  

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