Segundo Sol não exige muito do público; herança de O Outro Lado do Paraíso?

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Armando Babaioff e Nanda Costa (foto: divulgação/TV Globo)

Está tudo meio exagerado e repetitivo na novela das nove, não? A observação é válida por não ser do feitio do autor João Emanuel Carneiro, famoso por tramas mais sutis que as que “Segundo Sol” vem apresentando – vide “A Regra do Jogo“, “Avenida Brasil“, “A Favorita“, “Cobras e Lagartos” e “Da Cor do Pecado“.

A novela passa por uma fase de reiteração irritante, em que o autor entrega tudo mastigadinho para um público não lá muito exigente.

Não resta dúvida de que Remy será assassinado. O personagem de Vladimir Brichta chutou o balde geral e parece nem se incomodar em ser odiado por todos, colecionando cada vez mais desafetos. Ou melhor: candidatos a suspeitos do crime. Ok, este é um artifício comum quando os autores de novelas optam pelo famigerado “quem matou“. Mas o caso de Remy passou um tanto da conta.

Não resta dúvida de que Ionan (Armando Babaiof) vai se meter em uma confusão das grandes com essa história de ser pai do filho de Maura e Selma (Nanda Costa e Carol Fazu). O entusiasmo do rapaz deixa mais do que claro que sim, ele vai se afeiçoar ao bebê, ainda que não tenha sido este o combinado. Entusiasmo exagerado e nada sutil. E logicamente vem confusão com Selma e a mulher dele, a ciumenta Doralice (Roberta Rodrigues).

Não resta dúvida de que para a sofrida Nice (Kelzy Ecard) dar a volta por cima terá que comer ainda muito pão que o diabo amassou – no caso, que o marido Agenor (Roberto Bonfim) amassou. Sofrimento pouco é bobagem. A fórmula é: quanto mais humilhação, maior a catarse.

Será que após a conturbada “A Regra do Jogo“, João Emanuel Carneiro está indo pelo caminho mais fácil e entregando algo mais palatável à audiência? E, somado a isso, a herança maldita de “O Outro Lado do Paraíso“?

OK! A novela ainda tem muitos pontos agradáveis, texto bom, tramas interessantes e diálogos inspirados – principalmente os na boca de Laureta (Adriana Esteves). Acho mesmo que o autor mescla tramas mais obvias com outras melhor elaboradas, o que é uma estratégia válida. Força JEC, não deixe a peteca cair tão facilmente!

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