Quarenta anos depois, série de TV atualiza trama de "O Exorcista"

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Qualquer semelhança não é mera coincidência: inspirada no romance de William Blatty, a série “O Exorcista” atualiza o plot que aterrorizou plateias do mundo inteiro no filme clássico de mesmo nome em 1973. Na atração, que estreia nesta sexta-feira (23), à meia-noite, no canal FX, o mal se infiltra numa família americana e sua salvação está nas mãos de um padre. 

No entanto, não se trata de um remake. O mesmo conceito é abordado nos dias de hoje, por personagens diferentes e em uma nova locação: sai Georgetown e entra Chicago.

“Chicago é uma cidade grande e vibrante, tem uma comunidade católica forte. No nível político há aspectos de corrupção que vem desde Al Capone, e a violência você vê pelos jornais: o número de assassinatos se iguala aos de Los Angeles e Nova York juntas. Se o demônio fosse se infiltrar no nosso mundo em um nível pandêmico, Chicago seria esse lugar para mim”, afirma o produtor executivo Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), numa teleconferência com a imprensa.

Responsável pela direção do primeiro episódio, ele cita o clássico “Inverno de Sangue em Veneza” como uma de suas referências no gênero do horror para a atmosfera da série, estrelada por Geena Davis (vista recentemente em “Grey’s Anatomy”), o ex-RBD Alfonso Herrera (“Sense8”) e Ben Daniels (“House of Cards”).

Segundo o cineasta, que se diz agnóstico, tratar do tema hoje tem uma certa atualidade. “Quando o mundo passa por uma situação econômica e política como a que estamos vivendo, nossa sociedade sente a noção de mal como se estivesse mais perto. Há alguns anos, vivíamos a ‘era dourada’. Acho que inevitavelmente o entretenimento espelha isso”, afirma.

Na trama criada por Jeremy Slater (roteirista de “Quarteto Fantástico”), Ângela Rance (Davis), uma mãe devota, começa a suspeitar que sua filha está possuída pelo demônio. Ela pede ajuda ao progressista padre Tomás Ortega (Herrera), que dirige uma pequena paróquia nos subúrbios da cidade e enfrenta uma crise de fé. O caminho dele é cruzado pelo padre Marcus Keane (Daniels), um órfão criado desde a infância pelo Vaticano e um experiente exorcista.

“Eles vêm de lugares muito diferentes. Tomás está em crise, ele tenta entender o que é importante na vida dele e isso é o que o torna tão interessante. O passado de Marcus também têm muita influência nele”, afirma.

Nenhuma participação do elenco original foi discutida até agora, segundo o diretor. “Mas se for relevante para a trama, nós faremos”, diz.

De acordo com Wyatt, a ideia do show é expandir a história a partir de um ponto inicial tratado na primeira temporada, o que permitiria fôlego para mais alguns anos no ar. Mas se a TV já tem várias séries que tratam de possessões demoníacas como as recentes “Outcast”, “Preacher” e a longeva “Supernatural”, o que “O Exorcista” traz de novo?

“Acho que não tem nenhuma série ou filme agora que mostra esse marco zero, é o que nós estamos tentando fazer”, afirma.

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