Arrow – 4ª Temporada | Crítica

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Se na terceira temporada o roteiro de Arrow se perdeu no quesito identidade, neste quarto ano as tramas voltaram a abordar o lado negro de seus personagens, característica forte das duas primeiras temporadas. Para reforçar este aspecto da trama, tivemos a adição de elementos místicos à mitologia de Star City que, apesar do potencial, pouco contribuíram para a evolução da série como um todo.

Quando a quarta temporada começou, em outubro do ano passado, a nova dinâmica introduzida pelo roteiristas prometia uma retomada dos tempos de glória da série. Entretanto, em sua primeira leva de episódios, o foco na introdução de Legends Of Tomorrow fez com que a trama de Star City fosse arrastada para mais adiante e nem mesmo um flashforward, prometendo a morte de um dos personagens regulares, conseguiu manter o rimo da narrativa.

Somado à expectativa da morte, presente na fórmula anual de Arrow, elementos importantes da trama foram retirados de forma abrupta. Vimos a Liga dos Assassinos ser dissolvida em um episódio e Amanda Waller ser assassinada em outro. Uma despedida breve demais para personagens que somaram tanto à narrativa e atmosfera da série. Não dá para não pensar que a retirada desses elementos foram demanda da própria DC Comics para utilizar tais personagens em um possível filme do Batman e no já garantido Esquadrão Suicida.

A morte de Laurel Lance, cuja Canário Negro ganhou espaço e relevância desde a temporada anterior e foi limada da trama sem muitas explicações, também deixou desconforto no ar. Os fãs mais exaltados colocaram a culpa em Olicity, mas existem os que pensam que a saída da personagem da TV faz parte de uma estratégia para levar as Aves de Rapina ao cinema.

Curioso é ver como esta iniciativa é contraditória diante das atuais circunstâncias. Se o próprio multiverso DC permite universos com diferentes versões de grandes personagens, qual o sentido em garantir exclusividade para o universo cinematográfico em detrimento do universo televisivo? Arrow, Flash, Supergirl e Legends Of Tomorrow já conseguiram provar que conseguem manter um público sólido independente da tela grande. Resta saber até que ponto as retiradas de personagens podem prejudicar as histórias da CW.

Em relação à Olicity, o drama do principal casal da série dividiu opiniões dos fãs e tomou um tempo da trama que poderia ser melhor utilizado para aprofundar, por exemplo, as motivações de Damien Darhk, o grande vilão deste ano. O lado positivo é que Felicity Smoak conquistou mais espaço e deixou de ser coadjuvante, ou o par amoroso de Oliver Queen, para se tornar uma das protagonistas do universo estrelado.

Quanto ao Time Arrow, vimos Thea Queen e John Diggle evoluírem como personagens, assim como Quentin Lance e sua filha, Laurel. Se as motivações de Damien Darhk, destruir o mundo e reconstruí-lo, não foram suficientes para criar uma trama coesa, a evolução dos personagens ganhou os holofotes. Enquanto o terceiro ano de Arrow mostrou que todo o elenco pode entrar facilmente na vida de vigilante como num playground, a morte de Laurel voltou a colocar em pauta o quanto é perigoso sair fantasiado pelas ruas. Definitivamente uma reflexão que precisava voltar a este universo.

Ao longo desta temporada também vimos Oliver Queen, o protagonista da série, evoluir de forma tímida dentro de seus dramas para encontrar um equilíbrio na figura do Arqueiro Verde. Se o grande tema da temporada foi esperança, colocar Queen como prefeito de Star City é uma das escolhas mais acertadas, apesar de óbvia, que Arrow já fez.

Entre altos e baixos, o quarto ano de Arrow foi marcado por momentos agridoces como a morte de Laurel Lance e a introdução de elementos místicos à mitologia de Star City com um vilão bobo, simplista e nada marcante. Ainda assim, o roteiro conseguiu evoluir seus personagens com louvor mostrando que as estrelas deste universo são eles. A aposta na fórmula de um ataque terrorista por ano, entretanto, já está desgastada e precisa de uma verdadeira renovação quando a série voltar para a sua quinta temporada.

Por fim, precisamos de mais esforços dos roteiristas para renovar a confiança dos fãs neste universo de flechas, romance e repetições.

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