Bruno Puglisi tira suas dúvidas sobre o implante dental

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Antigamente, a perda dos dentes era um problema com apenas uma solução, a dentadura. Mas todos sabem o desconforto dessa opção, além de não ser definitiva. Hoje em dia, esse problema pode ser resolvido com perfeição. “O implante dental devolve o conforto, segurança e a estética dental”, diz o doutor Bruno Puglisi.

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Bruno Puglisi conta segredos do implante dental

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O implante dental
nada mais é do que um pino de Titânio, que irá substituir a raiz de um dente perdido. Em cima desse pino que será feita uma prótese dentária. Depois de realizada a cirurgia para a colocação do implante, ele não fica aparente, ele fica em baixo da gengiva, dentro do osso. O que vai aparecer na boca é a prótese que será feita sobre esse implante.

A cirurgia para a instalação do implante dentário não dói, ela é feita com anestesia local e não demora mais do que 20 minutos, menos que um tratamento de canal ou uma obturação. Ela é um dos procedimentos mais rápidos dentro do consultório odontológico, claro que se forem realizados a colocação de mais implantes o tempo de procedimento será maior. Muitos pacientes relatam terem tido mais dificuldade na recuperação de uma simples extração dentária do que na colocação do seu implante.

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Os implantes dentários não possuem, na verdade, o mesmo funcionamento de um parafuso comum. O que realmente prende um implante ao osso maxilar é o processo de osseointegração, aonde as células do osso maxilar integram-se à superfície do implante dentário.

O tempo exato desse processo leva até seis meses para estar completo, porém hoje em dia já existem no mercado implantes com osseointegração de 21 dias, o que possibilita também um tratamento relativamente rápido. 

É comum pacientes que viram em anúncios na televisão ou internet e questionarem se é possível finalizar um tratamento de implante dental
em três dias, esta técnica chama-se Carga Imediata, ela é indicada para pacientes que já não possuem dente algum ou para pacientes que já estão com os dentes muito prejudicados, que precisam ser removidos e terão de ser colocados de 4 a 6 implantes para suportarem todos os dentes superiores ou inferiores.

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Atualmente o implante dental é a melhor alternativa que a odontologia pode oferecer para se repor dentes perdidos Claro que sempre é necessária uma avaliação de um especialista com exames, radiografias e um bom planejamento.

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Quase 10 milhões de pessoas ainda não se vacinaram contra a gripe

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Campanha de vacinação contra gripe acaba nesta sexta-feira (22)

Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou que 9,5 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda não se vacinaram contra gripe. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (19), a apenas três dias para o fim da campanha nacional de vacinação, que termina nesta sexta-feira (22).

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Deste total, 4,4 milhões são crianças menores de cinco anos. Por causa da baixa cobertura vacinal contra gripe
, o governo já havia prorrogado a campanha por mais uma semana. A meta do governo é atingir 90% do público prioritário, que totaliza 54,4 milhões de pessoas, mas o índice de cobertura alcançado até agora foi 80,7%, o equivalente a 44,8 milhões de pessoas.

As crianças de seis meses a cinco anos de idade e as gestantes, um dos grupos prioritários mais vulneráveis à gripe, registram o menor índice de vacinação contra a gripe, com cobertura de apenas 65% e 68,9%, respectivamente. Já o público com maior cobertura da vacina contra a gripe é o de professores, com 95,1%, seguido pelas puérperas – mulheres que deram à luz em até 45 dias -, com 94,1%. Os idosos, cujo índice de cobertura é de 88,7% e a população indígena, com 88,5% de vacinação, aparecem em seguida entre os públicos imunizados. Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura de vacinação está em 86,8%.

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

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Por região

A região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 74,62% do público-alvo imunizado. Em seguida estão as regiões Norte (74,67%), Sul (83,4%), Nordeste (86,8%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura até agora: de 95,4%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 56% e Rio de Janeiro, com 61,1%, informou o ministério.

Disponibilidade

Após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação contra a gripe poderá ser ampliada para crianças de 5 a 9 anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. Em nota, o Ministério da Saúde reforçou a importância dos estados e municípios continuarem a vacinar contra a gripe os grupos prioritários, em especial crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.

A região Sudeste é a que tem menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 74,62%. Em seguida estão as regiões Norte (74,67%), Sul (83,4%), Nordeste (86,8%) e Centro-Oeste, com a melhor cobertura: 95,4%. Entre os estados, Goiás, Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo e Alagoas possuem cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 56% e Rio de Janeiro, com 61,1%.

Dados

O último boletim de influenza do Ministério da Saúde aponta que, até 9 de junho, foram registrados 2.715 casos em todo o país, com 446 óbitos. Do total, 1.619 casos e 284 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 563 casos e 87 óbitos. Além disso, foram 259 registros de influenza B, com 30 óbitos e os outros 274 de influenza A não subtipado, com 45 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 1.227 casos e 204 óbitos por complicações relacionadas à gripe.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a média de idade foi 52 anos. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,18% para cada 100 mil habitantes, segundo dados do ministério. Dos 374 indivíduos que foram a óbito por influenza, 267 (71,4%) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Obesidade atinge quase 20% da população brasileira, mostra pesquisa

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Mesmo com o aumento da prática da atividade física, brasileiros ainda sofrem com obesidade e sobrepeso

Domínio Público

Mais da metade da população brasileira tem sobrepeso, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Ainda de acordo com os dados levantados e divulgados nesta terça-feira (19), a obesidade já é uma realidade para 18,9% deste público.

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Entre os jovens, a obesidade
cresceu 110% em dez anos. Entre 2007 e 2017 esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias, o equivalente a 60%. Nas faixas de 45 a 54 anos, o aumento foi menor: 45%; dos 55 a 64 anos, 26%; e acima de 65 anos, 26%.

No mesmo período, o sobrepeso
, registrado em 54% dos brasileiros, foi ampliado em 26,8%. Esse movimento foi maior também entre os mais jovens (56%), seguidos pelas faixas de 25 a 34 anos (33%), 35 a 44 anos (25%) e 65 anos ou mais (14%).

Embora o ritmo de crescimento da ocorrência de obesidade tenha se estabilizado desde 2015, ainda é um índice preocupante, conforme avalia a diretora do Departamento de Vigilância de Doença e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho.

“Pessoas comiam comidas mais saudáveis. O arroz e o feijão, por exemplo, não são mais unanimidade. Há mais comidas industrializadas, mais fast food e menos consumo de comidas mais frescas”, explica a diretora, que identifica como fator central desse processo a mudança na realidade das mesas dos brasileiros.

Vida saudável ajuda no combate à obesidade

Apesar desses índices, o levantamento registrou um aumento da prática de atividades físicas no tempo livre de 24,1% no período de 2009 a 2017 e uma queda de 52,8% no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas entre 2007 e 2017. A perda da preferência por esses tipos de bebidas ocorreu sobretudo entre adultos com idades entre 25 e 34 anos e entre pessoas com mais de 65 anos.

A inclusão de frutas e hortaliças no cardápio habitual também teve um acréscimo nos últimos anos, crescendo 5% entre 2008 e 2017. Nesse consumo, há um recorte de gênero representativo. Enquanto esses alimentos são mais frequentes no cotidiano alimentar das mulheres (40%), eles ainda não são muito populares entre os homens (27,8%).

Na opinião de Fátima Marinho, a mudança de hábitos alimentares necessária para reduzir esses índices de obesidade e sobrepeso passa por informar melhor o consumidor na hora de escolher o alimento. Ela cita como exemplo sucos industrializados, vistos como mais saudáveis por muitas pessoas, mas que são compostos por quantidades de açúcar semelhante às dos refrigerantes.

“A política pública tem que incentivar pessoas a comerem melhor. Informar melhor é a nova proposta, começar nos alimentos industrializados o que está lá dentro e as quantidades. Se há aquelas letrinhas pequenas e tem que fazer vários cálculos, aí fica mais difícil”, comenta.

A Vigitel é realizada com maiores de 18 anos em 26 capitais e no Distrito Federal. Foram entrevistadas 53 mil pessoas entre fevereiro e dezembro de 2017. Ou seja, o levantamento não registra os hábitos e tendências de pessoas que moram em cidades do interior do Brasil.

Norte e Centro-Oeste têm maiores índices de obesidade

O índice de obesidade é maior entre as capitais das regiões Norte e Centro-Oeste. Na lista do Ministério da Saúde, Manaus aparece como a capital com o maior índice de obesos (23,8%), seguida por Macapá (23,6%), Campo Grande (23,4%), Cuiabá (22,7%), Porto Velho (22,4%) e Recife (21%).

Na ponta de baixo do ranking figuram as cidades de Florianópolis (15%), Distrito Federal (15,3%), Teresina (15,7%), Palmas (15,9%) e Belo Horizonte (16,4%).

Já a ocorrência do sobrepeso está mais distribuída entre as regiões. Entre as capitais, o maior índice registrado pelo Ministério da Saúde foi em Campo Grande (59,8%). Em seguida vêm Porto Velho (58,8%), Maceió (58,7%), Manaus (57,6%), Cuiabá (57,4%) e Rio de Janeiro (57%).  A média geral entre as capitais pesquisadas foi de 54%.

As capitais com menor ocorrência de sobrepeso são Palmas (46,9%), Distrito Federal (47,6%), Teresina (48,3%), São Luís (49,5%) e Florianópolis (49,8%).

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Obesidade e câncer


Obesidade e sobrepeso são culpadas por, pelo menos, 15 mil casos de câncer no Brasil

shutterstock/Reprodução

Um novo estudo, publicado em abril deste ano, revela que, no Brasil, pelo menos 15 mil casos de câncer poderiam ser evitados com a diminuição da obesidade e sobrepeso. Isso significaria 3,8% do total de diagnósticos da doença revelados anualmente.

De acordo com um estudo epidemiológico feito pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com ajuda da Universidade de Harvard (Estados Unidos), até 2025 esse número pode aumentar, já que a tendência é de que novos casos de câncer relacionados à obesidade e excesso de peso cheguem a 29 mil a cada ano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que pelo menos 14 tipos de câncer associam essas condições com um maior risco de desenvolver tumores malignos. Alguns exemplos são o câncer de mama (pós-menopausa), cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide.

“O problema principal é que vem ocorrendo um aumento nas prevalências de excesso de peso e obesidade no Brasil e, com isso, os casos de câncer atribuíveis a essas duas condições também devem crescer. Fora isso, espera-se que haja um aumento nos casos de câncer como um todo, pois a população do país vai aumentar e envelhecer”, avalia o doutorando na FMUSP, Leandro Rezende, um dos autores do artigo sobre o assunto, publicado na revista Cancer Epidemiology
.

Para o pesquisador, o aumento do poder econômico nos últimos anos fez com que a população aumentasse também o consumo. No entanto, em termos de alimentação, o fenômeno ficou atrelado principalmente aos alimentos ultraprocessados.

“O estudo mostra essa fase de transição nutricional epidemiológica. São justamente esses alimentos altamente calóricos, com quantidade elevada de açúcar, sal e gordura, que também são os produtos mais baratos”, afirma.

Os dados sobre a incidência de câncer foram obtidos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e da base Globocan da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, da OMS.

De modo a quantificar a dimensão da contribuição do sobrepeso e da obesidade na incidência de câncer no Brasil, os autores do estudo estimaram FAPs da doença em 2012 (com dados existentes) e em 2025 (por meio de projeção) atribuídas a IMC elevado. As frações foram calculadas de acordo com sexo, idade, área geográfica e tipo de câncer.

Na avaliação do professor titular da FMUSP e orientador do estudo, José Eluf Neto, o interessante é poder mensurar o impacto da relação de câncer e obesidade para a saúde pública e, com base nisso, planejar ações e investimentos.

“Hoje, se sabe que há uma razão biológica para haver essa relação, com mecanismos moleculares ou metabólicos bem descritos. É o caso da insulina. A obesidade
causa resistência à insulina gerando inflamações e o aumento da proliferação celular”, esclarece Eluf Neto.

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*Com informações da Agência Brasil

O artigo Obesidade atinge quase 20% da população brasileira, mostra pesquisa foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2018-06-19/obesidade-brasileiros-pesquisa.html