Risoto de quinoa e peras – em Receitas Light

Para sair dos sabores mais conhecidos do prato e apostar em uma versão totalmente nova, confira como preparar risoto de quinoa e peras!

Foto Divulgação

Que tal optar por uma versão totalmente diferente dos sabores mais conhecidos do risoto? Aqui vai uma sugestão da USA Pears, Associação de Produtores de Peras dos Estados de Oregon e Washington, nos Estados Unidos: risoto de quinoa e peras. Confira a receita abaixo:

Calorias: 350 kcal
Rendimento: 6 porções  

Ingredientes

3 peras americanas
1 colher (sopa) de azeite
1 xícara (chá) de quinoa
3 xícaras (chá) de caldo de legumes
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
Suco de 2 limões sicilianos
100g de queijo parmesão ralado
1 colher (chá) de raspas de casca de limão
2 colheres (sopa) de tomilho fresco


Para enfeitar

1 alho poró
1 colher (sopa) de azeite

Modo de preparo

Descasque as peras e corte em fatias. Refogue no azeite e junte a quinoa. Vá regando com o caldo de legumes fervente até começar a secar. Misture o creme de leite com o suco de limão e adicione ao risoto, em fogo baixo. Deixe mais cinco minutos e acrescente o queijo parmesão. Mexa novamente e adicione as raspas de limão e o tomilho. Retire do fogo e reserve. Corte o alho poró em fatias finas e refogue no azeite. Coloque o risoto em uma travessa e enfeite com o alho poró. Sirva.

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Saiba como é possível improvisar e fazer seus próprios acessórios de treino! – em Treino sob medida

Por Karine César | Foto Shutterstock | Adaptação web Ana Paula Ferreira

Sem grana para comprar os acessórios que compõem a maioria dos treinos em casa? Pois saiba que é possível improvisar de halter até caneleiras. Basta usar um pouco a criatividade…

Quer conferir mais sobre acessórios para treino? Então, corra para as bancas ou garanta a sua Corpo a Corpo aqui!

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Transtorno do jogo compulsivo: entenda como funciona o vício por apostas

Veja a matéria completa sobre Transtorno do jogo compulsivo: entenda como funciona o vício por apostas e fique por dentro de como cuidar da sua saúde.


Jogos como pôquer, bingo e caça níqueis são os mais procurados por quem sofre de transtorno do jogo compulsivo

Reprodução

“Ele pode perder mil vezes, mas se ganha uma, então ele esquece tudo o que já passamos de ruim e continua apostando”. Todos os anos a situação se repete na família de Valéria*. Ela e a mãe nunca sabem se poderão comparecer às festas de Natal e Ano Novo. “É nessa época que ele aposta tudo. Se ele ganha, vamos e presenteamos todos os nossos parentes. Caso contrário, além de ficarmos em casa, sabemos que perderemos algo: a TV, os computadores, o carro…”.

Leia também: Trabalho ou jogos podem ser tão viciantes quanto álcool ou drogas

A vida de quem tem transtorno do jogo compulsivo
é realmente como uma montanha russa. São muitos altos e baixos, perdas significativas e ganhos efêmeros, mas isso pode passar despercebido por quem está sofrendo com o vício.

Recentemente, a trama da última novela das nove da Rede Globo, “ A Força do Quere
r”, contou a história de Silvana, que sofre com a dependência da jogatina
. A personagem, interpretada pela atriz Lilia Cabral,  passou por diversos momentos de tensão por ter apostado dinheiro em partidas de pôquer e outros jogos de azar
e acabou se dando mal, chegando a precisar vender carro, móveis, joias, e até se envolver com agiotas e ter sido refém em um cativeiro.

Em muitas vezes foi possível ver Silvana dizendo que jogava apenas “para se divertir”, que “conseguiria parar quando quisesse” e que a família estava exagerando quando dizia que ela precisava de ajuda médica. Porém, as frases não ficam restritas à ficção.


Silvana (Lilia Cabral) tem uma narrativa delicada em

Divulgação/TV Globo

Para Pedro*, que hoje é divorciado e luta pela guarda compartilhada dos filhos, foram diversas as vezes em que ele repetiu esse mesmo comportamento quando a ex-esposa e os amigos alertavam sobre a busca por um tratamento. “Não admitia que era viciado. Eu ficava muito agressivo e achava que não era para tanto”, conta.

Vontade incontrolável

Mas, assim como outros tipos de compulsão
, como compras, drogas, álcool, sexo e comida, o transtorno do Jogo Patológico, como também é conhecido, provoca um impulso que não é tão simples assim de ser controlado.

De acordo com Aline Sabino, psiquiatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo,  o Transtorno de Jogo Compulsivo é um quadro psiquiátrico caracterizado por um comportamento de jogo problemático e persistente. “O que pode levar o indivíduo a prejuízos e sofrimentos em todas as áreas de sua vida”, alerta a médica.

“Pessoas com compulsão por jogos têm comportamentos que provocam alterações em regiões cerebrais relacionadas ao prazer. Quanto mais jogam e apostam, maior é a influencia nessas regiões do cérebro”, explica o psiquiatra e pesquisador especializado no diagnóstico e tratamento dos distúrbios do humor Diego Tavares.

Ao executar o comportamento que gera prazer, os níveis de uma substância chamada dopamina, um neurotransmissor responsável por controlar os centros de recompensa e de prazer
do nosso cérebro, aumentam. “Isso faz com que a pessoa busque de novo o mesmo comportamento. É como se o cérebro a obrigasse a fazer isso”, explica o psiquiatra.

Sintomas

A necessidade provoca diversas alterações comportamentais que podem ajudar a identificar se o indivíduo está sofrendo do transtorno, conforme exemplifica Tavares. “Muitas pessoas sentem dor físicas provocadas por essa necessidade incontrolável de buscar o prazer. Insônia, ansiedade, dificuldade de se concentrar, alteração no apetite, estresse, fixação pelo jogo a ponto de não sentir prazer em fazer mais nada”.

Para Roberto Miotto diretor técnico do Hospital do Arsenal do Rio de Janeiro e professor da pós-graduação em Psiquiatria na Pontifício Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o paciente também pode sentir preocupação com o jogo – envolvendo experiências passadas, especulação do resultado ou planejamento de novas apostas -, necessidade de aumentar as apostas para atingir a excitação desejada, esforço para tentar parar ou diminuir as postas, além de vergonha, o que o leva a mentir para familiares, terapeuta ou outros, a fim de esconder a extensão do envolvimento com jogo.

Mesmo assim, Miotto ressalta que, em casos de dúvidas, o mais indicado é buscar ajuda. “A consulta a um médico psiquiatra é fundamental para o claro diagnóstico e direcionamento para o tratamento adequado de cada caso”.

Entre os principais jogos escolhidos estão bingo, jogos eletrônicos, máquinas de caça níquel e pôquer. “Jogos em que há recompensa, onde se ganha dinheiro são os que causam dependência. Por isso, é difícil encontrar dependentes em jogos de vídeo-game de futebol, por exemplo, onde não há reforço de ganho prazeroso”, destacou Tavares.

Reconhecendo o vício


Buscar ajuda médica é um dos primeiros passos para tratar o transtorno, que pode ser por meio de terapias ou medicamentos

Thinkstock/Getty Images

Admitir que não e possível controlar suas atitudes não é uma tarefa fácil. Valéria conta que seu pai até hoje não fala com ela e a mãe sobre o assunto. “É um tabu. A gente já se acostumou a não perguntar mais para onde vai o dinheiro e os móveis. Sinto que ele nunca vai conseguir reconhecer que é viciado”, desabafa.

Para conseguir perceber que precisava de terapia, Pedro passou por diversas situações que afetaram sua vida pessoal e profissional. “Deixei muitas vezes de ser um pai presente, mentia para minha ex-esposa sobre o jogo, comprometia as nossas finanças, perdia dias no trabalho, não conseguia me concentrar em nada até que fui demitido… destruí todos as minhas relações”.

Quando o jogo se torna o centro de tudo na vida do indivíduo, é comum que os relacionamentos sociais sintam. “Os prejuízos e o sofrimentos afetam todas as áreas da vida do indivíduo de várias formas sendo as principais delas o endividamento, as brigas familiares, desemprego, envolvimento com atividades ilegais e a tentativa de suicídio”, explica a psiquiatra Aline Sabino.

Transtorno bipolar

De acordo com o psiquiatra Diego Tavares, a compulsão por jogos pode estar, na maioria dos casos, associada à outras doenças da psiquiatria. “Ela não é uma doença isolada. Muitas vezes acontece dentro de uma doença específica, como um sintoma, do transtorno bipolar”.

O médico explica que essa doença, diferente do que se pensa, não tem a ver com personalidade. “Ela é como o oposto da depressão, quando a pessoa fica sem impulso nenhum e não consegue ter ânimo para fazer nada”, esclarece. Isso porque no transtorno bipolar o paciente aumenta os impulsos, que oscila por conta da alteração de humor – caso essa característica não seja percebida, o paciente pode ser considerado apenas com a compulsão, o que é menos comum.

Independente de como for feito esse diagnóstico, há tratamentos adequados, que se encaixam de acordo com o quadro do indivíduo, e podem ter resultados bastante positivos no comportamento. “Existem diversas formas de realiza tratamento para este tipo de patologia e para melhor eficácia o ideal é que sejam tratamentos combinados. Os mais comuns e com resposta satisfatória são acompanhamento médico psiquiátrico, psicoterapia individual, grupos de apoio e atividade física”, afirma Aline.

ONGs e grupos de apoio são alternativas interessantes para quem procura ajuda e não sabe por onde começar, como foi o caso de Pedro. “Quando você se livra da vaidade, do sentimento de negação, tudo fica mais fácil. É possível viver bem e em paz depois do transtorno. Há dois anos eu não lembrava como era minha vida sem o vício. Hoje, a cada dia sem apostar eu comemoro como mais uma vitória.”

*Nome fictício a pedido do entrevistado

O artigo Transtorno do jogo compulsivo: entenda como funciona o vício por apostas foi originalmente publicado em http://saude.ig.com.br/saude.ig.com.br/2017-10-21/transtorno-jogo-compulsivo.html